14 05 2021 regiao tt unitau venda imoveisA Universidade de Taubaté acumula R$ 104 milhões em mensalidades não pagas.

O valor vem crescendo ano a ano e atingiu o maior patamar dos últimos três anos em 2020. De acordo com a reitoria, sem incentivos estaduais ou federais, 95% da renda da universidade vem de mensalidades. Para tentar reduzir o impacto orçamentário, a Unitau enviou à câmara projeto de venda de três imóveis, um deles no valor de R$ 12 milhões, e abriu novo programa de parcelamento de dívidas.

A dívida com mensalidades teve um salto de mais de R$ 9 milhões nos últimos quatro anos, entre 2017 e 2021. De acordo com a reitora, Nara Fortes, a inadimplência foi acelerada com as mudanças no Financiamento Estudantil (Fies), que aumentou a taxa de juros e criou restrições para alguns cursos.

A movimentação, que já afetava o setor, foi somada a crise financeira que diminuiu o índice de pagadores e novos alunos e acumulou com a pandemia, chegando em 2020 a R$ 104,2 milhões em aberto para pagamentos.

“Hoje a universidade se mantém com as mensalidades dos alunos. Temos também alguns alugueis e contratos de fomento de pesquisa, mas isso é pequeno. A gente não recebe dinheiro do governo e temos que contar com o pagamento em dia”, completou.

Para equilibrar as contas, a Universidade vem enxugando custos com redução de departamentos e reunindo mis cursos em um mesmo espaço e com isso pretende vender alguns imóveis. No fim de abril, enviou à câmara o pedido de venda do antigo Departamento de

Outro imóvel que está na lista é o Visconde do Rio Branco, que deve ser vendido por cerca de R$ 4 milhões. Além de outro prédio, no litoral, em Ubatuba, avaliado em R$ 3,5 milhões. A venda depende da autorização da câmara, porque a Universidade é uma autarquia. De acordo com a câmara, os projetos ainda não têm prazo para serem votados.

“Estamos enxugando custos. Hoje, temos 500 professores, mas não estamos contratando mais. Estamos equacionando como podemos, mas buscando investimento na universidade em novo modelo de ensino, resposta às mudanças com a pandemia”, explicou.

Nesta semana, a universidade conseguiu aprovar na câmara o reparcelamento das mensalidades atrasadas, como forma de incentivar o pagamento. Desta vez, o projeto amplia para até 48 vezes a possibilidade de parcelamento do débito com alunos e ainda ofereceu incentivo com redução de multas e juros àqueles que pagarem de forma mais rápida a dívida.

Além da queda na arrecadação com as mensalidades em atraso, a Universidade também passa pela redução no número de alunos. O movimento de queda, que segundo Nara acompanha uma tendência nacional reforçada pela pandemia, também reduz o número de pagantes. De acordo com relatório da Unitau, em 2017 eles tinham cerca de 12 mil alunos, hoje tem pouco mais de 9 mil.

Segundo Nara, apesar da queda geral, houve alta de 20% no ensino à distância, modalidade em que a universidade quer investir. “Estamos criando um novo modelo que vai conseguir oferecer um mesmo curso de forma presencial, à distância e híbrida. O aluno vai pagar valores diferentes de acordo com a modalidade que escolher”.


 

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