22 03 2019 mundo chile unasulNo segundo dia da visita oficial ao Chile, o presidente Jair Bolsonaro discutirá nesta sexta-feira (22) com outros seis líderes sul-americanos a criação do Prosul, fórum de desenvolvimento regional para substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

A Unasul, com sede em Quito, foi formada em 2008 por 12 países da América do Sul com o objetivo de promover a coordenação política, econômica e social da região. A iniciativa surgiu na era de ouro dos governos de esquerda na América Latina com lideranças como Luis Inácio Lula da Silva (Brasil), Michelle Bachelet (Chile), Rafael Correa (Equador), Néstor e Cristina Kirchner (Argentina) e Chávez (Venezuela).

Atualmente, apenas Bolívia, Guiana, Suriname, Uruguai e Venezuela seguem no grupo. Desde abril de 2018, sete dos seus países-membros (Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Paraguai, Peru e Equador) suspenderam sua participação ou anunciaram saída definitiva da organização devido à discordância sobre o seu funcionamento.

A crise se intensificou no grupo por causa de um impasse com o governo do venezuelano Nicolás Maduro com em relação à escolha do novo secretário-geral da organização substituiria o colombiano Ernesto Samper, que terminou seu mandato em janeiro de 2017.

Em uma transmissão ao vivo em uma rede social, nesta quinta (21), Bolsonaro afirmou que o objetivo é "botar um ponto final" na Unasul, que, na opinião dele, serve como "nome de fantasia" do Foro de São Paulo. O foro foi um grupo criado na década de 1990 por partidos progressistas da América Latina.

De acordo com o governo brasileiro, participarão do encontro desta sexta, além de Bolsonaro:

Sebastián Piñera (Chile);

Mauricio Macri (Argentina);

Mario Abdo Benítez (Paraguai);

Martín Vizcarra (Peru);

Iván Duque Márquez (Colômbia);

Lenín Moreno (Equador).

Programação

Saiba a programação de Bolsonaro prevista para esta sexta no Chile:

11h20: Cerimônia de boas-vindas aos chefes de Estado e fotografia oficial

11h30: Primeira sessão do diálogo para coordenação e colaboração na América do Sul

12h30: Segunda sessão do diálogo para coordenação e colaboração na América do Sul

13h15: Declaração à imprensa

13h45: Almoço oferecido pelo presidente do Chile aos demais chefes de Estado

Venezuela

A criação do Prosul também visa ampliar o isolamento do governo de Nicolás Maduro na Venezuela. Brasil e Chile, por exemplo, reconhecem o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino do país.

Nesta semana, Bolsonaro tratou da crise na Venezuela durante a visita oficial aos Estados Unidos, onde foi recebido na Casa Branca pelo presidente Donald Trump.

Trump voltou a falar que todas as opções "estão abertas" para resolver a crise venezuelana. Militares brasileiros são críticos sobre a atuação brasileiro em uma possível ação no país.

Bolsonaro não descartou participar de uma eventual intervenção contra Maduro, porém afirmou: "Diplomacia em primeiro lugar, até as últimas consequências".


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