03 05 2021 regiao abril mais mortalAbril superou o recorde negativo de março e se tornou o mês mais mortal de toda a pandemia no Vale do Paraíba.

Foram 955 mortes até sexta-feira (30/04), o que ultrapassou o recorde anterior de março, de 653 óbitos em 31 dias. O aumento entre os dois meses foi de 46% no total de óbitos para a pandemia.

Antes de ambos, os meses mais mortais haviam sido fevereiro (487 mortes), janeiro (483) e agosto (418) do ano passado.

Abril registrou média de 32 mortes por Covid-19 por dia na região, muito acima do índice de março, de 21 óbitos diários, e o de fevereiro, de 17.

"É uma mistura de nova variante e queda do isolamento. Não sabemos a taxa de mortalidade da nova variante, mas tem esse aumento. A taxa de contaminação também é grande. Como não tem testes suficientes, a letalidade fica maior ainda na região", disse o cientista Osmar Neto, doutor em Engenharia Biomédica e especialista em modelos epidemiológicos.

Ele mora em São José dos Campos e contou com a colaboração de profissionais do Brasil e dos Estados Unidos para criar um modelo matemático que faz projeções sobre a Covid-19 para países, estados e municípios.

Segundo ele, se mantiver a gravidade dos casos, a região pode dobrar o número de mortos em pouco tempo.

"E mesmo que comece a cair, será a partir de um pico muito alto. Agora tem as variantes e como nem todo mundo é testado, não sabemos direito sobre isso. Isso dá peso maior no número de mortes".

Vítimas

Até a sexta, a região tinha 4.257 vítimas da Covid-19, com mais 48 óbitos em investigação. O total de contaminados passou de 207,5 mil, com média de 500 pessoas infectadas por dia e 10 mortes.

Os números mostram a explosão de casos e mortes em 2021, marcado pela segunda onda da Covid, um 'tsunami'. Os quatro meses detêm 63% do total de casos (131,3 mil) e 60,5% das mortes (2.576).

Na comparação com dezembro, abril tem números impressionantes: 387% a mais de mortes (953 a 196) e 105% nos casos (15,8 mil para 32,5 mil).

Em total de contaminados, abril superou os dois meses anteriores (março e fevereiro) e fica atrás apenas da explosão de janeiro, que terminou com 38,3 mil infectados por Covid, recorde da pandemia.

"Torcer para que caia essa média em maio", disse Osmar Neto. "Mas nunca nos protegemos o suficiente para acabar com o vírus de uma vez".


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