30 07 2019 regiao taubate bililiEm defesa apresentada à Justiça, o vereador Bilili de Angelis (PSDB), de Taubaté, pediu a anulação da ação em que é réu por improbidade administrativa, acusado pelo Ministério Público de encabeçar um esquema para 'furar fila' de exames e consultas na rede pública de saúde.

Na contestação, o vereador alega que a denúncia se base em uma prova ilícita, que seria uma "gravação clandestina realizada por um inimigo político declarado". Esse apontamento se refere a uma gravação em que o ex-vereador Joffre Neto (PSB) conversa com Marilda Silva, que trabalhou para Bilili em 2012 e relatou participação no agendamento de procedimentos e transporte de pacientes - foi essa gravação que deu origem à investigação da Promotoria.

Na defesa, Bilili diz ainda ser alvo de perseguição por parte do MP, contesta o valor da indenização pedida (R$ 2,57 milhões), critica o pedido de afastamento do cargo (alega que seria um "prejuízo à ordem democrática"), pede o desbloqueio de seus bens e diz que não houve dolo em sua atuação - ele alega que apenas faz a intermediação de pedidos a hospitais, mas de maneira formal e sem prejuízo à população, pois os encaixes seriam feitos nas vagas de desistentes.

As outras seis rés do processo também já apresentaram defesa. Tatiane Cristina Carneiro, que é ex-assessora de Bilili e filha de Valéria dos Santos (ex-diretora regional de saúde), negou a acusação do MP de que teria utilizado a senha da mãe para acessar o sistema estadual de regulação de vagas por meio de computadores da Câmara e de sua casa. Mesma versão foi apresentada por Valéria. A ex-diretora regional de saúde disse que costumava acessar o sistema por meio de aparelhos portáteis, e que já fez isso usando a internet do Legislativo - por isso haveriam registros de acessos a partir da rede da Câmara.

Assessora de Bilili, Simone Cristina Correa Nogueira negou ter praticado qualquer irregularidade. Gravada por Joffre, Marilda Silva, que já havia confessado participação no esquema em depoimento ao MP, alegou à Justiça ter baixo grau de escolaridade e que não tinha consciência de que praticava qualquer irregularidade - disse que visava apenas garantir o sustento dos cinco filhos. Ex-funcionária do Hospital Regional, Deise Abreu Guedes também assumiu que atuava no esquema, mas alegou que não buscava favorecimento pessoal, e sim manter seu emprego. Geise Helena Pereira, funcionária do HR, reconheceu ter recebido um presente de Bilili (um poste-padrão para sua casa), mas negou ter oferecido qualquer contrapartida ao vereador.


21 10 2020 regiao crz numero corona21 10 2020 regiao crz corona faixa etaria

an paulo bento

an luiz octavio

cartilha detran servicos digitais final at Página 01