24 01 2019 mundo madurocortaHoras após o líder do Parlamento venezuelano, Juan Guaidó, se autoproclamar presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro usou a televisão estatal para informar que não vai abandonar a presidência e para tomar uma decisão definitiva contra os Estados Unidos.  Em seu discurso, Maduro falou em "tentativa de golpe" e deu 72 horas para que o corpo diplomático norte-americano deixe o país.

"Anuncio, diante do povo e das nações livres do mundo, que, como presidente constitucional, no cumprimento de minhas funções, decido romper relações diplomáticas e políticas com o governo dos Estados Unidos. "Procedo neste dia histórico de liberação e reafirmação da soberania nacional assinando nota diplomática que dá 72 horas a todo o corpo diplomático e consular dos Estados Unidos para abandonarem o país", disse Nicolás Maduro.

Maduro também cobrou "lealdade máxima" das Forças Armadas para combater o que chamou de "golpe de Estado". "Peço às Forças Armadas da Venezuela máxima lealdade e disciplina porque vamos vencer esta luta", disse. Pelo caminho que tomaram, só há como destino o fracasso político do golpe de Estado que pretendem na Venezuela."

"Peço ao povo da Venezuela máxima consciência. Nervos de aço, sanidade, assim como máxima mobilização e combatividade popular permanente", rogou Maduro – que tomou posse neste mês para seu segundo mandato à frente do governo venezuelano após eleição marcada por denúncias de fraudes.

Ao afirmar que tem certeza sobre a legitimidade de seu mandato, Maduro exaltou a justiça e afirmou que as decisões que preservam o estado democrático precisam ser seguidas.

"Cabe aos órgãos de Justiça atuar alinhados à lei e aos códigos da Venezuela, para preservar o Estado, a ordem democrática e à lei".

Um dos organizadores dos protestos, Juan Guaidó subiu no palanque e afirmou que é, "de fato", o presidente da Venezuela, seguindo a vontade das ruas, que não querem que Maduro continue suas ações no país.

"Hoje, 23 de janeiro de 2019, em minha condição de presidente da Assembleia Nacional, ante Deus todo-poderoso e a Venezuela, juro assumir formalmente as competências do Executivo nacional como presidente em exercício da Venezuela.", disse Guaidó.

Nas redes sociais, o principal opositor de Nicolás Maduro pediu para que todas as embaixadas presentes na Venezuela continuem tranquilas e desconheçam qualquer ordem ou disposição que contradiga o firme propósito do poder legislativo da Venezuela".


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