20 11 2020 brasil saude campanhaO Ministério da Saúde anunciou estratégias de vacinação para a covid-19 assim que um imunizante esteja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O plano prevê duas campanhas de conscientização sobre a importância da vacina.

A primeira, sobre o processo de produção e aprovação de um imunizante acontece entre dezembro e janeiro. O presidente Jair Bolsonaro já questionou a necessidade de uma vacinação obrigatória contra a doença e já colocou em xeque, sem provas, a segurança da Coronavac, testada pelo laboratório chinês Sinovac e pelo Instituto Butantã.

O plano de imunização é composto por 10 eixos prioritários com responsabilidades divididas entre diversas instituições, como Fiocruz, Butantã, Sociedade Brasileira de Imunologia e de órgãos federais. O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Arnaldo Medeiros, destaca que o eixo 1 é dedicado para avaliação da situação epidemiológica. "O objetivo é identificar grupos de maior risco. Para isso, deverá ser levado em conta o perfil da vacina: faixa etária na qual está registrada e que é mais eficaz, esquema de vacinação, dados de segurança, duração da vacina em frasco aberto e condições de armazenamento. Vamos avaliar o andamento dos estudos das vacinas para definirmos o eixo 1, que vai definir os prioritários", diz o secretário.

O eixo 2 prevê a atualização das vacinas em estudo. Atualmente, há mais de 400 projetos em desenvolvimento - metade foi registrada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) -, 154 estão em estágio de pesquisa pré-clínica e 44 em estudos clínicos. Destes, 10 estão em fase 3 de testes. O eixo 3 reforça o monitoramento e orçamento, com objetivo de avaliar se a vacina entrará como rotina ou campanha anual para incorporar ao orçamento na do Programa Nacional de Imunizações para aquisição.

A operacionalização da campanha será definida no eixo 4 que também discute a estratégia de vacinação, distribuição de doses por Estado e público-alvo. O secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco afirmou que nesta semana, técnicos da pasta ouviram propostas sobre o fornecimento de imunizantes da Pfizer, Johnson & Johnson, Moderna, Sputnik V e Covaxin. Segundo ele, o resultado das reuniões serão "memorandos de entendimentos não vinculantes para futuras aquisições". "A vacina deve oferecer segurança em primeiro lugar e em seguida a eficácia, que seria a imunogenicidade. Em seguida, produção em escala, oferta em tempo oportuno, preço e condições logísticas adequadas e favoráveis", comenta. O Brasil possui 37 mil postos de saúde e oito mil quilômetros quadrados e é necessário que a vacina chegue em todos os pontos.

Franco reforça que é obrigatório que a vacina a ser distribuída tenha registro na Anvisa, conforme previsto na legislação. "Só posso comprar o que existe e para o Brasil, uma vacina só existe quando tiver registrada na Anvisa. Nenhuma vacina concluiu a fase 3 de testes no mundo", completa o secretário. O eixo de farmacovigilância diz respeito ao monitoramento de eventos adversos pós-vacinação e pós-licenciamento da vacina, fase em que está prevista a administração da vacina em massa.

Em seguida, estão previstos estudos de monitoramento e pós-marketing para análise de coortes para averiguar se a incidência da doença ou evento adverso à saúde difere entre o os grupos e estudos de efetividade e segurança. Os eixos 7 e 8 contemplam, respectivamente, os sistemas de informação e monitoramento com objetivo de registrar o indivíduo, avaliar a cobertura vacinal da população e acompanhamento de eventos adversos.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros aponta que o DataSus será essencial para que as vacinas tenham rastreabilidade. "Para saber qual vacina cada cidadão tomou, estimulamos que baixem o aplicativo Conecte SUS". "A necessidade cresce com a multiplicidade de vacinas que podemos ter. Com ele, poderemos ver não apenas os exames, mas a carteira de vacinação digital. Ela servirá como proteção para o cidadão para sabermos qual vacina ele tomou e qual efeito adverso surgiu", completa Elcio Franco.

Os eixos 9, previsto para acontecer entre dezembro deste ano e janeiro de 2021, trata do plano de comunicação de campanha para vacinação, O objetivo é conscientizar sobre o processo de produção e aprovação de uma vacina, para dar segurança à população em relação a eficácia dos imunizantes que o Brasil vier a utilizar, bem como da sua capacidade. O próprio presidente, porém, questionou a segurança da Coronavac e chegou a comemorar a interrupção nos testes do imunizante após a morte do voluntário. Os ensaios clínicos, porém, foram retomados após cientistas mostraram que o óbito, provavelmente por suicídio, não tinha elo com a vacina.


04 03 2021 regiao crz vacinometro04 03 2021 regiao crz numero corona04 03 2021 regiao crz corona faixa etaria

villa tita

an paulo bento

an luiz octavio

cartilha detran servicos digitais final at Página 01