05 03 2019 mundo indice precoO índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 3% em janeiro ante igual mês do ano passado, segundo dados publicados hoje pela Eurostat, como é conhecida a agência oficial de estatísticas da União Europeia. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam acréscimo anual um pouco menor, de 2,9%.

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04 03 2019 mundo eua chinaOs Estados Unidos e a China estão próximos de fechar um acordo para reduzir as tarifas norte-americanas de US$ 200 bilhões impostas em bens chineses, enquanto Pequim promete mudanças estruturais na economia e eliminar as tarifas adotadas como retaliação sobre produtos dos EUA, informou a agência de notícias Reuters.

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04 03 2019 mundo tornadosOs tornados que atingiram o estado do Alabama (Estados Unidos), deixaram 23 mortos e deixou vários feridos. O xerife Jay Jones, do condado de Lee, afirmou que entre os mortos estão crianças.

Pelo menos uma dúzia de tornados atingiu o Alabama e a Geórgia na tarde de domingo (3), segundo o Serviço Nacional de Meteorologia.

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04 03 2019 mundo venezuelaA manhã desta segunda (4) marcou o 11º dia consecutivo de fronteira fechada entre Brasil e Venezuela por Pacaraima, em Roraima. A expectativa era de que a passagem, bloqueada por ordem do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, fosse permitida a partir de quinta-feira da semana passada (28), o que ainda não ocorreu.

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01 03 2019 mundo bin ladenO governo dos Estados Unidos ofereceu nesta quinta-feira, 28, US$ 1 milhão por informações que ajudem a localizar o filho do líder terrorista Osama bin Laden, morto em 2011. Em nota, o Departamento de Estado destacou que o dinheiro será pago em troca de ajuda para encontrar Hamza bin Laden em qualquer país como parte do programa "Recompensas pela Justiça".

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01 03 2019 mundo bolsonaro restabelecerDepois da reunião no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro manifestou publicamente seu apoio ao presidente autodeclarado interino da Venezuela, Juan Guaidó. Em declaração à imprensa, na tarde desta quinta-feira (28), Bolsonaro afirmou que o Brasil vai atuar, dentro da legalidade, para restabelecer a democracia no país vizinho.

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01 03 2019 mundo guaido voltaApesar das ameaças de prisão por parte do governo de Nicolás Maduro, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, afirmou que retornará para a Venezuela até a próxima segunda-feira (4). Em entrevista coletiva, no Palácio do Planalto, após encontro com o presidente Jair Bolsonaro, ele confirmou que de Brasília seguirá para Assunção, no Paraguai.

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25 02 2019 mundo onU venezuelaA crise na Venezuela é tema nesta segunda-feira (25) em Genebra (Suíça) da 40ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral, António Guterres, a presidente da Assembleia-Geral, María Fernanda Espinosa, e a alta comissária para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, participarão.

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23 02 2019 mundo guarda venezuelaA Guarda Nacional Bolivariana ampliou na manhã deste sábado, 23, o fechamento da fronteira com o Brasil, segundo o Exército brasileiro. Além do posto entre Pacaraima e Santa Elena do Uairen, soldados venezuelanos foram mobilizados em torno de grandes partes da fronteira seca entre os dois países, para dificultar a passagem de venezuelanos que tentem ir para o Brasil.

Apesar do cerco, alguns venezuelanos ainda estão entrando em território brasileiro.

Os caminhões que transportarão a primeira remessa de ajuda humanitária do Brasil para a Venezuela, principalmente com remédios, partiram na manhã deste sábado de Boa Vista, em Roraima, para a fronteira entre os dois países, que está fechada desde a quinta-feira pelo governo de Nicolás Maduro.

Os veículos são dois caminhões com placas e motoristas venezuelanos foram escoltados pela Polícia Rodoviária Federal e pelo exército durante os 220 quilômetros que levam até a cidade de Pacaraima, situada na própria fronteira.

O governo federal estocou em Boa Vista, com ajuda da embaixada dos Estados Unidos, cerca de 200 toneladas de alimentos e remédios, que não puderam ser transportados em sua totalidade devido ao fechamento de fronteira ordenado por Maduro.

23 02 2019 mundo caminhao venezuelaO primeiro caminhão com ajuda humanitária brasileira chegou a Pacaraima, na fronteira brasileira com a Venezuela. Além dele, mais um caminhão partiu de Boa Vista (RR) na manhã deste sábado (23), mas teve um pneu furado durante o trajeto e deve chegar em seguida. A fronteira com o país segue fechada após ordem de Nicolás Maduro.

A oposição marcou para este sábado o dia 'D' para recebimento de doações de outros países, mas esse apoio é rejeitado pelo presidente venezuelano.

Os caminhões deixaram a capital de Roraima às 6h50 escoltados pela Polícia Rodoviária Federal e, pelas regras estabelecidas pelo governo brasileiro, a ajuda deve ser transportada por caminhões venezuelanos conduzidos por motoristas venezuelanos.

O conteúdo do primeiro carregamento, que tem entre 6 e 7 toneladas, deve durar aproximadamente 1 mês e suprir as necessidades de até 6 mil pessoas. No total, o governo brasileiro transportará 200 toneladas de suprimentos.

O que tem nos caminhões:

Medicamentos: 4 kits de saúde para doenças de baixa complexidade com remédios para dor, febre e inflamação, e gazes;

Alimentos: arroz (doados pelos Estados Unidos) e leite em pó (doados pelo Brasil)

Normalmente, a passagem é fechada à noite e reabre por volta das 8h do dia seguinte, mas isso não aconteceu neste sábado. Assim como na sexta, o lado venezuelano segue fechado e militares do país reforçavam o policiamento nas primeiras horas da manhã.

Maduro determinou o fechamento para tentar barrar a ajuda humanitária oferecida pelos EUA e por países vizinhos, incluindo o Brasil, após pedido do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó. O líder chavista vê a oferta dessa ajuda como uma interferência externa na política da Venezuela.

No anúncio, feito de Caracas, o líder chavista afirmou que a passagem entre os países ficaria “fechada total e absolutamente até novo aviso”.

O fechamento ocorre onde seria um dos pontos de coleta dos carregamentos de comida, remédio e itens de higiene básica enviados à população venezuelana. O porta-voz do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Otávio Rêgo Barros, disse que a ajuda humanitária está mantida.

Em entrevista coletiva em Pacaraima nesta manhã, segundo o chanceler Ernesto Araújo, não há previsão de que a ajuda seja disponibilizada em território brasileiro para que venezuelanos possam buscá-la.

Ele fez um apelo para que as forças de segurança abram as fronteiras para o Brasil. "Nosso compromisso é estar aqui para acompanhar a chegada de ajuda e fazer, mais uma vez, esse apelo que estamos fazendo pela abertura da fronteira e pelo ingresso da ajuda humanitária", disse.

O segurança Juancarlo Castro, de 49 anos, relatou confrontos entre civis e militares em Santa Elena. Ele chegou a Pacaraima por volta das 19h30 da última sexta-feira (22) por rotas clandestinas.

“As pessoas saíram às ruas e queimaram postos da GNB (Guarda Nacional Bolivariana) dentro da cidade e uma caminhonete de milicianos. Depois teve tiros, feridos, e acredito que mortos. Saíram cerca de 100 pessoas de Santa Elena durante a noite para ajudar a levar a ajuda", disse Juancarlo.

“No lado venezuelano não tem comida, não tem remédios, não tem nada. Então hoje viemos para acabar com isso. Não tenho medo dos guardas”, completou o segurança.

A brasileira Juliana dos Santos, 47 anos, mora em Santa Elena e disse estar disposta a atravessar a fronteira em busca de ajuda mesmo com a resistência da guarda. "Decidi vir ajudar porque meus filhos são venezuelanos e me dói muito tudo isso", disse.

Confronto em Kumarakapay

Uma pessoa morreu e outras ficaram feridas em Kumarakapay, na Venezuela, em um confronto entre indígenas e militares venezuelanos na última sexta-feira (22). A informação foi dada por líderes indígenas e parentes de vítimas.

O local do incidente fica a cerca de 70 km de Santa Elena de Uairén, na fronteira com o Brasil. Apesar do bloqueio na fronteira, por volta das 10h de sexta-feira (pelo horário de Brasília), os guardas liberaram a passagem para o lado brasileiro de duas ambulâncias venezuelanas com pessoas feridas no incidente.

Os indígenas foram levados ao Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, a 215 km da fronteira.

Fronteira com a Colômbia fechada

Tropas venezuelanas ocupam, na manhã deste sábado (23), a Ponte Simón Bolívar, fronteira entre a Venezuela e a Colômbia que permanece fechada.

Segundo a Reuters, os militares estão lançando gás lacrimogêneo para dispersar pessoas tentando cruzar a fronteira. Por outro lado, ainda de acordo com a agência, três soldados venezuelanos desertaram postos na fronteira.

No Twitter, a Telesur, canal de televisão ligado ao governo local, publicou que “o anúncio do fechamento temporário da fronteira entre a Colômbia e a Venezuela se dá por conta de ameaças do governo da Colômbia à nação sul-americana. Assim amanhece a ponte internacional “Simón Bolívar”.

A repórter Madelein Garcia, do mesmo veículo, escreveu: “Às 7h tudo está calmo em San Antonio del Táchira, como foi anunciado pela vice-presidente Delcy Rodríguez. As pontes internacionais estão fechadas devido às ameaças sérias e ilegais da Colômbia contra a paz e soberania."

Já segundo uma correspondente do jornal espanhol El País na Venezuela, tuitou que “cerca de 100 militares da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) tomaram San Antonio del Táchira. Não há nem mesmo uma passagem para pedestres até a fronteira. Algumas pessoas que iam para Cúcuta pensaram em atravessar as trilhas antes do fechamento”.

23 02 2019 mundo indios morremSoldados venezuelanos abriram fogo nesta sexta-feira (22), contra um grupo de civis que tentava manter aberta uma passagem na região da fronteira entre a Venezuela e o Brasil. Uma mulher e seu marido foram mortos e ao menos outras 15 pessoas ficaram feridas - quatro em estado grave -, segundo autoridades de Gran Sabana, onde aconteceu o incidente.

O ataque aconteceu na manhã desta sexta, quando uma escolta militar se aproximou de uma comunidade indígena de Kumarakapai. Os soldados abriram fogo com balas de borracha e gás lacrimogêneo quando os voluntários tentaram impedir que os veículos fechassem a passagem.

A mulher, Zorayda Rodriguez, de 42 anos, foi morta, marcando a primeira fatalidade de uma operação internacional que tenta levar ajuda humanitária ao país, desafiando o governo de Nicolás Maduro. De acordo com informações do deputado opositor Américo De Grazia, um segundo indígena também teria morrido na ação da Guarda Nacional Bolivariana.

"Rolando García. Indígena pemón, é a segunda vítima fatal da operação criminosa do general José Montoya (GN, Guarda Nacional). (Ele) que morreu, entrou ferido no hospital de #Pacaraima #Brasil. Há 3 feridos a balas, (em estado) grave. Todas as vítimas são indígenas", escreveu o Parlamentar em sua conta no Twitter.

A ONG Kapé Kapé também disse que uma segunda pessoa morreu na ação dos militares venezuelanos. Segundo informações da organização, Rolando seria marido de Zorayda.

Atendimento no Brasil

A Secretaria Estadual de Saúde de Roraima informou que cinco pacientes venezuelanos recebem atendimento no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista.

Todos foram feridos por arma de fogo. Três deles encontram-se no centro cirúrgico e dois recebem atendimento no setor de grandes traumas. Os pacientes chegaram à Unidade em duas ambulâncias da Venezuela, acompanhados por uma médica venezuelana.

"Eu pergunto às Forças Armadas, é constitucional que abram fogo contra indígenas desarmados?", indagou Jorge Perez, um vereador que diz ter presenciado quando os soldados abriram fogo. "É constitucional matar indígenas?", escreveu em sua conta no Twitter o líder opositor Juan Guaidó.

De acordo com informações do jornal The Washington Post, ao menos 30 vizinhos da região foram às ruas após a ação, sequestrando três soldados, segundo Carmen Elena Silva, de 48 anos, e George Bello, porta-voz da comunidade indígena. "A maior parte das pessoas apoia a entrada da ajuda humanitária e nós queremos a nossa fronteira aberta", disse Carmen. "Isso é ajuda, não é guerra. Todos os dias morrem mais crianças."

Um porta-voz do Ministério das Comunicações da Venezuela afirmou que não poderia comentar sobre o caso.

Os ativistas pertencem à aldeia Pemones, que se juntou à oposição para buscar a ajuda doada pelos Estados Unidos e por outros países fronteiriços. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS.

22 02 2019 mundo cocaina holandaA polícia holandesa apreendeu nesta semana 2,4 toneladas de cocaína no Porto de Roterdã. Esta foi a quarta vez, desde outubro do ano passado, que drogas são encontradas escondidas dentro de contêineres, em meio a carregamentos de frutas que embarcaram no Porto de Natal, o que totaliza quase 7 toneladas do pó.

Somando este total às 3,3 toneladas de cocaína descobertas no terminal marítimo potiguar na semana passada, o volume passa de 10 toneladas em menos de 4 meses. As informações foram confirmadas ao G1 pelo setor de vigilância e repressão da Receita Federal.

A rota marítima internacional de drogas Natal-Holanda foi revelada pela Polícia Federal também na semana passada, justamente com a descoberta de drogas no Porto de Natal. De acordo com a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), estas foram as primeiras apreensões de entorpecentes da história do terminal, aberto desde 1932.

Por causa das apreensões ocorridas em Natal, as exportações de mercadorias e produtos para a Europa estão suspensas. Segundo o Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte, a única empresa transportadora que atua no terminal com rota de exportação de frutas potiguares para a Europa, a CMA-CGM, tem uma remessa de 400 contêineres prevista para março, mas o envio deixará de ser feito pelo Porto de Natal e passará para o Porto do Mucuripe, em Fortaleza, no Ceará. Segundo a própria Codern, cerca de 43 mil toneladas de frutas são embarcadas, por mês, no Porto de Natal. O G1 não conseguiu falar com a empresa.

Já no Porto de Roterdã, ainda de acordo com a Receita Federal, a primeira apreensão de drogas que se tem notícia – feita em meio a um carregamento de frutas que partiu de Natal – aconteceu em outubro de 2018. Na ocasião, foram encontrados 2,3 toneladas de cocaína. Depois, em janeiro, foram descobertos mais 408 quilos. E ainda houve, no dia 13 deste mês, a apreensão de 1.850 quilos.

Segundo a Polícia Federal, o tráfico marítimo entre Natal e a Europa vêm ocorrendo sempre de forma semelhante. Primeiro, a cocaína é embalada em tabletes. Depois, tudo é escondido em meio a carregamentos de frutas que são exportadas dentro de contêineres, que por sua vez atravessam o Oceano Atlântico em navios cargueiros.

Além de desembarcarem em Roterdã, muitas vezes os contêineres que saem de Natal também são descarregados no Porto de Antuérpia, na Bélgica. Neste último, apesar da apreensão de 50 toneladas de entorpecentes somente em 2018, ainda não há registro de drogas que teriam partido da capital potiguar.

DNA da droga

Na semana passada, em entrevista ao G1, o delegado federal Agostinho Cascardo, da Delegacia Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF no Rio Grande do Norte, revelou que, pelo DNA da coca, foi possível descobrir que a cocaína que chega ao Rio Grande do Norte para depois ser consumida na Europa é produzida na Colômbia, Peru e Bolívia. Porém, o delegado preferiu não traçar um percurso específico percorrido pela droga antes de chegar a Natal.

Falta de escâner

Para a PF, a falta de um escâner de contêineres para auxiliar no trabalho de fiscalização de mercadorias no Porto de Natal é um dos motivos que levaram os traficantes a escolher o terminal potiguar como ponto de partida para o envio de cocaína para a Europa. A posição geográfica de Natal como a capital brasileira mais próxima do Velho Continente também ajuda, segundo a Delegacia Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF no Rio Grande do Norte.

De acordo com o gerente de Infraestrutura e Suporte Operacional do Porto de Natal, Emerson Fernandes, a Codern tenta adquirir um escâner de contêiner desde 2007, quando foi criada a Secretaria dos Portos. Mas, nunca houve orçamento suficiente para a compra. "Custa cerca de R$ 11 milhões", disse ele.

"Agora, a partir dessa apreensão de cocaína, e com o empenho conjunto da Receita Federal, Polícia Federal, Marinha e Governo Federal, acredito que vamos conseguir viabilizar o escâner para aumentar a fiscalização no Porto de Natal", declarou.

Consórcio

Ainda durante a entrevista, o delegado Agostinho Cascardo afirmou que os traficantes que atuam na remessa de drogas para a Europa não pertencem a facções criminosas que dominam o comércio de drogas dentro do país. “Não estamos falando, necessariamente, destas facções internas que atuam dentro e fora dos presídios. Nada disso. São traficantes internacionais. O que existe é um consórcio de quadrilhas, criminosos que se unem para fazer o negócio cada vez mais lucrativo para eles”, disse.

Como prova da existência de várias quadrilhas, o delegado contou que foram encontrados adesivos coloridos pregados nas embalagens da droga – como uma espécie de assinatura desses grupos. "É como se cada adesivo indicasse uma propriedade diferente. A cor vermelha é para a quadrilha X. Já o adesivo azul vai para a quadrilha Y. E assim por diante. Eles usam essas marcações para não misturar as encomendas".

Cascardo, no entanto, não detalhou a forma como as drogas foram parar dentro dos contêineres. "É o que estamos investigando. Pode ter sido na fazenda, ainda durante o carregamento, ou mesmo no caminho, até chegar no porto. E também pode ter sido feito dentro do próprio porto. Somente as investigações irão nos dar esta resposta".

22 01 2019 mundo pabloO edifício Mônaco, ex-fortaleza do falecido chefe do narcotráfico Pablo Escobar em Medellín, será demolido com explosivos nesta sexta-feira (22) pelo prefeito da cidade colombiana para construir um parque dedicado às vítimas do tráfico de drogas.

"O edifício Mônaco será derrubado. Não se trata de apagar a história, mas sim de começar a contá-la em honra a nossos verdadeiros heróis: as vítimas", indicou a prefeitura de Medellín em sua conta de Twitter.

Os oito andares do ostentoso bunker que certa vez protegeu o chefe do cartel de Medellín e sua família cairão às 11 horas (13 horas em Brasília), em um evento aberto ao público.

No local, quase em ruínas após ter sido um monumento ao luxo e à extravagância, se construirá um espaço de 5.000 metros quadrados em homenagem aos milhares de cidadãos que perderam a vida durante a época mais crua do chamado "narcoterrorismo", como se conhece a guerra sem trégua dos cartéis contra o Estado nos anos 80 e 90.

A iniciativa é parte de uma campanha da prefeitura da cidade de Medellín, que Escobar converteu em seu teatro de operações, para contar outra parte da história nem sempre registrada pelas séries de televisão ou pelos percursos turísticos nos quais o edifício é parada obrigatória.

Todos os dias, grupos de curiosos visitam o fortim branco que o narcotraficante construiu nos anos 80 em El Poblado, um dos bairros mais exclusivos de Medellín. Embora hoje esteja desocupado, durante anos foi utilizado por diversas entidades, entre elas a polícia.

Escobar foi um dos homens mais ricos do mundo, segundo a revista Forbes, após fundar um império do crime e do terror. Foi morto pela polícia em 1993.

Memória em disputa

Como parte da iniciativa do governo, desde 2018 estrangeiros e locais que participam nos "narcotours" se deparam com um edifício coberto de cartazes que lembram esses outros "protagonistas" que a prefeitura se empenhou em ressaltar: policiais, jornalistas, civis ou juízes assassinados por ordem do capo.

"Respeitem nossa dor, honrem nossas vítimas (1983-1994). 46.612 vidas a menos", diz um dos cartazes que cairão junto com a estrutura 25 anos depois da morte do capo.

O Mônaco foi também alvo do primeiro carro-bomba detonado na Colômbia. Em 1988, o cartel de Cali atacou a estrutura, com Escobar e sua família dentro. A explosão afetou o ouvido da filha do barão da droga e provocou uma guerra sangrenta entre cartéis.

O atentado também feriu o ego do narcotraficante, pois os explosivos afetaram suas valiosas coleções de carros e arte.

Embora um setor da sociedade se oponha à derrubada de uma parte da história, o prefeito de Medellín, Federico Gutiérrez, insiste em que o relato do ocorrido se transforme em favor das vítimas.

"A demolição é um passo, mas talvez a reivindicação e a voz das vítimas sejam o que mais pode espantar o fantasma" de Escobar, explica Alonso Salazar, autor do livro "Pablo Escobar: Ascensão e Queda do Grande Traficante de Drogas" e ex-prefeito de Medellín.

Como parte dessa luta para apagar as marcas do capo, no fim de janeiro foi retirada da Fazenda Nápoles a réplica da avioneta na qual transportou seu primeiro carregamento de cocaína aos Estados Unidos. Situado no noroeste do país, o extenso terreno funciona hoje como um parque de diversões.

Permanecem em pé, no entanto, as 443 casas que Escobar construiu para as famílias que viviam em um lixão de Medellín. Gestos como esse lhe renderam o apelido de "Robin Hood colombiano". Na época, muitos desconheciam a origem de seus recursos.

Apesar da queda de Escobar e de outros grandes capos, a Colômbia segue sendo o principal produtor de cocaína, e os Estados Unidos o maior consumidor dessa droga.

22 02 2019 mundo papa propostasO papa Francisco afirmou nesta quinta-feira, 21, que o "povo de Deus" espera "medidas concretas" contra abusos sexuais na Igreja Católica, na abertura de uma cúpula histórica no Vaticano sobre o tema. "Precisamos ser concretos", disse o pontífice, diante de 190 líderes da Igreja Católica de todo o mundo, depois de reconhecer que "o povo de Deus nos observa e espera não óbvias e simples condenações, e sim medidas concretas e eficazes". No evento, ele apresentou uma lista com 21 propostas de medidas de punição e prevenção a abusos sexuais no meio religioso, incluindo mudanças na atual legislação canônica.

O Vaticano tratou o documento, entregue a todos os participantes, como "diretrizes". O papa diz querer mudar a mentalidade dos bispos em quatro dias de debates, discursos, reuniões intercaladas com orações, mas sobretudo por meio dos depoimentos comoventes de vítimas de abusos sexuais. "Escutemos o grito das crianças que pedem justiça", disse o papa, ao convidar patriarcas, cardeais, arcebispos, bispos e superiores religiosos a encarar a "praga dos abusos sexuais" cometidos por membros da Igreja. "Iniciemos nosso percurso armados de fé (...), de coragem e de concretização", disse ele.

No evento, o arcebispo Charles Scicluna, de Malta, principal investigador de abusos sexuais do Vaticano, disse que a Igreja tem de analisar até como padres e bispos são escolhidos - uma das revisões propostas nesta quinta por Francisco. "A questão da verificação futura de candidatos ao sacerdócio é fundamental", disse Scicluna, em um discurso centrado em detalhes legais sobre como os bispos têm de colaborar com as autoridades civis, adotando uma "cultura de divulgação" para a sociedade saber que "se fala sério".

Na sequência, justamente ao lado do papa, o cardeal colombiano d. Rubén Salazar afirmou ser "injustificável" não denunciar ou ocultar os casos de abusos sexuais na Igreja. Segundo ele, "o inimigo está dentro".

"Não há nenhuma justificativa possível para não denunciar, para não desmascarar, para não enfrentar com valor e contundência qualquer abuso", continuou o arcebispo de Bogotá. "Temos de reconhecer esta crise em profundidade, reconhecer que o dano não vem dos que estão fora, mas os primeiros inimigos estão dentro da Igreja, entre bispos, sacerdotes e consagrados que não têm estado à altura de nossa vocação."

Diretrizes

Os pontos de reflexão levantados pelo papa atingem vários elementos da discussão sobre abusos, como a relação entre religiosos. Para muitos, a "cultura" de acobertamento e de não enfrentamento dos casos passa pelo fato, notadamente entre sacerdotes e bispos, que o convívio lembra muito a relação entre pais e filhos - o que dificulta punições e leva até a transferências.

Na lista de diretrizes do pontífice, solicitam-se normas claras para essas transferências, além de se pedir regras claras para investigação de denúncias, com ampliação da participação dos leigos e a devida publicidade. Há também sugestões para a mudança no Código Canônico, só permitindo casamentos a partir dos 16 anos. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

22 02 2019 mundo maduro enviaO presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fechou ontem o espaço aéreo do país e enviou blindados à fronteira com o Brasil para impedir a entrada de ajuda humanitária. Em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro manteve o envio de ajuda. A decisão ocorre a dois dias de a oposição venezuelana iniciar uma operação de entrega de mantimentos enviados pelos EUA com ajuda brasileira e colombiana.

"Decidi que, no sul da Venezuela, fica fechada completamente a fronteira com o Brasil, até segunda ordem", disse Maduro, após reunião com o alto comando militar em Caracas.

Sobre a Colômbia, o chavista afirmou que avalia uma medida similar e disse que o armazenamento de ajuda humanitária é uma "provocação barata". "Responsabilizo o senhor Iván Duque (presidente colombiano) por qualquer violência na fronteira."

Mesmo com o fechamento da fronteira da Venezuela com o Brasil, Bolsonaro decidiu manter a missão humanitária. O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rego Barros, informou que os produtos serão mantidos nas cidades de Boa Vista e de Pacaraima, em Roraima, até que meios de transporte venezuelanos busquem os suprimentos.

"Estamos disponibilizando os meios para a operação e continuamos aguardando a vinda dos caminhões de transporte dirigidos por venezuelanos", disse. Segundo ele, os alimentos não são perecíveis e o prazo de validade dos medicamentos é longo, o que permite o armazenamento por um longo período.

A partir de amanhã começa o envio de ajuda humanitária desde Roraima para a Venezuela, afirmou ontem María Teresa Belandria, representante de Guaidó no Brasil. "Foram definidos os procedimentos para realizar a operação, por meio da qual serão transportadas em uma primeira fase até 100 toneladas de ajuda, composta por alimentos, remédios e kits de emergência, que sairão da cidade de Boa Vista", explicou María Teresa. O controle completo da operação será das autoridades brasileiras.

A decisão de manter a operação foi tomada em reunião ontem entre Bolsonaro e os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Santos Cruz (Governo). O chanceler Ernesto Araújo não participou. Segundo o governo, contudo, ele foi consultado por telefone.

A pedido de Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão irá a Bogotá para a reunião do Grupo de Lima, que ocorre segunda-feira. O tema do encontro será a crise na Venezuela, que pode se agravar após a decisão de Nicolás Maduro de fechar as fronteiras.

"Maduro mandou fechar a fronteira para evitar que o pessoal da Venezuela venha ao Brasil buscar suprimento", disse Mourão ao jornal O Estado de S. Paulo. O vice-presidente garantiu que, "em hipótese alguma", o Brasil entrará na Venezuela para qualquer finalidade. "Isso não existe", avisou.

De acordo com Mourão, "não há situação tensa". "Está da mesma forma que antes. Nada mudou. Vamos aguardar o que vai acontecer amanhã", comentou, referindo-se à decisão de Guaidó de forçar a entrada de ajuda amanhã. Segundo o líder da oposição venezuelana, as doações chegarão por Cúcuta, na Colômbia, e Roraima, no Brasil. No entanto, com a fronteira fechada, isso pode não acontecer.

O aumento da tensão com o fechamento da fronteira ocorre no momento em que o alto comando do Exército se reúne em Brasília, desde a segunda-feira, em uma agenda previamente marcada, para definir as promoções de março. Nos encontros são feitas avaliações de conjunturas nacional e internacional.

Durante as reuniões, os militares brasileiros descartaram qualquer chance de confronto e demonstraram preocupação com a quantidade de alimentos que foi levada para Roraima e poderá se perder em razão do fechamento da fronteira.

As Forças Armadas e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ainda têm adidos em Caracas e mantêm o governo brasileiro informado. "A situação é de observação. Apenas isso", afirmou um general, que preferiu não se identificar, já que a questão está sendo conduzida pelo Ministério das Relações Exteriores em conjunto com o Planalto.

Chanceler

Na viagem a Bogotá, Mourão será acompanhado pelo chanceler Ernesto Araújo. Ontem, o vice-presidente negou que sua ida à Colômbia represente o isolamento de Araújo. "De jeito nenhum. Ele vai comigo, só que a reunião é de presidentes e, por isso, o presidente Bolsonaro pediu para eu representá-lo", declarou Mourão.

Na reunião do Grupo de Lima, na segunda-feira, na Colômbia, estarão representantes dos 14 países do Grupo de Lima. Entre os integrantes, apenas o México não reconhece Guaidó como presidente interino da Venezuela. (Com agências)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

18 02 2019 mundo soldados indianosQuatro soldados, dois rebeldes e um civil morreram nesta segunda-feira (18) em um confronto entre as forças de segurança e insurgentes na região da Caxemira sob administração indiana. O incidente acontece no mesmo distrito onde há quatro dias um atentado suicida matou mais de 40 soldados indianos.

As forças de segurança indianas faziam uma busca por insurgentes no distrito de Pulwama, 30 km ao sul de Srinagar.

Um grupo de homens armados ficou encurralado em uma casa e deu início a um tiroteio. Alguns rebeldes conseguiram escapar da operação. Um soldado e um civil ficaram gravemente feridos no confronto. O civil foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Tensão entre Índia e Paquistão

Na quinta-feira (14), um carro-bomba explodiu atingindo um comboio que transportava integrantes da Força Central de Polícia de Reserva, em um ataque considerado um dos piores das últimas décadas na região.

O grupo Jaesh-e-Mohammad (JeM), com sede no Paquistão, reivindicou o ataque. Ele faz parte da corrente rebelde que luta contra o domínio da Índia da região da Caxemira -- disputada entre a Índia e o Paquistão (veja mais abaixo).

Depois do atentado, a histórica tensão entre Índia e Paquistão aumentou. Nova Déli acusou Islamabad de apoiar o JeM e retirou seu principal diplomata do Paquistão. Nesta segunda, o Ministério de Relações Exteriores paquistanês, que negava qualquer envolvimento no ataque, chamou seu embaixador na Índia para consultas.

O atentado aconteceu em um momento delicado para o governo de primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, com o país prestes a organizar eleições legislativas entre abril e maio.

No domingo, manifestantes em Nova Déli queimaram cartazes com imagens de autoridades paquistaneses e do grupo JeM. Em várias cidades do país foram registradas agressões contra pessoas vindas da Caxemira.

Após uma onda manifestações populares e pedidos de vingança, Modi prometeu que os responsáveis pelo atentado "pagarão".

Conflito

A Caxemira, na região do Himalaia, foi dividida entre Índia e Paquistão ao fim da colonização britânica. Os dois países reivindicam a totalidade do território, o que provocou duas das três guerras que enfrentaram desde a independência, em 1947.

De acordo com analistas, a Índia mantém 500.000 soldados mobilizados em sua região, o que faz desta uma das zonas mais militarizadas do mundo.

Grupos rebeldes como o JeM reclamam seja a independência, seja a anexação ao Paquistão, e estão em luta permanente desde 1989 contra meio milhão de soldados indianos mobilizados no território.

Esta guerra deixou em quase 30 anos dezenas de milhares de mortos, principalmente civis.

Em 2017, ao menos 206 supostos ativistas, 78 membros das forças de segurança indianas e 57 civis morreram na Caxemira, no que foi o ano mais mortal em uma década na região.

18 02 2019 mundo californiaA Califórnia irá "a qualquer momento" contestar judicialmente a declaração de estado de emergência nacional do presidente Donald Trump que visa obter financiamento para a construção de um muro na fronteira entre os EUA e o México, disse neste domingo (17) o procurador-geral do Estado Xavier Becerra.

"Definitivamente e a qualquer momento", disse Becerra ao programa "This Week", da ABC, quando perguntado se e quando a Califórnia entraria com uma ação contra o governo Trump em um tribunal federal. Outros Estados controlados pelo Partido Democrata devem se unir na empreitada.

"Estamos preparados, sabíamos que algo assim poderia acontecer. E com os nossos Estados irmãos, estamos prontos para ir adiante", disse ele.

Trump declarou estado de emergência nacional na sexta-feira evocando uma lei de 1976, depois que o Congresso rejeitou seu pedido de 5,7 bilhões de dólares para ajudar a construir o muro, que é uma promessa de campanha de 2016.

A manobra visa permitir que ele redirecione para a construção do muro o dinheiro aprovado pelo Congresso para outros fins.

A Casa Branca diz que Trump terá acesso a cerca de 8 bilhões de dólares. Quase 1,4 bilhão de dólares foi alocado para cercar as fronteiras após uma medida de gastos aprovada pelo Congresso na semana passada, e a declaração de emergência de Trump pode lhe garantir mais 6,7 bilhões de dólares para o muro.

Becerra citou um comentário de Trump na sexta-feira de que "não precisaria fazer isso" como prova de que a declaração de emergência é legalmente vulnerável.

"Ficou claro que isso não é uma emergência, não só porque ninguém acredita que é, mas porque o próprio Donald Trump disse que não é", afirmou ele.

Becerra e o governador da Califórnia, Gavin Newsom, ambos democratas, devem contestar judicialmente o movimento de Trump.

Becerra disse à ABC que a Califórnia e outros Estados estão esperando para saber quais programas federais vão perder dinheiro para determinar que tipo de dano os Estados podem enfrentar a partir da declaração de emergência.

Ele disse que a Califórnia pode ser prejudicada com menos verbas federais para serviços de resposta a emergências, para suas forças armadas e para impedir o tráfico de drogas.

"Estamos confiantes de que há pelo menos 8 bilhões de maneiras pelas quais podemos provar que (a medida) é prejudicial", disse Becerra.

Três proprietários de terra do Texas e um grupo ambiental entraram com o primeiro processo contra a ação de Trump na sexta-feira, alegando que ela viola a Constituição e infringe seus direitos de propriedade.

Os questionamentos na Justiça podem ao menos desacelerar os esforços de Trump para construir o muro, mas provavelmente acabarão na Suprema Corte dos EUA, atualmente de tendência conservadora.

18 02 2019 mundo vaticanoO Vaticano reúne, a partir do dia 21 até domingo (24/02), representantes das conferências episcopais, da Igreja Católica Romana, de 130 países para discutir as denúncias de abusos sexuais cometidos por religiosos contra crianças e adolescentes. No encontro, estarão presentes integrantes de grupos de vítimas de abusos.

Ontem (17/02), durante a celebração pública, o papa Francisco pediu orações a todos. Segundo ele, todos devem assumir suas responsabilidades diante de “um desafio urgente do nosso tempo”.

De acordo com o Vaticano, o encontro pretende adotar ações concretas e decisões em nome da justiça e verdade. Em recente discurso ao Corpo Diplomático na Santa Sé, o papa ressaltou que "abusos contra menores" constituem um dos piores e mais vis crimes possíveis.

O presidente da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores, cardeal Seán O'Malley, disse que a reunião marcará o momento de desenvolvimento de um caminho claro para a Igreja, baseado em verdade, justiça e maior transparência.

Segundo O’Malley, a conferência "é dirigida principalmente aos bispos", que "têm grande responsabilidade" sobre a questão, mas, ao mesmo tempo, leigos e mulheres "especialistas no campo do abuso darão sua contribuição e ajudarão a entender o que precisa ser feito para garantir transparência e responsabilidade".

Os quatro dias de reuniões serão marcados por temas específicos: deveres e atitudes pessoais dos bispos; a comunidade dos bispos e da sua solidariedade; na terceira etapa, o papa Francisco participa e ao final, uma espécie de balanço do encontro.

Expulsão

No sábado (16/02), o Vaticano anunciou que a Congregação para a Doutrina da Fé expulsou do sacerdócio o ex-cardeal e arcebispo emérito de Washington (EUA) Theodore McCarrick, de 88 anos.

O religioso foi acusado de abusos sexuais a menores e seminaristas, informou a assessoria de imprensa da Santa Sé, em comunicado.

18 02 2019 mundo china frangoA China confirmou nesta sexta-feira, 15/02, a imposição de medidas antidumping sobre a importação de frango brasileiro. De acordo com anúncio do Ministério do Comércio local, os importadores do frango brasileiro deverão pagar tarifas de 17,8% a 32,4% a partir de domingo, 17/02. A medida terá validade de cinco anos.

No entanto, o governo chinês também informou que JBS, BRF e outras 12 empresas brasileiras conseguiram um acordo com as autoridades locais após apresentarem um "compromisso de preço" e não sofrerão a imposição das tarifas.

Além das gigantes nacionais do setor, ficarão de fora das novas taxas os produtos das seguintes companhias: Copacol, Consolata, Aurora Alimentos, Bello Alimentos, Lar, Coopavel, São Salvador Alimentos, Rivelli Alimentos, Gonçalves e Tortola, Copagril, Vibra e Kaefer.

As isenções seguem-se a meses de negociações entre produtores brasileiros de carne de frango e a China, enquanto o Brasil buscava resolver uma questão antidumping lançada em agosto de 2017. O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e o maior fornecedor estrangeiro para a China.

Uma determinação preliminar em junho do ano passado colocou impostos entre 18,8% e 38,4% sobre todas as importações chinesas de frangos de corte brasileiros. Com a decisão final emitida pelo Ministério do Comércio nesta sexta-feira, Pequim manterá as tarifas entre 17,8% e 32,4% a partir de 17 de fevereiro por cinco anos.

A decisão veio depois que os preços chineses da carne de frango atingiram níveis recordes de 11,2 iuanes (US$ 1,65) por kg no final do ano passado. A China baniu as importações de aves reprodutoras de muitos fornecedores importantes por causa de surtos de gripe aviária, prejudicando a produção doméstica. O país é o segundo maior produtor e consumidor de frango do mundo.

A demanda por carne de frango também parece ter aumentado após os surtos de peste suína africana.

Apesar dos resultados preliminares da investigação antidumping, as exportações brasileiras de frango para a China devem apresentar alta de cerca de 10% em 2018 em relação ao ano anterior. Mas a concorrência está aumentando, com a China no ano passado abrindo seu mercado para as importações da Rússia e suspendendo uma proibição de anos sobre a Tailândia.

"Se o mercado cair e houver uma concorrência mais forte, alguns produtos de baixo preço não entrarão no mercado", disse uma fonte do setor familiarizada com os preços acordados.

A fonte recusou-se a ser identificada devido à sensibilidade do assunto. O Brasil exporta principalmente pés, pernas e asas de frango para a China, produtos que estão com demanda em alta e escassos no mercado interno.

11 02 2019 mundo russia bruxasReunidas em círculo, mulheres de capuzes e túnicas pretos, com um símbolo místico vermelho nas costas, baixam a cabeça e fazem um momento de silêncio. Sua líder vai ao centro e começa a entoar orações misturadas com slogans políticos. "Que venha com grandeza, o poder da Rússia, que guie o caminho de Vladimir Putin de forma correta por meio de minha reza. Respire, Mãe Terra, abraçando a Rússia por todos os lados", diz a autoproclamada chefe do grupo, Alyona Polyn.

Enquanto as outras mulheres fazem gestos de concordância, ela prossegue: "Ó, poder primordial, regresse ao abismo aqueles que odeiam a Rússia. Que a Rússia se levante e se afaste da penúria e da pobreza e que os próximos dias abram as portas da felicidade".

Estas mulheres fazem parte do "Império das Bruxas Mais Poderosas", um grupo ocultista de feiticeiras russas que realiza com frequência "círculos mágicos de poder" para demonstrar seu apoio ao país e seu presidente.

O último encontro ocorreu na terça-feira na região central da capital russa, Moscou. As invocações patrióticas e a favor de Putin que permearam a cerimônia foram noticiadas por diversos veículos.

"Uma pessoa deve apoiar o governo e a Vladimir Putin antes e acima de tudo", disse uma das bruxas, chamada Yulia.

Outra integrante do grupo disse à agência de notícias Reuters: "Nosso país enfrenta tempos difíceis, e gostaríamos de apoiar o presidente com a ajuda dos nossos poderes. Queremos que os vilões [que atacam Putin] fiquem em silêncio".

Sua líder, Polyn, se autodefine como a bruxa principal do grupo, fundadora do Império e herdeira de uma sabedoria ancestral. Ela contou a veículos russos que suas cerimônias sempre têm manifestações de apoio ao país e ao presidente, "já que ele é o rosto da Rússia". Também afirmou que uma bruxa nunca deve falar mal de Putin.

O evento e sua divulgação na imprensa geraram críticas de setores da oposição, porque, no mesmo dia, autoridades do país condenaram a seis anos de prisão um dinamarquês que é Testemunha de Jeová, denominação religiosa considerada uma organização "extremista" e proibida na Rússia desde 2017.

Mas quem são as mulheres do Império, que, com rituais e feitiços, manifestam seu apoio incondicional ao Kremlin?

Quem são as bruxas do Império

Jüri Maloverjan, correspondente do serviço russo da BBC, explica que o grupo é formado por dezenas de integrantes, em sua maioria mulheres, que compartilham a crença nos rituais criados por Polyn, considerada por meios de comunicação do país como a "bruxa mais proeminente de Moscou".

Segundo ela própria, seus conhecimentos foram herdados de sua família e usados como base para a criação do "maior grupo de feiticeiros do país". Seus membros costumam se apresentar com outros nomes ou usam apelidos que fazem alusão a elementos mágicos ou ingredientes tradicionais de magia, como Christina Mandrágora.

Ainda que seja incerto o número total de membros, o grupo se autodefine em seu site como a "única organização pra todos os envolvidos com magia e feitiçaria" a nível mundial e oferece serviços que vão de leitura de cartas de tarô a remédios contra maldições ou feitiços para atrair o amor. Os preços giram em torno de US$ 80 (R$ 300) e chegam a passar de US$ 150 (R$ 560) em alguns casos.

Maloverjan diz que o ocultismo e tudo que é vinculado a horóscopos e bruxaria são práticas bastante populares na Rússia e muito presente em seu folclore, ainda que fossem mal vistos e até mesmo proibidos durante a era soviética. Estima-se que esse movimento muito mais popular na Rússia do que em qualquer outro lugar da Europa Ocidental.

Por isso, avalia ele, muitos encontraram nisso uma forma de ganhar dinheiro nos últimos anos. De acordo com dados do Ministério da Saúde russo, citadas pelo jornal The Moscow Times, mais de 800 mil russos prestavam serviços como curandeiros, médiums, videntes, entre outras atividades do tipo, em 2017.

Mas analistas russos destacam que, diante das restrições a outras denominações e cultos religiosos na Rússia, muitos viram que demonstrar seu apoio ao governo é uma forma de manter seus ritos na legalidade - e também de marketing.

Após a queda do regime soviético, o cristianismo ortodoxo voltou a ser a principal religião da Rússia: estima-se que 75% da população o pratiquem. Mas isso não impediu que outros cultos mais próximos do folclore nacional também florescessem.

Putin mantém-se próximo de líderes da Igreja ortodoxa, o que, em certa medida, fez com que, no ano passado, a Ucrânia se separasse formalmente desta corrente cristã.

Maloverjan explica que Putin nunca demonstrou inclinações a práticas ocultistas, ainda que o apoio de grupos assim ao presidente garanta sua legalidade.

O presidente russo já foi premiê do país no início deste século e venceu sua mais recente eleição em março de 2018, com mais de 76,69% dos votos, segundo dados oficiais. Está em seu quarto mandato presidencial, que vai até 2024.

E, ainda que sua popularidade tenha caído por algum tempo para seu menor índice histórico após uma reforma do sistema de pensões, ele segue com um apoio significativo em vários setores da população. Por isso, diz Maloverjan, demonstrar estar ao lado de Putin é uma forma de grupos como o Império de conquistar aceitação entre os apoiadores do presidente.

Nas redes sociais russas, muitos questionam se o Império usa tais pronunciamentos políticos para se manter nas manchetes e atingir mais pessoas, a ponto de ter rezado pelo presidente americano Donald Trump. O grupo também tem sido acusado de enganar pessoas com suas práticas.

A iniciativa foi elogiada por veículos oficiais russos, que compararam o apoio das bruxas a Putin com outros rituais de protesto de outros grupos de feiticeiros contra Trump e seu governo.

"Bruxas de todo o mundo planejaram um grande ritual contra Trump e 'todos que o instigaram' em 2017", recordou a emissora RT, que também mencionou um ritual mágico para evitar que Brett Kavanaugh, indicado por Trump à Suprema Corte do país, assumisse o posto. Esse, pelo menos, não surtiu efeito. Em outubro do ano passado, Kavanaugh foi confirmado pelo Senado e tornou-se o novo ministro da mais alta instância da Justiça americana.

07 02 2019 mundo michael exumacaoMesmo depois de sua morte, Michael Jackson continua tomando conta dos holofotes devido a polêmicas envolvendo sua vida. Após o lançamento do documentário Leaving Neverland, onde dois homens foram a público relatar que foram abusados pelo cantor, mais pessoas começaram a alegar terem sido abusadas pelo cantor e as coisas estão ficando cada vez mais sérias: o grupo de supostas vítimas de Michael está pedindo para que seu corpo seja exumado, para que sejam procuradas provas dos supostos abusos. A informação foi concedida ao site Radar Online.

- Há no mínimo 11 novas vítimas que afirmam que foram abusadas ou até mesmo estupradas por Jackson quando eles tinham dentre sete e 14 anos de idade - e a lista está crescendo. Amostras de DNA tiradas dos seus restos mortais podem provas que eles estão dizendo a verdade, disse uma fonte. 

Médicos forenses comprovaram que, caso haja qualquer traço de pele ou unhas das vítimas que as ligue de maneira sexual a Michael, poderá ser comprovado no exame de DNA. Outra fonte revelou que Michael teria usado seu rancho Neverland como um local para abusar de crianças - muitas delas com doenças graves.

- Ele estava abusando de dúzias de crianças que eram mandadas ao seu rancho Neverland - incluindo crianças em cadeiras de rodas e sofrendo de doenças terminais. A casa de Jackson era o paraíso de um pedófilo mascarada de parque de diversões. Ele começou muito antes do que imaginam, em sua adolescência, então seu abuso ocorreu há mais de 30 anos e pode envolver centenas de vítimas.

A fonte também revelou que a família de Michael, que faleceu em 2009 aos 50 anos de idade, não terá que dar permissão para que o corpo seja exumado, caso ele se torne parte de uma investigação criminal. O Radar também encontrou documentos de 1993 onde um jornalista alega que a polícia norte-americana estaria encobrindo um caso de tráfico sexual ligado ao cantor. Apesar de existirem testemunhas de que Michael foi visto viajando com um garoto de 12 anos de idade pelos Estados Unidos de trem, o caso foi arquivado

06 02 2019 mundo onu programa nuclearOs programas de armas nucleares e mísseis balísticos da Coreia do Norte permanecem intactos, e Pyongyang usa aeroportos e outras instalações para proteger suas armas contra possíveis ataques, disse um painel da ONU em relatório enviado ao Conselho de Segurança na terça-feira (5).

As sanções contra o país asiático foram "ineficazes", segundo os autores do documento ao qual a AFP teve acesso. O regime de Kim Jong Un adquiriu remessas ilegais de produtos petrolíferos, vendeu carvão, apesar da proibição imposta pela ONU, e violou um embargo de armas.

"O programa nuclear e de mísseis balísticos da República Popular Democrática da Coreia continua intacto", informou o relatório.

"O painel descobriu que a Coreia do Norte está usando instalações civis, incluindo aeroportos para montar mísseis balísticos e testá-los com o objetivo de efetivamente evitar atentados à 'decapitação'".

O Conselho de Segurança da ONU recebe esse relatório enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se prepara para participar de uma segunda cúpula com Kim Jong-un este mês, na esperança de fazer progressos na desnuclearização da Coreia do Norte.

O governo dos EUA promoveu severas sanções econômicas contra a Coreia do Norte na ONU, em retaliação por seus testes nucleares e vários lançamentos de mísseis balísticos em 2017.

Mas o país realizou trocas ilegais de petróleo, gasolina e carvão usando uma rede de navios para contornar as sanções com as quais eles tentaram privá-lo da renda necessária para continuar com seus programas de armas.

"Essas violações tornam ineficaz as últimas sanções das Nações Unidas", disse o relatório.

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