07 06 2021 regiao covid desafia gestoresAcordar, ir para a escola todos os dias, abraçar os colegas na chegada e na saída, assistir aulas com a sala lotada e dividir o lanche no intervalo com os, sem preocupação.

Isso, ao menos por enquanto, é coisa do passado.

Agora, o normal é assistir aula presencial poucas vezes por semana e acompanhar o restante de forma online, dentro de casa.

E, ainda assim, no presencial, só com metade dos alunos. Nada de abraços. E, na entrada, aferir a temperatura é obrigatório. Ao menos, deveria ser. Todos de máscara. Lavar as mãos constantemente e higienizar com o álcool em gel também já virou algo totalmente natural.

Desde março de 2020, o ensino vive um grande desafio. As escolas ficaram fechadas por alguns meses e, depois, foram reabrindo aos poucos.

Para os governantes, o argumento de que o ensino presencial precisa voltar é o prejuízo irreversível no aprendizado dos alunos.

No entanto, existe o risco da contaminação. Assim, surge o desafio para escolas, públicas e particulares, de procurarem a melhor maneira de minimizar os riscos.

A adoção do ensino híbrido e do rodízio de alunos virou uma solução. Enquanto uma parte da turma assiste aula presencial, a outra assiste de casa.

E, assim, vão se alternando. Essas são algumas das soluções encontradas para tentar superar o obstáculo da pandemia, que vem se prolongando e desafiando cada vez mais a sociedade.

Mais recentemente, a vacinação dos profissionais da saúde se tornou uma luz no fim do túnel para o ensino.

Segurança

Fernando Bizarria, médico imunologista em São José dos Campos, ressalta que o ambiente escolar pode ser seguro desde que todos os protocolos de segurança sanitária sejam seguidos. "Com o avanço da vacinação, ela é sim um ambiente seguro. Porém, é preciso que todos os cuidados sejam seguidos, não só dentro do ambiente escolar, mas fora dele. Pois não adianta as escolas seguirem as medidas se quem a frequenta não se cuidar fora dela", disse. "Nas escolas, é muito importante que os alunos não dividam os materiais, não toquem nas mãos dos colegas e nem compartilhem alimentos".

A crise sanitária sem precedentes causada pela pandemia da Covid-19 também trouxe prejuízos quase irreversíveis a curto prazo para a educação. Para se ter uma ideia, apenas em 2020, mais de 5,5 milhões de crianças e adolescentes ficaram sem acesso à educação em todo o território brasileiro.

Os dados foram divulgados no início deste ano pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e mostram o tamanho dos desafios encarados por gestores e profissionais da saúde durante este período, um dos mais difíceis da história da humanidade.

De acordo com a pesquisa, a quantidade de alunos com idades entre 6 e 17 anos que abandonaram as instituições de ensino no ano passado foi de quase 1,4 milhão, o que representa 3,8% dos estudantes. Para efeito de comparação, a taxa é superior à média nacional de 2019, quando ficou em 2%. Somado ao abandono das aulas, está a situação de 4,1 milhões de alunos que, apesar de matriculados e sem estar em período de férias, não receberam nenhuma atividade escolar durante 2020.

“Mais uma vez, uma determinada etnia sobre mais que outras nesse contexto de exclusão. A população indígena e a população preta teve menos acesso à aprendizagem na pandemia do que a população branca", disse chefe de Educação do Unicef no Brasil, Ítalo Dutra, após a divulgação da pesquisa.

Ele ainda falou sobre as dificuldades maiores enfrentadas por estudantes de regiões mais remotas. "No Norte do país, o percentual de estudantes que não conseguiu frequentar as atividades foi o dobro da média nacional. Então de novo temos determinada região geográfica que sofre mais que as outras", afirmou.

Distorções

Antes da pandemia da Covid-19, a dificuldade de muitos alunos acompanharem os estudos já era grande e, agora, com o aumento do abandono dos estudos, um outro problema está se agravando: as distorções entre a idade e as séries escolares.

“Temos que trabalhar para que faça a reabertura segura das escolas onde a condição epidemiológica permitir, abrindo e fechando se necessário", afirmou o chefe da Unicef, também ainda no início deste ano.


 

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