19 07 2021 regiao tortura mental escoteiro 01Depois de 36 anos do desaparecimento do menino Marco Aurélio, no Pico dos Marins (a 200 quilômetros da capital paulista) a polícia reabriu a investigação.

O pai, Ivo Simon, hoje com 82 anos, comenta que sempre insistiu na busca por respostas sobre o filho, mas que desde a reabertura tem revivido a dor do dia do desaparecimento.

“É uma tortura mental. Eu estou vivendo essa tragédia como se fosse de novo o primeiro dia. O que aconteceu? Imagina se ali nessas buscas estiverem ossos do meu filho, vamos ter que passar pela angústia da espera pelo DNA. E quem matou? Não vamos ter como saber. É uma tortura mental que se arrasta há 36 anos”, comenta.

Desde o desaparecimento, em 1985, Ivo contratou investigadores, fez contatos na polícia, reconhecimento de pessoas que tentaram passar pelo menino e viagens pelo Brasil para apurar informações de diferentes estados onde Marco Aurélio teria sido visto.

“Nós sofremos demais com todo esse processo e destruiu a nossa família. Todos os sonhos que nós tínhamos. Vivemos em função dessa busca”, diz. A esposa de Ivo morreu há seis anos depois de uma série de problemas de saúde, agravados pela situação. Hoje, aos 82 anos e depois de inúmeras cirurgias no coração, ele segue sozinho em busca de respostas.

Neste mês, a polícia reabriu o caso que desde 1990 estava encerrado sem resposta. Desde então, novas informações foram levantadas e a polícia trabalha com duas hipóteses: de homicídio com a possibilidade de a ossada estar enterrada no Pico dos Marins; e de estar vivo e como andarilho em Taubaté.

Ivo usa para a busca uma imagem de Marco Aurélio envelhecida, feita com base no irmão, que é gêmeo univitelino. Na foto, foram incluídos traços de andarilho, que é a hipótese usada pela polícia na investigação que aponta a possibilidade de que esteja vivo.

O pai diz querer acreditar que o filho esteja vivo e que seja encontrado. A outra possibilidade, de que tenha sido morto e enterrado na área de onde desapareceu, vai trazer uma nova questão sem solução: quem matou.

“Se eu achar a ossada, como vamos saber quem matou? Ninguém vai pagar por isso”.

Reabertura

Neste mês, a investigação do caso foi reaberta pela Polícia Civil. Encerrado em 1990 sem conclusão, o inquérito foi retomado após autorização da Justiça, com novos indícios sobre o que pode ter acontecido — inclusive a possibilidade de que Marco Aurélio esteja vivo.

De acordo com a polícia, são trabalhadas duas vertentes. A primeira de que o escoteiro estaria enterrado em uma área próxima ao Pico dos Marins e a outra de que teriam visto um morador de rua em Taubaté, com os mesmos traços dele. A polícia acionou, inclusive, as penitenciárias, fiz e a polícia da cidade para que fossem feitas buscas.

Para a apuração, vão ser feitas buscas no local onde o menino desapareceu e novos depoimentos de testemunhas do caso à época.

O desaparecimento

O escoteiro Marco Aurélio Simon desapareceu na manhã do dia 8 de junho de 1985. Ele e outros três amigos, todos com 15 anos à época, estavam acompanhados de um líder e tentavam alcançar o cume do Pico dos Marins, a 2.420 metros — é o segundo ponto mais alto do estado de SP.

No caminho, um deles torceu o pé e o líder autorizou que Marco Aurélio voltasse sozinho ao acampamento para pedir ajuda. O grupo se perdeu e, quando chegou ao local, encontrou a mochila de Marco Aurélio, mas o adolescente não estava lá.

Foram 28 dias de buscas com policiais de diferentes corporações, além de mateiros, alpinistas, especialistas e aeronaves. Até hoje, nenhuma pista do escoteiro foi encontrada.

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