A região atingiu o maior número de internações por Covid-19 desde o início da pandemia. De acordo com os dados de uma pesquisa da Universidade de São Paulo (Usp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), são 492 pacientes internados em hospitais, entre públicos e privados até quarta-feira (13/01).

Com a alta, o governo do estado decidiu antecipar a reclassificação do Plano São Paulo para esta sexta-feira (15/01).

De acordo com os dados, o maior número de pacientes internados na pandemia na região havia sido registrado em 4 de agosto, quando 424 pessoas estavam internadas pela doença. Na última semana, os especialistas apontavam a retomada da crescente no número de casos, especialmente com pacientes do grupo de risco, que demandavam leitos hospitalares.

Para os pesquisadores, a região caminha para um cenário ainda pior. O número de internações em alta nas cidades pequenas vai aumentar a demanda nas cidades maiores e a infraestrutura pode enfrentar um colapso.

“Quando a gente observa o pico da primeira onda, ela teve uma crescente menor do que a que estamos vendo agora. Observando a escalada rápido dos casos confirmados e óbitos, a gente se prepara para uma curva que está longe de um platô e isso significaria um colapso no sistema de saúde local”, comenta o coordenador do estudo, Wallace Casaca.

Para ele, a região precisa de um endurecimento nas regras de flexibilização para frear os danos. “A gente esperava que já na semana passada tivesse ido para uma fase menos flexível, diante dos dados que já eram alarmantes. Vai ficar mais delicado e nas próximas semanas a situação deve ser ainda mais complicada”, acrescenta.

Duas semanas após as festas de fim de ano, as internações atingiram uma marca histórica: 492 pessoas internadas. O número é 16% maior que o pico anterior. No fim de semana, Aparecida atingiu 100% da capacidade hospitalar e a Santa Casa, referência no atendimento na cidade e municípios vizinhos, chegou a se pronunciar publicamente sobre a situação de colapso.

De acordo com a unidade, eles estavam fazendo transferência de pacientes, pedindo ajuda das cidades vizinhas e se preparando para desativar salas, como a capela, para criar novos leitos.

A região tem 90 mil casos confirmados de Covid-19 e 1.834 mortes pela doença. A média móvel na região na quarta-feira (13/01) foi pelo quarto dia seguido a mais alta desde o início da pandemia: 1.384. O número representa uma lata de 156% nos casos desde a última semana. Nas últimas 24h, foram registrados 25 óbitos pela doença.

Reclassificação

Com a alta no número de casos, o governo estadual anunciou a antecipação da reclassificação do Plano São Paulo. A análise estava prevista para o dia 5 de fevereiro, mas vai ser anunciada nesta sexta-feira (15/01). Pela regra, as antecipações só ocorrem se há necessidade de impor medidas mais restritivas por conta do agravamento nos índices de saúde.

A mudança de datas sucede alterações no plano, anunciadas na última semana. Com as alterações, a fase laranja se tornou mais permissiva, permitindo a abertura de salões de beleza, academias e parques.

A região está atualmente na fase amarela do Plano São Paulo. Na fase amarela, a capacidade de ocupação dos estabelecimentos é de 40% e o funcionamento máximo é limitado a 10h por dia. Além disso, a restrição de atendimento presencial em bares deve ser até às 20h. Nos demais estabelecimentos, o atendimento pode ser feito até 22h.


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