14 02 2020 policia taubate explosao prefeituraA Justiça condenou um homem a 14 anos de prisão pela explosão de uma bomba caseira na sede da Prefeitura de Taubaté (SP). O julgamento do réu foi na quinta-feira (13/02). Cabe recurso. O caso aconteceu em junho de 2019, quando o homem, que é ex-servidor da prefeitura, colocou uma bomba caseira em um banheiro na sede do Executivo e deixou duas pessoas feridas.

O homem foi preso dois meses depois e confessou que a ação foi motivada por vingança pela demissão em 2014.

"Ao assumir, perante o Conselho de Sentença, seu profundo ressentimento contra a Administração Pública Municipal, bem como seu ávido desejo de vingança, revelando as ações idealizadas para satisfazer sua intenção criminosa, acabou por revelar extrema ousadia e indiferença aos preceitos que regem a sociedade e pouco ou nenhum apreço à integridade física ou mesmo à vida de terceiros", diz trecho da decisão.

O homem foi condenado por tentativa de homicídio, com qualificadoras de motivo torpe e uso de explosivo. Ele foi condenado a 14 anos de prisão e terá que cumprir pena em regime fechado.

Sobre a ação criminosa, a Justiça ainda considerou que o réu demonstrou falta de empatia com as pessoas que frequentam o local ao produzir o atentado. Na ocasião, dois se feriram.

"Quando disse que não sabe explicar a razão pela qual decidiu explodir uma bomba em local e horário de intenso trânsito de pessoas, tentou, na verdade, disfarçar sua incapacidade de se colocar no lugar do outro e de se identificar com o outro, sentimento que se conhece como empatia", diz trecho.

Crime

O caso aconteceu em junho de 2019, quando um homem colocou uma bomba caseira no banheiro masculino da Prefeitura de Taubaté e deixou duas pessoas feridas.

O artefato estava dentro de um lixo e explodiu no momento em que um guarda civil e uma funcionária da limpeza, passavam pelo local.

O autor alegou que era ex-servidor municipal e confessou o crime. Ele foi preso após quase dois meses de investigação da Polícia Civil.

A identificação do suspeito foi possível após análise das câmeras de segurança do prédio. Uma delas mostra o suspeito a bordo de uma bicicleta deixando o local pouco antes da explosão. O veículo, com antenas e banco com plástico verde, facilitou a busca.

A casa em que ele estava, vinha sendo monitorada e, foi abordado quando deixou o local. A casa foi vasculhada e as roupas usadas no dia da ação na prefeitura encontradas. Um artefato ainda em construção também foi localizado no imóvel.


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