07 06 2021 mundo bill gates warrenUma nova funcionalidade no sistema Windows? Um novo investimento bilionário em ativos?

Quando se imagina a junção de esforços de Bill Gates, da Microsoft, e Warrren Buffett, da Berkshire Hathaway, é nisso que se pensa. Mas os dois estão juntos no... projeto de um reator nuclear a ser construído no lugar de uma usina de carvão desativada no estado americano de Wyoming. O reator já foi até batizado: Natrium.

Segundo o jornal britânico The Guardian, as empresas TerraPower, fundada por Gates há cerca de 15 anos, e a ePacifiCorp, de Warren Buffett, estão encarregadas da empreitada.

Nova tecnologia

A ideia do reator, que é menor que os tradicionais e cuja tecnologia seria mais eficiente, é combinar sódio com sais fundidos armazenados num esquema que poderia produzir mais de 345 megawatts e energia, chegando a 500 megawatts e alimentando cerca de 400 mil residências. A energia gerada seria um complemento a outras formas sustentáveis como a energia solar e a eólica, visando a reduzir as emissões de gás carbônico no planeta.

Mas o reator nuclear não deixará as formas tradicionais de alimentação: também se valerá de urânio empobrecido ou natural como combustível, segundo a BBC.

- Consideramos que o Natrium representará uma verdadeira mudança no jogo para a indústria de energia - afirmou Gates numa entrevista coletiva.

A TerraPower avalia o custo do projeto da nova usina (destinada à prova de conceito do Natrium) em US$ 1 bilhão.

Apoio do governo dos EUA

O projeto levará pelo menos sete anos para ficar pronto, segundo o presidente da empresa, Chris Levesque. Ele disse ao  Guardian que esse tipo de energia "será necessário ao grid de eletricidade nos anos 2030".

O governo americano está interessado no projeto. O Departamento de Energia dos EUA concedeu à TerraPower US$ 80 milhões a título de financiamento inicial, e prometeu mais fundos ao longo da construção do reator.

Cientistas alertam para riscos

Especialistas, no entanto, alertam que os chamados reatores avançados representariam mais riscos, já que a combinação de combustíveis precisaria ter um tratamento a taxas mais altas que as usuais.

Um levantamento da Union of Concerned Scientists, que reúne cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, alerta para  o risco de iniciativas como a do Natrium.

"Descobrimos que os projetos que analisamos provavelmente não são (...) mais seguros do que as usinas nucleares de hoje. Na verdade, certos projetos alternativos de reatores representam ainda mais riscos de segurança e ambientais do que os atuais", afirma o estudo.


 

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