mortes covid 02 1200 628pxEntrando no segundo ano, a Covid 19, também chamada de Gripe Chinesa, avança com intensidade em quase todas as regiões do mundo.

A moléstia teve os primeiros registros no interior da China no final de 2019. Em pouco tempo avançou pela Europa e chegou aos continentes americanos no começo de 2020. No Brasil, o número de contaminados cresceu rapidamente após o Carnaval.

Em meados de novembro passado, o Brasil registrava queda considerável no número de mortos. Coincidência ou não, a Covid 19 ganhou força logo após as longas filas nas seções eleitorais para escolha de prefeitos e de vereadores. Na virada do ano, as grandes concentrações populares em praias, em centros comerciais e em eventos também alimentaram o vírus, gerando consequências alarmantes no início deste ano.

Segundo dados atualizados na terça-feira (12/01), o número de mortos em todo mundo chega a quase dois milhões. No Brasil, são mais de duzentos mil. Em Cruzeiro, segundo dados oficiais da Secretaria de Saúde divulgados no mesmo dia, eram 1.434 casos confirmados, com 44 óbitos.

De acordo com o banco de dados do portal O Impacto Cruzeiro, a Gripe Chinesa matou no município mais que a Gripe Espanhola de um século atrás. Em 1918, em novembro, no auge da pandemia, segundo informações do Cartório de Registro Civil, Cruzeiro havia registrado 37 mortes causadas pelo vírus de um total de 52 óbitos no mesmo período.

Se hoje as campanhas de prevenção contra a “bomba chinesa” estão a todo o momento nos canais de comunicação, há cem anos eram parcos os meios, notadamente nas cidades do interior. Na maioria delas, os jornais e as ondas radiofônicas – principais veículos de informação na época - não chegavam. As condições sanitárias também eram precárias.

A origem da Gripe Espanhola ainda não se sabe ao certo. O vírus Influenza, do subtipo H1N1, ganhou o rótulo devido ao número de contaminados no país. A propagação pelo mundo deu-se através do transporte marítimo. Dessa vez, surgido no China, o transporte aéreo acelerou o avanço.

Em Cruzeiro, o vírus da Gripe Espanhola chegou provavelmente nos vagões ferroviários que transportavam diariamente centenas de pessoas de todas as partes do País e que faziam baldeação na Estação Central.

Mesmo com parcos recursos técnicos e com quase nenhuma ajuda do governo estadual, a Prefeitura contratou um médico paulistano e ainda contou com os da cidade no atendimento gratuito aos enfermos.

Para tentar evitar o avanço da “bomba chinesa”, os governos federal, estadual e municipal investiram em campanhas de conscientização, na aquisição de aparelhos respiradores e na transformação do Centro de Saúde em hospital de campanha. Na Santa Casa, ocorreu a ampliação de leitos na UTI e uma ala está destinada exclusivamente ao tratamento das vítimas.

Lamentável constatar que, apesar das campanhas e das frequentes notícias de aumento nos números de contaminados e de óbitos, boa parte da população demonstra se manter alheia à realidade.

 


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