17 10 2020 regiao cacapava familia descaso 01A família de um morador de rua que morreu aponta descaso e cobra explicações da Prefeitura de Caçapava (SP) sobre a forma como ele foi enterrado. Os parentes dizem que souberam da morte quando o corpo de João Batista estava no cemitério.

Eles pediram para que o caixão fosse aberto para se despedirem e, ao abrir, perceberam que ele não havia sido preparado e o homem estava com as roupas e o corpo sujo. A prefeitura informou que acionou a funerária prestadora do serviço e que apura o caso.

João Batista tinha transtornos psiquiátricos e estava morando na rua. De acordo com parentes, eles tentaram tirá-lo das ruas e ele chegou a ser internado para passar por um tratamento psiquiátrico, mas sem poder arcar com o custo, ele voltou a viver nas ruas.

No último sábado (10/10) a família soube que ele morreu. Ao buscar informações no hospital municipal, souberam que o corpo já estava seguindo para o enterro.

De acordo com a sobrinha da vítima, Alessandra Natali, eles foram informados de que como João estava em situação de rua, seria enterrado com os serviços da funerária contratada pela assistência social da prefeitura.

Ao chegarem ao cemitério, o corpo ainda não havia sido enterrado e ao abrirem o caixão foram surpreendidos.

"Ele estava todo sujo, com uma das pernas da calça pela metade da perna. Não trocaram nem a roupa dele. Do jeito que ele estava na rua, colocaram no caixão. Isso é desumano demais", conta.

Os parentes registraram fotos de como o corpo foi encontrado por eles e postaram nas redes sociais. A família fez alguns ajustes e João foi enterrado.

Eles cobram uma posição da administração municipal. "Ele estava na rua, mas tinha uma família. Lutamos por ele até onde podíamos. Isso que fizeram foi um absurdo. A gente sofrendo a perda e se deparar com aquela cena", diz Alessandra.

O que diz a prefeitura

Por estar em situação de rua, João foi atendido pela funerária terceirizada pela prefeitura, que atende casos de pessoas de baixa renda que não têm condições de pagar os custos do enterro. De acordo com o secretário de cidadania e assistência social, David Lucena, o que houve com ele foi um episódio isolado e a prefeitura apura responsabilidades do caso.

"O que houve foi inadmissível e nós lamentamos o que essa família passou. Acionamos o jurídico e a empresa para que seja avaliada a situação. Pode haver uma quebra de contrato por essa conduta. Mas reforçamos que esse é um fato isolado e que prezamos por tratar a todos com humanidade", disse David Lucena, secretário da pasta.

A reportagem tentou contato com a funerária prestadora do serviço, mas aguardava o retorno.

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