12 03 2019 regiao chuva superaA chuva forte e contínua que atingiu São Paulo, principalmente a região metropolitana e o litoral norte, surpreendeu os meteorologistas do Centro de Monitoramento de Desastres e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Segundo Marcelo Seluchi, coordenador geral de operações do órgão, o volume elevado foi resultado da 'junção de pequenos fatores'.

O temporal, que avançou a madrugada da segunda-feira (11), fez a capital amanhecer debaixo d´água e provocou tragédias. Doze pessoas morreram vítimas de deslizamentos ou afogamento, sendo quatro em Ribeirão Pires, uma em Embu das Artes, uma em São Bernardo, duas em Santo André, três em São Caetano e uma em São Paulo.

No litoral norte, Ubatuba foi a cidade do país que registrou o maior acumulado de chuva em 24 horas, entre 12h de domingo (10) e de segunda (11), sendo 226 milímetros de água. O esperado para março no município é de 250 milímetros, segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec). O maior prejuízo no litoral norte foi em Caraguá, onde há desalojados.

Segundo Seluchi, a previsão era apenas de pancadas de fim da tarde no domingo, normais para o fim do verão. Ele destacou que a chuva intensa não resultou de nenhum sistema meteorológico específico, mas sim da combinação de 'ingredientes'.

"Saber se vai chover ou não, se vai dar praia ou não, isso não é difícil hoje. Mas saber se vai chover 100, 150 ou 200 mm isso já é muito mais difícil porque tem muitos pequenos 'ingredientes' que definem essa condição", explicou.

O órgão consultou ao menos seis modelos meteorológicos que indicavam alerta 'amarelo', com acumulados médio de até 50 milímetros de chuva. Porém, nas cidades do ABC paulista, por exemplo,choveu entre 100 e 200 milímetros.

"É interessante porque não houve nenhum grande sistema meteorológico, como uma frente fria intensa, por exemplo. Nós discutimos e pensamos que foi uma junção de pequenos fatores. Ontem [domingo] foi um dia quente, abafado, úmido, típico de verão, então tinha previsão de pancadas de chuva no fim da tarde, como de fato ocorreu", justificou.

Porém, segundo Seluchi, a combinação desta pancada de chuva, com a ocorrência de brisa marítima, associada a passagem de uma frente fria muito fraca, combinada a uma área de baixa pressão, estenderam a precipitação, provocando horas de chuva.

"Pancadas de chuva são marca do verão, a brisa marítima também, já a junção de todos esses fatores ao mesmo tempo é que não é", explicou o meteorologista.

Ele alertou para os riscos da continuidade da chuva, sob um solo já encharcado e com rios com níveis elevados. "A chuva forte pode ser a gota d´água que falta para para provocar um deslizamento de terra e o transbordamento de um rio", afirmou Seluchi.

Alerta

Alertas do Cemaden indicam alto risco de chuva volumosa na madrugada desta terça (12) na região metropolitana e baixada santista. No Vale do Paraíba e litoral norte o risco é médio.


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