15 10 2020 policia pai bebe jusitcaO pai da bebê Maria Clara, morta pelo padrasto em Pindamonhangaba (SP), cobrou punição ao suspeito pelo crime. O padrasto da menina chegou a afirmar que ela havia sido sequestrada por um desconhecido, mas confessou o crime horas depois e foi preso.

"A hora que recebi a notícia, cortou o coração. Não tem cabimento o que ele fez com minha filha. Quero justiça. O que mais quero é justiça e estar com meus filhos 24 horas ao meu lado", disse Steven Roger Galvão, pai da menina.

Enterro reuniu moradores até fora do cemitério

O corpo de Maria Clara foi enterrado na manhã desta quinta-feira (15/10) no cemitério municipal de Pindamonhangaba. A comoção com a história reuniu moradores até do lado de fora do cemitério durante o enterro da bebê de um ano e três meses.

Antes, o corpo dela foi velado por cerca de três horas em uma cerimônia que reuniu parentes e amigos.

Robert Willian, tio da menina, também cobrou punição ao suspeito. "A gente não sabe o que levou ele a fazer isso, mas não faz sentido perguntar. Ela era uma bebê indefesa. O que podia fazer? Esperamos que a justiça não falhe e que ele pague pelo que fez".

Casa incendiada

O caso gerou a revolta e moradores atearam fogo na casa em que vivia o padrasto e a mãe da bebê. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 18h40 e levou cerca de duas horas para apagar as chamas. Ninguém se feriu.

O pai de Maria Clara tem mais dois filhos com a mãe da bebê. Agora, os dois estão com o pai. Por causa do incêndio na casa da mãe, a família mobiliza internautas para doações de roupas para as crianças.

Relembre o caso

O padrasto de Maria Clara registrou o desaparecimento da menina no fim da tarde de terça-feira (13). À polícia, ele contou que estava com a bebê no centro de Pinda, quando precisou ir ao banheiro e deixou a menina com um homem que estava em um ponto de ônibus. Minutos depois, quando voltou, disse que a criança teria sido levada.

Ele contou que pegou um carro e com a ajuda de outro estranho fez buscas pela menina pela região central da cidade, mas não a encontrou. Seis horas depois do suposto desaparecimento é que ele decidiu ir até a delegacia.

A polícia colheu o depoimento do padrasto, da mãe e do pai da criança. Durante a tarde, a investigação conseguiu as imagens de câmeras de segurança que desmentiram a versão do padrasto — e o homem, então, confessou o crime, segundo a polícia.

Buscas pelo corpo

De acordo com a Polícia Civil, o padrasto apenas admitiu ter matado a menina e disse que apontaria o local onde ela havia sido deixada.

O suspeito seguiu com os policiais até um trecho de terra próximo à estrada que liga Pindamonhangaba a Taubaté e apontou onde havia deixado o corpo da menina.

A polícia informou que a bebê foi encontrada decapitada, e que a cabeça estava próxima ao corpo, mas nenhuma parte estava enterrada.

O padrasto teve a prisão temporária decretada na quarta-feira (14/10) e foi levado para um presídio em Taubaté. Em depoimento, ele citou o envolvimento de outras pessoas. O caso continuará segue sendo investigado pela polícia.


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