08 01 2021 regiao taubate saud dividaA nova administração da Prefeitura de Taubaté, comandada por José Saud (MDB), diz que herdou uma dívida de R$ 108 milhões do governo do ex-prefeito Ortiz Júnior (PSDB). O tucano contesta a afirmação.

De acordo com a nova gestão, após um ‘pente-fino’ junto à equipe da secretaria de finanças foram identificados 58 fornecedores com contas em aberto por serviços prestados em 2020. Segundo a equipe de Saud, alguns dos valores estão em atraso desde outubro.

A nova gestão divulgou um documento em que mostra a relação de dívidas. Entre os débitos estão R$ 1,1 milhão do consórcio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com notas em aberto dos meses de novembro e dezembro. Também constam mais de R$ 10 milhões para a empresa Eco Taubaté, responsável pelo serviço de limpeza urbana e coleta seletiva, com notas em aberto entre novembro e dezembro.

De acordo com os dados, a gestão deve R$ 1 milhão à Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), administradora do Hospital Universitário. Completam a lista de débitos contas com empresas de exames laboratoriais, pagamentos de bolsas do Simube à Universidade de Taubaté e fornecedores de medicamentos.

Saud alega que, além do débito, a gestão teria deixado apenas R$ 2 milhões em caixa, que seriam para pagamentos de restos a pagar, deixados pela gestão anterior.

Em nota, a nova administração informou que está revisando os contratos e negociando o pagamento com os fornecedores. O governo informou ainda que a prioridade são os pagamentos que envolvem serviços de saúde e educação.

Tucano contesta apontamentos

O ex-prefeito Ortiz Júnior informou que deixou mais de R$ 71 milhões nos cofres da prefeitura para a atual gestão. De acordo com o prefeito, são R$ 14 milhões nas contas dos programas de saúde pública, para custeio das dívidas do setor. Outros R$ 18,6 milhões nas contas do programa de mobilidade, que são saldos da conversão do dólar do empréstimo do CAF e R$ 37 milhões no fundo da educação básica.

O ex-prefeito encaminhou as notas com data de 31 de dezembro que mostram os valores em conta.

Sobre a dívida apresentada por Saud, Ortiz alega que algumas notas são de serviços que exigem auditoria e que, por isso, são pagos posteriormente, como o Cisamu e a da SPDM. Ele alega que a equipe teria que aguardar o aval administrativo para pagamento, que não veio até 31 de dezembro.

Dos valores apresentados por Saud, ainda há R$ 77 milhões que são do IPMT, mas Ortiz alega que o recolhimento está suspenso por lei federal e que é preciso pedir anuência na câmara.

“Tirando o IPMT, sobram R$ 30 milhões em notas a serem pagas. Ele tem R$ 71 milhões em caixa. É volume suficiente de recurso e margem de remanejamento de orçamento para manter os pagamentos”, disse Ortiz.


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