J04 02 2019 mundo siriaUm oficial militar da Síria afirmou que a coalizão liderada pelos Estados Unidos atacou uma posição da artilharia do Exército no leste da Síria, ferindo dois soldados e destruindo um canhão.

Um porta-voz da coalizão norte-americana, coronel Sean Ryan, afirmou que as forças agiram em "legítima defesa" após sofrerem fogo do lado oeste do rio Eufrates. Ele disse também que uma investigação está em andamento.

A coalizão liderada pelos EUA, com seus parceiros locais, está batalhando o que resta do Estado Islâmico no leste do Eufrates, enquanto tropas do governo e aliados estão posicionadas do outro lado após retirar o EI de lá.

A agência de notícias estatal síria Sana afirmou que o oficial militar não identificado disse que, após o ataque, houve uma incursão frustrada por militantes do EI.

02 02 2019 mundo russia suspendeO presidente russo, Vladimir Putin, anunciou neste sábado (2) que seu país vai suspender sua participação no tratado INF sobre as armas nucleares de alcance, em resposta à retirada dos Estados Unidos do acordo.

"Nossos parceiros americanos anunciaram a suspensão de sua participação no acordo, então nós também a suspenderemos", afirmou Putin durante um encontro com seus ministros das Relações Exteriores e da Defesa, Serguei Lavrov et Serguei Shoigu.

"A Rússia não mais tomará a iniciativa de negociar o desarmamento com os Estados Unidos", disse o chefe de Estado, citado por agências de notícias russas.

"Vamos esperar até que nossos parceiros (americanos) tenham amadurecido o suficiente para ter um diálogo de igual para igual e significativo sobre este assunto importante", acrescentou.

Os Estados Unidos anunciaram na sexta-feira (1) sua retirada do tratado INF, concluído pela URSS e por Washington em 1987, durante a Guerra Fria, que abole o uso de mísseis terrestres com alcance de 500 a 5.500 km e encerrou o perigoso desenvolvimento de ogivas nucleares entre ambos.

Para Washington, Moscou não soube abordar as preocupações geradas por seu novo sistema de mísseis de médio alcance que, segundo países ocidentais, vai contra o tratado.

"Amanhã (sábado), os Estados Unidos vão suspender suas obrigações sob o tratado INF e iniciarão o processo de retirada", que "será concluído em seis meses, a menos que a Rússia cumpra suas obrigações destruindo todos os seus mísseis, lançadores e equipamentos que violam o texto", declarou o presidente Donald Trump em um comunicado na sexta-feira (1).

"Os Estados Unidos aderiram completamente ao tratado INF durante mais de 30 anos, mas não seguiremos forçados a cumprir seus termos enquanto a Rússia deturpa as suas ações", ressaltou.

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, assinalou que seu país, que anunciou formalmente suas preocupações com relação ao acordo há dois meses, tratou o tema das supostas violações ao tratado mais de 30 vezes com a Rússia.

Ele ressaltou, porém, que Washington está "pronto" para continuar discutindo com a Rússia sobre "a questão do desarmamento".

No início de dezembro, de Bruxelas e com o apoio da Otan, Mike Pompeo deu à Rússia o prazo de 60 dias, até 2 de fevereiro, para desmantelar seus novos mísseis de longo alcance. Caso contrário, ameaçou iniciar o procedimento de retirada de seis meses.

Já Putin advertiu previamente que a retirada de Washington do INF levará a uma nova corrida armamentista.

A Rússia nega as acusações "sem fundamento", censurando Washington de violar o tratado INF.

Os Estados Unidos decidiram se retirar do acordo "em resposta aos graves riscos que representam para a segurança Euro-Atlântica os testes ocultos, a produção e mobilização do sistema 9M729 por parte da Rússia", segundo defendeu a Otan.

Alguns representantes europeus expressaram, não obstante, a sua preocupação pelo desaparecimento do tratado e confiaram que Washington e Moscou possam salvar o acordo antes que os Estados Unidos o abandone, em seis meses.

02 02 2019 mundo meteoritoA queda de um meteorito causou nesta sexta-feira (1º) uma forte explosão antecedida de um clarão no céu que sacudiu vários municípios da província cubana de Pinar del Río, segundo um membro do instituto estatal de astronomia.

"A explosão sentida em vários territórios da província Pinar del Río, no extremo ocidental de Cuba, poderia ser o resultado de um meteorito", detalhou a Prensa Latina.

"Estamos na presença de um meteorito de tipo pétreo, que tem uma liga de ferro e níquel e também tem uma grande quantidade de silicato de magnésio", disse Efrén Jaimez Salgado, do Instituto Nacional de Geofísica e Astronomia, citado pela Rádio Guamá.

Jaimez afirmou que o maior fragmento encontrado até agora é de 11 centímetros.

O estrondo e o clarão no céu aconteceram por volta das 14h do horário local e foram reportados por muitas pessoas em suas redes sociais. Jornalistas da Telepinar divulgaram fotografias de rochas pretas do tamanho de um punho que caíram no povoado de Viñales.

O vice-presidente do Conselho da Administração em Viñales, Osmany Moseguí, disse que não há registros de pessoas afetadas.

"Em Viñales caíram várias partículas de pedras. A maior de que temos notícia é de entre 20 e 30 centímetros, na estrada que leva ao Mural da Pré-história, uma das atrações do destino turístico pinarenho, e deixou marcas do impacto", afirmou.

A sede em Key West do Serviço Nacional do Clima (NWS, sigla em inglês) informou via Twitter que recebeu relatos sobre um "meteorito visto no céu sobre as Florida Keys".

02 02 2019 mundo venezuelaNovas manifestações contra e a favor de Nicolás Maduro foram convocadas para este sábado (2) na Venezuela.

O presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se declarou presidente interino do país, mais uma vez irá liderar os protestos contra o presidente, a exemplo do que aconteceu na última quarta-feira.

Na sexta, ele publicou em seu perfil no Twitter uma convocação para a manifestação, dizendo que, “com o apoio da comunidade internacional amanhã # 2Feb saímos unidos à rua. Continuamos avançando na rota que definimos”.

Henrique Capriles, que disputou duas eleições presidenciais contra Maduro e foi proibido de disputar cargos políticos por 15 anos, também publicou uma chamada aos atos deste sábado.

“Neste 2 de fevereiro Venezuela vai às ruas! Agradecer ao apoio mundial pela nossa luta pelo fim da usurpação, por um governo de transição e por eleições livres e em apoio à nossa legítima Assembleia e ao presidente @jguaido. Que ecoe a voz dos venezuelanos!”, escreveu.

Mais uma vez, Guaidó deve tentar convencer os militares a aderirem à oposição. No dia 15 de janeiro, a Assembleia Nacional aprovou uma anistia para militares e funcionários do governo que deixarem de cumprir ordens de Maduro e apoiarem o novo governo.

Lealdade absoluta

As Forças Armadas Venezuelanas, porém, continuam afirmando “lealdade absoluta” ao presidente eleito, segundo o ministro da Defesa, Vladimir Padrino. Na sexta, Maduro e Padrino assistiram a exercícios militares da Guarda Nacional, em Caracas.

Na quinta-feira, um grupo de funcionários da petroleira estatal PDVSA organizou uma manifestação a favor de Maduro, também na capital venezuelana.

Para este sábado, o presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello, convocou uma marcha de apoiadores do presidente. O dia 2 de fevereiro é especial para o chavismo porque marca os 20 anos da "revolução bolivariana" fundada por Hugo Chávez.

Presidência

Após praticamente um ano sem grandes protestos, os venezuelanos voltaram às ruas em 23 de janeiro para se manifestar contra o presidente Nicolás Maduro.

Foi ao final desse ato que Guaidó se declarou presidente interino do país, sendo reconhecido por diversos países – inclusive o Brasil. Maduro, entretanto, reagiu, e negou que irá deixar o poder.

"Aqui não se rende ninguém, aqui não foge ninguém. Aqui vamos à carga. Aqui vamos ao combate. E aqui vamos à vitória da paz, da vida, da democracia", disse em discurso na capital.

01 02 2019 mundo guaido denunciaO autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, denunciou nesta quinta-feira (31) que as forças especiais de segurança estão perto de sua residência para intimidar sua família e responsabilizou o presidente Nicolás Maduro por sua segurança.

"O FAES está em minha casa, perguntando por Fabiana (a esposa). Neste momento, a ditadura acha que vai nos amedrontar", assegurou o líder opositor, em um ato público no auditório da principal universidade do país, em Caracas.

Guaidó, presidente do Parlamento de maioria opositora, disse que em sua casa estava sua filha de 20 meses, e responsabilizou a polícia por "qualquer coisa que possa acontecer com o meu bebê".

Os Estados Unidos, que reconheceram Guaidó como presidente interino, alertaram que haverá "sérias consequências" se o governo de Nicolás Maduro tomar medidas contra o opositor.

Nesta quinta, o Parlamento Europeu reconheceu Guaidó como presidente legítimo da Venezuela e pediu para que os países da União Europeia façam o mesmo. A resolução do órgão legislativo do bloco europeu recebeu 439 votos a favor, 104 contra e 88 abstenções.

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela se autodeclarou presidente interino durante uma manifestação em Caracas, em 23 de janeiro. O objetivo da sua iniciativa, segundo ele, é formar um governo de transição para organizar eleições livres no país, que enfrenta uma grave crise política e econômica.

Até agora, a União Europeia fez um apelo para que sejam organizadas “eleições livres e credíveis” na Venezuela, mas não mencionou a iniciativa de Guaidó, que já foi reconhecida por vários países, entre eles, os Estados Unidos e o Brasil. Na quarta-feira, os senadores dos Estados Unidos também pediram à UE que reconheça Guaidó.

Nicolás Maduro, que se diz alvo de um golpe impulsionado pelos americanos, disse que está disposto a conversar com a oposição e mostrou-se favorável à organização de eleições legislativas antecipadas para superar a crise. No entanto, ele resiste à ideia de uma nova eleição presidencial.

01 02 2019 mundo geloJaneiro termina com temperaturas recordes nos dois hemisférios do planeta. Se na América do Norte, uma gigantesca massa de ar polar que se desprendeu do Ártico levou temperaturas de até 40ºC negativos no meio-oeste dos Estados Unidos, no sul do continente, a capital Buenos Aires enfrenta uma onda de calor com temperaturas de até 37ºC, com a sensação térmica de até 45ºC.

Outros países como o Reino Unido e a Itália também sofrem com o frio. Na semana passada, a Austrália também enfrentou uma onda de calor.

Acostumados a um clima mais ameno, os portenhos definem a temperatura atual como insuportável. Garrafas de água gelada e até guarda-chuvas para se proteger do sol tornaram-se companheiros inseparáveis dos argentinos neste mês de extremos.

Além do calor, a umidade do ar, que na capital da argentina supera os 60%, incomoda bastante.

Argentinos recorrem a sucos, frutas e até panos molhados no pescoço para fugir das altas temperaturas. Algumas frutas são oferecidas de maneira gratuita em barracas no centro da cidade.

A temperatura alta também provoca na argentina cortes de energia, em virtude do elevado consumo de luz com aparelhos de ar-condicionado e da infraestrutura sobrecarregada do sistema de energia elétrico. A prefeitura da cidade também enviou alertas para a saúde na onda de calor, que envolvem poupar-se de exercícios físicos.

Onda de frio toma o meio-oeste dos EUA

Já nos Estados Unidos, a rotina de cuidados é a mesma, com a temperatura no outro extremo dos termômetros. A água gelada e os guarda-sóis dão lugar aos agasalhos pesados, máquinas de limpar neve e estoque de alimentos. Escolas fecharam e moradores foram orientados a não sair para a rua.

Nas grandes cidades, os moradores de rua são os que mais sofrem.  

Desde a quarta-feira, 30, seis pessoas morreram em virtude da onda de frio nos Estados Unidos.

Em Estados agrícolas, como Iowa, fazendeiros chegaram a construir iglus para proteger galinhas do frio e compraram rações extras para porcos para esperar a onda de frio passar. Os animais estão comendo mais para criar a gordura necessária para superar a onda de frio.

31 01 2019 mundo guaido euaO líder socialista da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ordenar seu assassinato, enquanto a Rússia, sua principal apoiadora global, pediu nesta quarta-feira uma mediação para um impasse que agrava divisões geopolíticas.

A luta para controlar a Venezuela, que tem as maiores reservas de petróleo do mundo, intensificou-se devido a novas sanções e medidas legais dos EUA que podem provocar a prisão do líder opositor e autoproclamado presidente interino Juan Guaidó.

Em uma entrevista à agência de notícias russa RIA, Maduro, de 56 anos, que enfrenta o maior desafio ao seu governo desde que substitui Hugo Chávez seis anos atrás, disse que Trump ordenou à vizinha Colômbia que o mate.

"Donald Trump sem dúvida deu uma ordem para me matar e disse ao governo da Colômbia e à máfia colombiana para me matarem", afirmou Maduro, repetindo uma acusação constante que ele e Chávez fizeram ao longo dos anos.

Bogotá e Washington negam isso rotineiramente a acusação, e rivais dizem que Maduro usa tais acusações como uma cortina de fumaça quando está em apuros.

Mas a especulação sobre uma ação militar contra o líder socialista foi atiçada nesta semana quando John Bolton, um conselheiro de Trump, foi visto com um bloco de anotações com as palavras "5 mil militares para a Colômbia".

Em um tuíte publicado no início da manhã, Trump aconselhou os cidadãos norte-americanos a evitarem viajar à Venezuela por causa dos distúrbios.

A Rússia, que assim como a China emprestou e investiu bilhões de dólares na Venezuela, país-membro da Opep, pediu a Guaidó que desista de sua exigência de uma eleição antecipada e que, ao invés disso, aceite uma mediação.

Mas dado o fracasso de rodadas de negociação anteriores, inclusive uma liderada pelo Vaticano, os oponentes estão desconfiados, acreditando que Maduro as usa para conter os protestos e ganhar tempo.

Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela impôs uma proibição de viagens a Guaidó e congelou suas contas bancárias, em uma aparente retaliação às sanções adotadas pelos Estados Unidos ao petróleo venezuelano, que devem abalar consideravelmente a economia já em apuros do país-membro da Opep.

Os EUA são os maiores importadores de petróleo da Venezuela, à frente da Índia e da China, mas as novas medidas limitam transações entre empresas norte-americanas e a estatal petroleira venezuelana PDVSA.

Os preços do petróleo se mantinham estáveis nesta quarta-feira, já que as preocupações com o suprimento venezuelano foram ofuscadas pela perspectiva econômica global desanimadora. Os títulos da PDVSA podem ser excluídos dos principais índices, o que também impactaria os títulos soberanos, disse o Bank of America Merill Lynch.

Na entrevista à RIA, Maduro voltou a dizer que está pronto para conversações com a oposição, mas rejeitou mais uma vez convocar eleições antecipadas.

31 01 2019 mundo emilianoApesar das buscas pelo avião onde estava o jogador argentino Emiliano Sala terem sido encerradas no dia 24 de janeiro , a Agência de Investigação de Acidentes Aéreos (AAIB) do Reino Unido encontrou nesta quarta-feira destroços que devem ser da aeronave. que desapareceu no dia 21 de janeiro.

Foram encontradas pelas autoridades duas almofadas de poltronas na costa de Surtainville, no lado francês do Canal da Mancha. A Agência confirmou que o primeiro objeto foi encontrado na praia, ainda na segunda-feira, e, logo, depois, na mesma área, o segundo foi localizado. Tudo indica que os destroços sejam do avião onde estava Emiliano Sala.

"Em uma avaliação preliminar, concluímos que é provável que as almofadas sejam da aeronave desaparecida", disse a AAIBA em nota oficial. A Agência informou também que sabe que uma busca privada tem sido feita na região e que espera que uma aproximação das partes aumente as chances de localizar a aeronave ou alguma pista.

Nas redes sociais, o líder das buscas privadas e porta-voz da família do jogador, David Mearns, contou um pouco sobre o trabalho que tem sido feito. "A busca privada pelo avião que levava Emiliano será conduzida, em nome da família Sala, em estreita coordenação com o esforço da AAIB. Os dois navios trabalharão juntos para pesquisar a área designada da maneira mais segura, completa e eficiente possível".

Uma busca subaquática, que deve durar três dias, deve começar já neste fim de semana e, se alguma coisa for encontrada, um veículo será conduzido para examinar os destroços. As condições climáticas da região do Canal da Mancha impedem que a operação seja realizada antes. O avião levava o jogador de Nantes, na França, para Cardiff , na Inglaterra.

No primeiro jogo do Cardiff City após o acidente do jogador Emiliano Sala , reforço da equipe que estava em avião que desapareceu na segunda-feira passada,  torcedores e jogadores fizeram homenagens ao argentino. Pela 24ª rodada da Premier League, em partida contra o Arsenal no Emirates Stadium, a comissão técnica do Cardiff City entrou em campo com flores amarelas nos casacos para representar o atleta desaparecido.

Na torcida, papéis amarelos foram levantados juntamente com várias faixas em que diziam “uma vez bluebird (apelido dos torcedores do Cardiff), sempre bluebird” e “ Emiliano Sala , nós sempre vamos nos lembrar de você”. Ao entrarem em campo, os capitães das duas equipes levaram buquês de flores amarelas para o meio do gramado. Um minuto de silêncio foi feito em meio a palmas e comoção.

31 01 2019 mundo colombia chileO Chile e a Colômbia exigem a libertação imediata de jornalistas que foram presos nesta semana na Venezuela. Um diplomata da França também afirmou que a embaixada, em Caracas, trabalha para que dois profissionais de imprensa franceses sejam libertados.

Na noite de quarta-feira, a agência de notícias Efe informou que três funcionários, dois colombianos e um espanhol, também foram detidos durante a cobertura dos protestos desta quarta.

O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, exigiu a libertação imediata dos três jornalistas da agência de notícias.

Jornalistas franceses

Segundo a diplomacia francesa, os jornalistas Pierre Caillet e Baptiste des Monstiers, repórteres do programa de televisão Quotidien, foram detidos quando filmavam o palácio presidencial venezuelano.

De acordo com o Sindicato dos trabalhadores da imprensa, principal formação sindical dos jornalistas da Venezuela, os franceses estavam cobrindo uma manifestação de apoio ao presidente Nicolás Maduro. Além dos dois repórteres do canal de televisão TMC, um produtor local, Rolando Rodriguez, foi detido. “Desde então, nós perdemos o contato com eles”, informou o sindicato.

Além dos franceses, dois jornalistas chilenos foram presos, também na terça-feira, perto do palácio presidencial. Segundo o mesmo sindicato, Rodrigo Pérez e Gonzalo Barahona, que trabalham para o canal de televisão chileno TVN, devem ser expulsos da Venezuela.

A prisão provocou uma reação imediata do presidente do Chile, Sebastian Piñera, que exigiu a “libertação imediata” de seus compatriotas. “Isso é o que fazem as ditaduras: pisotear a liberdade da imprensa e amordaçar a liberdade com a violência”, declarou via Twitter o ministro chileno das Relações Exteriores, Roberto Ampuera.

Dia de protestos

Em novo dia de protestos, a oposição saiu às ruas de Caracas na quarta-feira, exigindo a saída de Maduro e pedindo apoio de militares. Autoproclamado presidente, o líder opositor Juan Guaidó comandou mobilização.

Antes da mobilização, marcada para as 12h desta quarta, Guaidó, líder do Parlamento de maioria opositora, recebeu um telefonema do presidente americano, Donald Trump, que expressou "completo apoio" ao seu movimento.

31 01 2019 mundo ghosnO ex-presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, Carlos Ghosn, disse em nova entrevista nessa quinta-feira (31) que ele foi “castigado antes de ser considerado culpado". Para o executivo, a recusa da justiça japonesa de libertá-lo sob fiança "não seria normal em qualquer outra democracia".

As declarações foram dadas para a agência France Presse, na primeira entrevista do executivo brasileiro com veículo de comunicação que não é japonês.

Carlos Ghosn está preso desde 19 de novembro no Japão sob acusação de violações e fraudes fiscais envolvendo a Nissan, bem como do uso de recursos da empresa para benefícios particulares e para cobrir prejuízos em investimentos pessoais.

Não há previsão de que ele deixe a prisão. O brasileiro teve diversos pedidos de liberdade sob pagamento de fiança negados, o mais recente no dia 22 de janeiro.

Na quarta-feira (30), o executivo negou ser culpado e disse ser vítima de uma conspiração ao jornal japonês "Nikkei".

De acordo com Ghosn, executivos da Nissan que eram contra uma maior integração com a Renault foram os responsáveis pelo complô. O ex-presidente do conselho da montadora planejava aprofundar as relações dentro da aliança, da qual foi o idealizador. Rumores de uma possível fusão existiam desde o início do ano passado.

31 01 2019 mundo guaido euaA cúpula de diplomatas indicada nos últimos dias por Juan Guaidó como novos representantes da Venezuela no exterior realizou uma coletiva de imprensa em Washington, na quarta-feira (30), para pedir o apoio da comunidade internacional contra o regime de Nicolás Maduro. Reconhecido pelos EUA como embaixador da Venezuela no país, Carlos Vecchio, afirmou que a comunidade internacional deve apoiar o que classificou como "luta entre democracia e ditadura" e disse é preciso "aumentar a pressão".

"O momento é agora, há necessidade de mudança e a Venezuela está preparada. Essa não é uma luta dos EUA contra o regime de Maduro. É uma luta entre a democracia e a ditadura de Maduro. O momento é agora. É o momento de colocar toda a pressão necessária. Essa vai ser nossa prioridade", afirmou Vecchio.

Desde a semana passada, os EUA reconheceram Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela e, nesta semana, anunciaram sanções que atingiram a petrolífera PDVSA. Os EUA bloquearam o acesso a integrantes do regime de Maduro ao dinheiro pela compra de petróleo venezuelano. Hoje, o presidente Donald Trump telefonou a Guaidó e a equipe do venezuelano tem sido recebida pelas autoridades americanas em Washington.

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, aliado ao chavismo, proibiu nesta terça-feira, 29, a Guaidó de deixar a Venezuela e congelou suas contas no país a pedido do Ministério Público. O cerco judicial chavista começou após a decisão da Casa Branca de permitir à oposição acessar ativos do Estado venezuelano nos EUA. Vecchio afirmou que o Tribunal é "uma Suprema Corte ilegal".

A prioridade como embaixador da Venezuela, disse Vecchio, é coordenar o esforço internacional para cessar o governo de Maduro, estabelecer um governo de transição e convocar novas eleições no país. "Enquanto fazemos essa entrevista coletiva, a repressão na Venezuela segue", afirmou Vecchio, acompanhado por outros dois novos integrantes da diplomacia de Guaidó nos EUA.

O novo representante da Venezuela no Grupo de Lima, Julio Borges, afirmou que o momento atual terá impactos em todo o continente - citando Cuba e Nicarágua.

"É a queda do muro de Berlim na América Latina, 30 anos depois. Se trata de abrir a região para um novo capítulo de liberdade, progresso e dignidade", afirmou Borges. Gustavo Tarre, embaixador junto à OEA indicado por Guaidó, criticou o fato de o presidente interino ser chamado de "autoproclamado": "O único autoproclamado na Venezuela é Maduro".

O secretário-geral da OEA, Luís Almagro, uma das vozes mais críticas a Maduro no organismo, foi convidado por Vecchio para a entrevista coletiva num "gesto de reconhecimento" pelo trabalho do uruguaio na pressão ao governo da Venezuela. Almagro criticou tentativas de "negociação" com o venezuelano. "Aqueles que querem fazer negociações diretas com o governo usurpador, 'be my guest', comece hoje", disse, em tom irônico. "Já sabemos como são as eleições que Maduro faz", afirmou Almagro, ao dizer que a Venezuela precisa de eleições livres, diferentes das que elegeram Nicolás Maduro.

Assistência humanitária

Julio Borges destacou ainda que é preciso abrir caminho para a entrada de assistência humanitária internacional e que as Forças Armadas na Venezuela, até agora parte do suporte a Maduro, terão papel essencial neste processo.

30 01 2019 mundo venezuelaO Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela proibiu nesta terça-feira (29) que o oposicionista Juan Guaidó deixe o país. A medida do tribunal também determinou o bloqueio de bens do chefe da Assembleia Nacional, que na semana passada se declarou presidente do país e que vem sendo apoiado pelos Estados Unidos, Brasil e Canadá, entre outros países.

O pedido havia sido feito hoje pelo procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, que é alinhado com o regime chavista. O procurador-geral anunciou ainda a abertura de uma investigação preliminar e solicitou a aplicação de medidas cautelares contra Guaidó.

Juan Guaidó reagiu, no Twitter, dirigindo-se aos responsáveis do Supremo Tribunal de Justiça e dizendo-lhes que o "regime está na sua etapa final".

O opositor de Maduro e autoproclamado Presidente interino da Venezuela pediu aos juízes do Supremo para pensarem na "carreira, no futuro dos filhos e dos netos", quando tomassem uma decisão sobre o pedido de Saab.

"Este processo é imparável", escreveu Guaidó, referindo-se ao processo de queda de regime que está a tentar realizar, como presidente da Assembleia Nacional.

Em resposta ao pedido da procuradoria venezuelana contra Guaidó, o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, advertiu sobre "sérias consequências para aqueles que tentarem subverter a democracia e ferir Guaidó", em tuite no qual descreveu Saab como o "ilegítimo ex-procurador geral da Venezuela".

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que estava assumindo os poderes executivos de Nicolás Maduro. O anúncio também foi precedido por uma série de protestos violentos, que foram duramente reprimidos pelas forças do regime. A repressão da última semana deixou 40 mortos, segundo dados das Nações Unidas.

Guaidó, de 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres. Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, rechaçou o anúncio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A União Europeia também apresentou um ultimato a Maduro para que ele convoque eleições nos próximos dias. A repressão dos protestos antigovernamentais da última semana provocou 40 mortos, segundo dados das Nações Unidas.

Um ataque com granada matou dois professores islâmicos e deixou quatro feridos em uma mesquita de Zamboanga, no sul das Filipinas, na manhã desta quarta-feira (30).

O atentado acontece três dias depois da explosão de uma bomba em uma catedral católica na província de Sulu, também na fração meridional do país, que abriga movimentos separatistas muçulmanos. O ataque do último domingo (27) matou 21 pessoas.

Os investigadores, no entanto, descartam a hipótese de represália, embora ainda não tenham identificado os responsáveis pela granada. Zamboanga fica na ilha de Mindanau, que é majoritariamente cristã, mas abriga uma considerável população muçulmana.

Segundo o governo do presidente Rodrigo Duterte, o atentado contra a catedral de Sulu foi idealizado por um comandante do grupo terrorista local Abu Sayyaf que jurou lealdade ao Estado Islâmico.

Recentemente, províncias do sul das Filipinas votaram pela formação de uma região autônoma de maioria muçulmana, em uma forma de acabar com um conflito separatista que já custou a vida de 150 mil pessoas. A única exceção foi Sulu, um reduto de grupos extremistas islâmicos.

29 01 219 mundo servidores voltam trabalhoCentenas de milhares de servidores federais que ficaram sem receber devido à paralisação parcial do governo dos Estados Unidos voltaram nesta segunda-feira (28) ao trabalho. No entanto, ainda há temores de que a situação se repita em três semanas – caso o Congresso não chegue a um acordo pedido pelo presidente Donald Trump para a segurança na fronteira com o México.

Após o fim do "shutdown" mais longo da história do país, o centro de Washington voltou ao normal. Dezenas de milhares de pessoas retornaram ao trabalho em escritórios e serviços de responsabilidade do governo norte-americano.

Funcionários do Instituto Smithsonian – que reúne quase 20 museus públicos na capital dos EUA – também voltaram ao trabalho. Pelo Twitter, o diretor do instituto, David Skorton, celebrou o retorno:

"Bem-vindos outra vez. À medida que reabrimos, expresso minha admiração e agradecimento mais profundo a toda a família do Smithsonian pela coragem e paixão pelo serviço público", tuitou.

Falta de salários e trabalho acumulado

Durante os 35 dias da paralisação, os servidores federais tiveram de fazer contas para lidar com a falta de salários. O chefe de gabinete interino da Casa Branca, Mick Mulvaney, disse à rede de televisão "ABC" que parte dos valores será quitada no início desta semana. Algumas pessoas podem, no entanto, receber o dinheiro só na sexta-feira.

Além da falta de dinheiro, os funcionários precisarão também lidar com a quantidade de trabalho acumulado. Algumas agências projetam demora para regularizar o ritmo de funcionamento do serviço público.

Medo de novo 'shutdown'

Outra preocupação está no aspecto político. O projeto de lei assinado pelo presidente Donald Trump na última sexta-feira só garante financiamento para os órgãos afetados pela paralisação por três semanas. E não há perspectiva de acordo entre democratas e republicanos para aprovar um orçamento definitivo.

O novo limite para as negociações, portanto, é 15 de fevereiro.

"É estúpido. Por que vamos abrir por três semanas e depois eles farão isso de novo?", questionava Towanna Thompson, funcionária do Departamento de Interior, em entrevista à rádio pública "NPR".

O próprio Trump é pessimista em conseguir até a nova data um acordo com os democratas, que se negam a incluir no orçamento os US$ 5,7 bilhões exigidos pelo presidente para construir um muro na fronteira com o México.

"Pessoalmente acho que (a chance) é de menos de 50%", afirmou Trump em entrevista ao "The Wall Street Journal".

Pressionado pelos democratas e por protestos dos servidores contra a paralisação, Trump cedeu na semana passada e assinou um projeto de lei orçamentária para financiar o governo por três semanas. A proposta não inclui recursos para o muro.

Perdas na economia

A paralisação parcial do governo dos EUA provocou perdas de US$ 11 bilhões à economia americana, de acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Escritório de Orçamento do Congresso (CBO). Do valor, US$ 3 bilhões são considerados como "não recuperáveis".

"Embora a maior parte do Produto Interno Bruto (PIB) real perdida durante o quarto trimestre de 2019 e o primeiro de 2019 possa ser recuperada, estimamos que US$ 3 bilhões não serão", afirmou o diretor do CBO, Keith Hall, em comunicado.

24 01 2019 mundo madurocortaHoras após o líder do Parlamento venezuelano, Juan Guaidó, se autoproclamar presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro usou a televisão estatal para informar que não vai abandonar a presidência e para tomar uma decisão definitiva contra os Estados Unidos.  Em seu discurso, Maduro falou em "tentativa de golpe" e deu 72 horas para que o corpo diplomático norte-americano deixe o país.

"Anuncio, diante do povo e das nações livres do mundo, que, como presidente constitucional, no cumprimento de minhas funções, decido romper relações diplomáticas e políticas com o governo dos Estados Unidos. "Procedo neste dia histórico de liberação e reafirmação da soberania nacional assinando nota diplomática que dá 72 horas a todo o corpo diplomático e consular dos Estados Unidos para abandonarem o país", disse Nicolás Maduro.

Maduro também cobrou "lealdade máxima" das Forças Armadas para combater o que chamou de "golpe de Estado". "Peço às Forças Armadas da Venezuela máxima lealdade e disciplina porque vamos vencer esta luta", disse. Pelo caminho que tomaram, só há como destino o fracasso político do golpe de Estado que pretendem na Venezuela."

"Peço ao povo da Venezuela máxima consciência. Nervos de aço, sanidade, assim como máxima mobilização e combatividade popular permanente", rogou Maduro – que tomou posse neste mês para seu segundo mandato à frente do governo venezuelano após eleição marcada por denúncias de fraudes.

Ao afirmar que tem certeza sobre a legitimidade de seu mandato, Maduro exaltou a justiça e afirmou que as decisões que preservam o estado democrático precisam ser seguidas.

"Cabe aos órgãos de Justiça atuar alinhados à lei e aos códigos da Venezuela, para preservar o Estado, a ordem democrática e à lei".

Um dos organizadores dos protestos, Juan Guaidó subiu no palanque e afirmou que é, "de fato", o presidente da Venezuela, seguindo a vontade das ruas, que não querem que Maduro continue suas ações no país.

"Hoje, 23 de janeiro de 2019, em minha condição de presidente da Assembleia Nacional, ante Deus todo-poderoso e a Venezuela, juro assumir formalmente as competências do Executivo nacional como presidente em exercício da Venezuela.", disse Guaidó.

Nas redes sociais, o principal opositor de Nicolás Maduro pediu para que todas as embaixadas presentes na Venezuela continuem tranquilas e desconheçam qualquer ordem ou disposição que contradiga o firme propósito do poder legislativo da Venezuela".

24 01 2019 mundo atiradorUm homem armado matou ao menos cinco pessoas nesta quarta-feira (23) em um banco em Sebring, na Flórida (Estados Unidos). O atirador, identificado como Zephen Xaver, de 21 anos, foi preso.

O chefe da polícia local, Karl Hoglund, afirmou em coletiva de imprensa que as vítimas foram assassinadas "sem sentido". As autoridades ainda investigam o porquê de Xaver ter atirado contra as pessoas no banco. Não está claro se ele tentou assaltar a agência ou se o ataque teve qualquer outra razão.

Também não há informação sobre a identidade dos mortos, se eles eram clientes do banco ou funcionários.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, viajou a Sebring para falar sobre o assassinato e prometeu colaborar com as investigações. Pelo Twitter, ele falou sobre o acusado detido:

"É uma pessoa que precisa encarar a Justiça rápida e eficaz", declarou

24 01 2019 mundo ghosnO presidente da montadora francesa Renault, Carlos Ghosn, detido no Japão há 2 meses, renunciou à direção do grupo, anunciou nesta quinta-feira (24) o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, segundo a agência AFP.

A montadora era, até então, a única marca da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi a mantê-lo no cargo após sua prisão. O executivo é acusado de fraudes fiscais.

A renúncia de Ghosn, executivo de nacionalidade francesa, libanesa e brasileira, foi comunicada na quarta-feira à direção do grupo, disse Le Maire, que participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

O conselho de administração da Renault deve se reunir nesta quinta-feira em Paris para definir um novo presidente e um diretor geral. O francês Thierry Bolloré, que ocupava a vice-presidência e foi nomeado como presidente interino na ausência de Ghosn, é o mais cotado para assumir o cargo de chefe executivo da Renault.

Ghosn permanecerá preso ao menos até 10 de março, depois que um tribunal de Tóquio rejeitou um pedido de liberdade sob fiança na terça-feira (22).

O executivo foi afastado da presidência do conselho da Nissan e da Mitsubishi pouco depois de ser detido, em 19 de novembro.

Na época, a Renault decidiu criar um comando interino para a montadora, com Bolloré à frente, e o manteve o brasileiro tanto no cargo de presidente do conselho quanto de presidente da montadora.

Mas, após Ghosn ser indiciado pela promotoria japonesa e novas denúncias serem apresentadas, fazendo com que ele continuasse na prisão, o governo francês pediu que ele fosse substituído pela Renault. O estado é um dos acionistas da montadora.

Após o pedido, feito no último dia 16, a fabricante francesa disse que estava trabalhando ativamente na troca de comando.

Fraudes fiscais

Considerado até então um executivo "superstar" do setor automotivo, Ghosn é acusado de violações e fraudes fiscais envolvendo a Nissan, bem como do uso de recursos da empresa para benefícios particulares e para cobrir prejuízos em investimentos pessoais.

Não há previsão de que ele deixe a prisão. O brasileiro teve diversos pedidos de liberdade sob pagamento de fiança negados, o mais recente na última terça (22).

A Justiça ainda não decidiu se aceitará as duas acusações apresentadas até agora contra Ghosn pelos promotores, tornando-o réu. Se isso acontecer, a previsão é de que o julgamento aconteça em meados deste ano e ele pode ser condenado a até 15 anos de prisão.

24 01 2019 mundo eleicoes venezuelaA União Europeia fez um apelo na noite de quarta-feira (23) para a organização de “eleições livres e credíveis” na Venezuela. A declaração aconteceu no dia em que o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaidó, declarou-se presidente interino.

A nota divulgada pela União Europeia, no entanto, não menciona diretamente a iniciativa de Guaidó, que já foi reconhecida por vários países, entre eles, o Brasil e os Estados Unidos. Nicolás Maduro, que se diz alvo de um golpe, afirmou que não vai se render.

No dia em que os venezuelanos foram às ruas em manifestações pró e contra o governo chavista, a Alta Representante para a Política Externa da União Europeia, Federica Mogherini, afirmou em nota que o povo da Venezuela “pediu maciçamente a democracia e a possibilidade de determinar livremente seu próprio destino. Essas vozes não podem ser ignoradas”.

“A UE apela fortemente ao início de um processo político imediato que conduza a eleições livres e credíveis, em conformidade com a ordem constitucional”, diz a nota de Mogherini. "A UE apoia plenamente a Assembleia Nacional como instituição democraticamente eleita cujos poderes devem ser restaurados e respeitados."

Mogherini ainda defende que "os direitos civis, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo o seu Presidente, Juan Guaidó, devem ser observados e plenamente respeitados”. Guaidó já foi detido há alguns dias após declarar estar disposto a assumir a Presidência.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também fez um apelo pelo diálogo para evitar “um desastre” no país.

"O que esperamos é que o diálogo seja possível e evitar uma escalada que nos levaria a um tipo de conflito que poderia ser um desastre para o povo da Venezuela e para a região", declarou.

"Os governos soberanos têm a possibilidade de decidir o que querem. O que nos preocupa na situação da Venezuela é o sofrimento do povo da Venezuela", completou.

'Golpe'

Maduro acusou os Estados Unidos – primeiro país a reconhecer Guaidó como presidente interino – de dirigirem uma operação para impor um golpe de estado e anunciou o rompimento de relações diplomáticas e políticas com o país.

As autoridades norte-americanas, no entanto, não reconheceram a declaração de Maduro. Juan Guaidó já enviou um pedido às embaixadas para que funcionários não deixem o país e afirmou que manterá relações diplomáticas com todos os países.

Em discurso, Maduro afirmou na quarta que foi eleito pelo voto popular. "Só as pessoas colocam e só as pessoas removem. Pode um 'qualquer' se declarar presidente ou é o povo que elege o presidente?", questionou.

Maduro, que conta com o apoio das Forças Armadas, também prometeu resistir.

"Aqui não se rende ninguém, aqui não foge ninguém. Aqui vamos ao combate. E aqui vamos à vitória da paz, da vida, da democracia", disse.

Brasil

Jair Bolsonaro reconheceu Guaidó como presidente da Venezuela durante encontro com líderes de outros países em Davos, na Suíça, onde participava do Fórum Econômico Mundial.

Questionado a sobre a crise venezuelana, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que não considerava tomar medidas militares, mas deixou claro que "todas as opções estão sobre mesa".

Hamilton Mourão, que ocupa a Presidência em razão da viagem de Bolsonaro, declarou que o Brasil não participaria de uma eventual intervenção dos Estados Unidos no país. Segundo ele, não faz parte da política externa brasileira “intervir” em questões internas de outros países.

Já a Rússia, que é aliada de Maduro, reafirmou seu apoio ao líder chavista. Em comunicado, o ministério russo das Relações Exteriores declarou que a interferência externa destrutiva é inaceitável e abre espaço para a desordem e "o banho de sangue".

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse ainda que declarações de autoridades americanas que sugerem a possibilidade de intervenção militar são muito perigosas.

Protestos continuam

Após a grande mobilização popular de quarta-feira em Caracas, a Venezuela continuou a enfrentar protestos durante a madrugada desta quinta-feira (24). Trata-se do 3º dia consecutivo de manifestações contra o governo de Maduro.

De acordo com a agência de notícias EFE, os protestos desta quinta-feira voltaram a se concentrar em bairros populares de Caracas, antes considerados bastiões do chavismo, que governa o país desde 1999.

Desde o início das manifestações, pelo menos 13 pessoas morreram no país, segundo a ONG Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS). De acordo com o órgão, as vítimas foram atingidas por disparos e foram atacadas por agentes da polícia ou por grupos paramilitares.

23 01 2019 mundo trump vetaA Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou, nesta terça-feira (22), o veto do presidente Donald Trump que proíbe que transgêneros prestem serviço às Forças Armadas. A decisão vai contra a política aprovada pelo Departamento de Defesa durante a gestão do democrata Barack Obama, que taxava a proibição como “discriminatória”.

O caso ainda não foi completamente analisado pelos juízes da Suprema Corte, porém, enquanto cortes menores trabalham nele, já foi permitido que o veto entre em vigor e impeça transgêneros de prestarem serviço militar.

A intenção da proibição já havia sido anunciada pelo presidente americano em julho de 2017. Na época, Trump se pronunciou sobre o assunto nas redes sociais e disse que o governo dos Estados Unidos havia chegado a tal decisão após debate entre generais e especialistas militares das Forças Armadas dos EUA.

“Nossos militares devem estar focados na vitória decisiva e devastadora e não podem ficar sobrecarregados com os tremendos custos médicos e perturbações que o transgênero militar poderia nos envolver. Obrigado", escreveu o presidente em sua página no Twitter.

Após o pronunciamento, a Casa Branca chegou a aconselhar que pessoas que tinham como pretensão passar por operação de mudança de sexo não se alistassem no exército. Apesar de a medida ter sido bloqueada pela Justiça na época, o Departamento de Defesa apresentou, em março de 2018, uma legislação estabelecendo que indivíduos que possuíam “histórico de disforia de gênero (...) ficam desqualificadas do serviço militar sob circunstâncias limitadas”.

O que ainda é incerto é o que poderá acontecer com os integrantes transgêneros que já fazem parte das Forças Armadas, já que não houve menção à provável expulsão.

Desde 2016, o secretário de Defesa do governo Obama, Ash Carter, aprovou decisão que determinava que indivíduos transgêneros poderiam prestar serviço militar abertamente, caso elas tivessem padrões de saúde adequados para exercer a função e tivessem identidade de gênero estável há, no mínimo, 18 meses. A partir disso, também foi dado aos transgêneros o direito de receber assistência médica e dar início ao processo de mudança de identidade de gênero no sistema do Pentágono.

Essa não é a primeira decisão referente aos transgêneros a ser revogada desde o início do governo de Trump. Logo no início do mandato, o presidente proibiu que transgêneros usassem banheiros públicos de prédios e escolas de acordo com sua orientação sexual

23 01 2019 mundo frangosDe acordo com Moussa, "o mundo árabe está enfurecido [com o Brasil]" desde Bolsonaro manifestou interesse em transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, em Israel. O ex-secretário disse que, por esse motivo, a Arábia Saudita descredenciou 33 frigoríficos brasileiros. 

“Essa é uma expressão de protesto contra uma decisão errada por parte do Brasil", disse Amr Moussa . "Muitos de nós não entendemos o motivo pelo qual o novo presidente do Brasil trata o mundo árabe desta forma", completou.

Apesar da declaração do líder árabe, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou hoje (22), em nota, que a suspensão dos aos frigoríficos foram causadas por questões técnicas. "As razões informadas para a não-autorização das demais plantas habilitadas decorrem de critérios técnicos", escreveu.

Segundo a associação, eles já estão trabalhando para habilitar novamente os frigoríficos perante às autoridades sauditas. "A ABPA está em contato com o governo Brasileiro para que, em tratativa com o Reino da Arábia Saudita, sejam solvidos os eventuais questionamentos e incluídas as demais plantas", diz a nota. 

De acordo com a ABPA, entre os 58 frigoríficos de carne de frango habilitados para exportar ao país, apenas 25 foram autorizados pela Arábia Saudita para continuar o processo. Entre os descredenciados, estão unidades da BRF e JBS , grandes empresas do setor.

Atualmente, o país é o maior importador de frango do Brasil, ficando com 14% da produção do alimento. Em segundo lugar aparece a China, que importa 11% deste tipo de carne. 

Recentemente, a Liga Árabe aprovou uma resolução pedindo que o Brasil “respeite o direito internacional” e que abandone a ideia de mudar a embaixada para Jerusalém. Além disso, o conselho também avisou aos embaixadores brasileiros presentes nos diferentes países árabes que “Estados membros da Liga Árabe tomariam as medidas políticas, diplomáticas econômicas necessárias em relação a essa ação ilegal”.

“Eu acredito que tais medidas (como o descredenciamento dos frigoríficos) vão continuar”, disse Moussa. “A única forma de evitar isso é se o Brasil desistir dessa ideia. Jerusalem é uma capital de dois Estados, não de um.”

Hoje, a embaixada do Brasil em Israel está localizada na cidade de  Tel Aviv , internacionalmente reconhecida como a capital do país. Há mais de 100 anos, árabes e judeus travam uma intensa batalha para assumir Jerusalém como a capital da Palestina e de Israel, respectivamente.

A transferência da embaixada é um movimento que pode ser interpretado como o reconhecimento, por parte do Brasil, de que Jerusalém é a capital de Israel, e não da Palestina – uma decisão considerada polêmica e que pode até ser prejudicial. Para países do Oriente Médio, como a  Arábia Saudita , a  iniciativa é tida como uma provocação .

23 01 2019 mundo salaAs buscas pelo avião que transportava o jogador argentino Emiliano Sala foram retomadas na manhã desta quarta-feira (23). A aeronave desapareceu enquanto sobrevoava o Canal da Mancha, que fica entre a França e o Reino Unido.

O monomotor modelo Piper Malibu, com dois passageiros, tinha decolado do aeroporto de Nantes (França) e seguia para Cardiff, no País de Gales, na noite de segunda-feira (21). A aeronave desapareceu dos radares por volta das 20h30 (horário local) quando estava a cerca de 20 km ao norte da ilha britânica de Guernsey.

A polícia de Guernsey informou que está priorizando seus esforços na possibilidade de o avião em que Sala estava ter pousado na água e de o argentino ter entrado em um bote salva-vidas que estava a bordo.

A polícia disse que outras três possibilidades são que Sala e o piloto do avião tenham aterrissado em outro lugar, mas não tenham conseguido fazer contato; que tenham sido resgatados por algum navio que passava; ou que a aeronave tenha se partido ao bater na água.

Dois aviões sobrevoam uma área específica onde a equipe acredita que seja mais provável encontrar vestígios, com base no estudo das marés e das condições meteorológicas. Áreas costeiras ao redor da ilha de Alderney, assim como ilhas próximas, serão sobrevoadas.

"Nossa área de busca é priorizada na opção de bote salva-vidas", disse a polícia de Guernsey pelo Twitter.

Na terça-feira, a polícia havia informado que as buscas pelo avião se concentravam em uma área de cerca de 3 mil km², perto da costa noroeste da França.

Gravação

O jornal argentino "Clarin" divulgou o conteúdo de um áudio que o jogador mandou por Whatsapp para um grupo de amigos quando estava no avião em que desapareceu. O diário argentino afirma que o pai do atleta confirmou sua veracidade.

Na gravação, Sala começa cumprimentando os amigos e contando que teve de resolver muitas coisas antes de deixar Nantes. "Não termina nunca", comenta. Em seguida ele faz menção ao avião.

"Estou aqui no avião que parece que está para cair aos pedaços e estou indo para Cardiff. (...) Se em uma hora e meia não tiverem nenhuma notícia minha, não sei se vão mandar alguém procurar por mim, porque não vão me encontrar, mas ...bem ... Papai, que medo tenho... "

Segundo o "Clarín", o pai do jovem está em sua cidade, Progreso, sem "perder as esperanças de um milagre".

Quem é Emiliano Sala?

Sala é um jogador argentino de 28 anos que, no sábado (19), teve a transferência confirmada do Nantes para o Cardiff City FC – time que, apesar de representar a capital do País de Gales, joga a primeira divisão inglesa.

O Nantes, antigo clube de Sala, colocou a foto do jogador no lugar do perfil no Twitter. O time pediu que torcedores colocassem uma tulipa amarela no pé de uma fonte no centro da cidade, em um ato marcado para o fim desta tarde.

Na terça, o presidente do Cardiff City, Mehmet Dalman, declarou que o clube estava muito preocupado com as notícias do desaparecimento no Canal da Mancha. Sala era a contratação mais cara do clube.

"Estamos aguardando a confirmação antes que possamos dizer mais alguma coisa. Estamos muito preocupados com a segurança de Emiliano Sala", afirmou.

23 01 2019 politica bolsonaro davosO presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (22), em encontro com executivos no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que por ora o Brasil não vai deixar o Acordo de Paris sobre o clima. A informação é do Jornal Nacional.

O tratado mundial prevê a redução da emissão de gases que aumentam a temperatura do planeta. O acordo foi fechado numa conferência das Nações Unidas em 2015.

Durante a campanha eleitoral, em setembro, Bolsonaro disse que, se eleito, poderia retirar o Brasil do Acordo de Paris. No mês seguinte, no entanto, afirmou que não iria tirar o país do tratado caso se tornasse presidente. Em dezembro, já eleito, afirmou que só iria sair se acordo não fosse alterado.

Bolsonaro diz que Brasil não vai deixar o Acordo de Paris, por ora

Na segunda-feira (21), o embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, disse que o governo precisa adotar políticas públicas que expliquem melhor à comunidade internacional as intenções da nova gestão nas áreas de direitos humanos e clima.

Witschel deu a declaração no Palácio do Planalto, após se reunir o presidente em exercício Hamilton Mourão.

"Acho que é importante que o governo faça uma política pública que explique as intenções, as reformas e também explique que os direitos humanos, a luta contra a mudança climática continuará. Estou otimista, mas temos afazeres juntos", afirmou o embaixador.

O discurso em Davos

Mais cedo, em sua estreia em eventos internacionais, Bolsonaro discursou na abertura da sessão plenária do Fórum, em Davos. Em sua fala, o presidente disse que quer conciliar preservação ambiental com avanço econômico.

No discurso de pouco mais de seis minutos, Bolsonaro afirmou que:

- o governo investirá "pesado" em segurança para que estrangeiros visitem mais o Brasil

- pretende "avançar" na compatibilização de preservação ambiental e desenvolvimento econômico

- diminuirá a carga tributária para "facilitar a vida" de quem produz

- trabalhará pela estabilidade macroeconômica

- respeitará contratos

- promoverá privatizações

- fará o equilíbrio das contas públicas

- colocará o Brasil no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios

- fará a "defesa ativa" da reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC)

- defenderá a família e os "verdadeiros" direitos humanos

- protegerá o direito à vida e à propriedade privada

- promoverá uma educação voltada aos desafios da "quarta revolução industrial", que consiste na aplicação de tecnologias modernas (como inteligência artificial, automação e 5G) na indústria

21 01 2019 mundo chinaO Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 6,6% em 2018, uma queda de 0,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior, informou nesta segunda-feira (21) o Escritório Nacional de Estatísticas (ONE). É a pior expansão da economia do país desde 1990.

O diretor do órgão, Ning Jizhe, disse que a queda de 0,2 pontos percentuais do PIB em relação a 2017 era "algo esperado" devido ao "complexo entorno doméstico e internacional", apontou a EFE. A redução no crescimento acontece sob o peso do enfraquecimento da demanda doméstica e das tarifas dos Estados Unidos, pressionando Pequim a adotar mais medidas de estímulo para evitar uma desaceleração mais acentuada.

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21 01 2019 mundo explosao mexicoPor ordem do presidente do México, Andrés López Obrador, a partir desta segunda-feira (21), o procurador-geral da República, Alejandro Gertz Manero, comandará as investigações sobre a explosão de um gasoduto da Petróleos Mexicanos (Pemex) em Tlahuelilpan, Hidalgo.

No último domingo (21), o balanço oficial era de 85 mortos e 58 feridos, dos quais um paciente foi transferido para Galveston, no Texas, Estados Unidos. Os demais recebem atendimentos em hospitais da região, a maioria por queimaduras.

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17 01 2019 mundo theresa mayEm um momento crucial para o Brexit, o Parlamento britânico votou nesta quarta-feira, 16 pela continuidade da conservadora Theresa May à frente do governo. A derrubada da moção de censura a May, apresentada pelo líder oposicionista Jeremy Corbyn, por 325 votos contra 306 votos traz a perspectiva de um novo acordo sobre o Brexit ser apresentado nos próximos dias.

A moção de censura foi pedido na terça-feira, logo depois do fracasso de May em obter a aprovação do Parlamento ao acordo que firmada com a União Europeia sobre o Brexit. Ela deverá, agora, apresentar até a próxima sexta-feira um novo acordo à Câmara dos Comuns, cujos termos poderão ser emendados pelos legisladores.

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