19 03 2019 regiao vale crise politicaO Vale do Paraíba está no epicentro da crise que ronda o MEC (Ministério da Educação) e pode levar à queda do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, que teve três indicações à cúpula do ministério rejeitadas por membros do governo --os três profissionais têm ligação com o Vale.

Na última sexta-feira, após indicação do ministro, a Casa Civil teria rejeitado o nome de Iolene Lima para a Secretaria-Executiva do MEC.

Ligada à Igreja da Cidade e ex-diretora do Colégio Inspire, ambos de São José, Iolene havia sido indicada pelo ministro ao cargo por meio da conta dele no Twitter, dia 14.

Escreveu Rodríguez: "De volta a Brasília, confirmo que Iolene Lima, da Secretaria de Educação Básica, assumirá a Secretaria Executiva do Ministério da Educação".

Ela agradeceu a indicação, também no Twitter: "Dediquei minha vida para a área da educação e me sinto honrada. É com grande dedicação que assumo essa responsabilidade importante para a educação do nosso país".

No entanto, a Casa Civil, comandada por Onyx Lorenzoni, teria vetado o nome de Iolene Lima ao cargo. Informações de bastidores indicam que ela pode não assumir o posto e se manter na Secretaria de Educação Básica do MEC, onde atua desde o início do governo.

Nesta segunda-feira, a nomeação de Iolene para a Secretaria-Executiva não foi publicada no Diário Oficial da União. Procurada, ela não comentou. MEC e a Casa Civil não comentam.

Ela é mais uma na lista de profissionais do Vale com cargos no MEC que teriam sido criticados por membros do governo ligados ao escritor e filósofo Olavo de Carvalho, espécie de "guru" do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

O primeiro foi Luiz Antonio Tozi, que foi nomeado em 1º de janeiro e exonerado do cargo de secretário-executivo do MEC na semana passada.

Em seu lugar, o ministro indicou Rubens Barreto da Silva, secretário-executivo adjunto da pasta, que sofreu críticas e nem chegou a ser nomeado. Os dois eram da direção da Fatec (Faculdade de Tecnologia) de São José dos Campos e considerados da ala "técnica" do MEC, campo em atrito com os simpatizantes de Olavo.

Com nomeação, ministro tenta agradar alas influentes: evangélicos e 'olavistas'

Evangélica, Iolene Lima trabalha na Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação e foi o nome cogitado pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez para "pacificar" a relação com Olavo de Carvalho, que o indicou ao cargo, e para atender a base evangélica do governo. Nenhum dos dois grupos teria ficado satisfeito, segundo fontes, e o cargo continua sem titular.

Segundo analistas, a polêmica envolvendo profissionais do Vale do Paraíba pode piorar a crise no MEC e provocar a queda de Rodríguez, que já coleciona polêmicas no cargo, como a questão do hino nas escolas.


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