24 09 2019 regiao bolsa familiaCriado para erradicar a extrema pobreza no país, o programa Bolsa Família deixa para trás 21,4 mil famílias do Vale do Paraíba em situação de extrema pobreza e de pobreza. Elas estão cadastradas ao programa, mas ficaram de fora do total de atendidos em setembro.

O levantamento foi feito analisando os dados do Cecad 2.0 (Consulta, Seleção e Extração de Informações do Cadastro Único), sistema ligado ao Ministério da Cidadania, responsável pelo programa.

O Cadastro Único serve para identificar e caracterizar as famílias de baixa renda. A responsabilidade pelos dados é compartilhada entre os governos federal, estadual e municipal.

A partir de 2003, o sistema se tornou o principal instrumento do governo para a seleção e a inclusão de famílias de baixa renda em programas federais.

No portal do Ministério da Cidadania, avaliando as informações das 39 cidades do Vale, constata-se que há 219 mil famílias cadastradas no programa, sendo que 105,1 mil estão na faixa de atendimento do programa.

Desse total, 75 mil famílias aparecem em situação de extrema pobreza, com renda mensal per capita de até R$ 89. Outras 30,1 mil famílias estão em condição de pobreza, com renda por pessoa entre R$ 89 e R$ 178 mensais.

Há ainda 113,7 mil famílias cadastradas na região que não se enquadram nas regras do programa, com renda mensal até ou acima de meio salário mínimo (R$ 499) por pessoa.

Em setembro, o governo atendeu 83,7 mil famílias do Vale, deixando de atender, portanto, 21,4 mil famílias cadastradas. O total de famílias que deveriam ser atendidas é de 105,1 mil.

Em maio deste ano, o governo chegou mais perto desse número, atendendo 91,4 mil famílias. Desde então, vem reduzindo os beneficiários.

Mãe de três crianças entre 7 e 13 anos, Maria Silva, 34 anos, ainda não conseguiu ser atendida pelo Bolsa Família. Ela mora no bairro Jardim do Vale, em Guaratinguetá, e conta com a ajuda da comunidade local para garantir o sustento da família. "Vivemos de bicos e da ajuda dos outros", disse.

Governo federal usa grupo e mutirão de dados para aprimorar Cadastro Único

O Ministério da Cidadania criou um grupo de trabalho para aprimorar o Cadastro Único, instrumento de gestão que atualmente garante o acesso de 27 milhões de famílias a programas sociais do governo federal.

"A ideia desse grupo de trabalho é justamente qualificar essa informação garantindo que ela seja precisa, tempestiva e nos permita chegar à família que é vulnerável", afirmou Vinícius Botelho, secretário de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério da Cidadania.

Para o ministro Osmar Terra, melhorias no cadastro efetivam o combate à pobreza. "Faremos um mutirão de cruzamento de dados do programa".


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