gripe espanholaNa segunda metade de 1918, o planeta foi assolado pela chamada Gripe Espanhola, provocada pelo vírus influenza A, do subtipo H1N1. A pandemia mais letal da história da humanidade provocou a morte de cerca de 50 a 100 milhões de pessoas na Europa, África, América do Norte e América do Sul. No Brasil, segundo dados do Instituto Butantan, morreram mais de 35 mil pessoas.

Em Cruzeiro, o vírus da Gripe Espanhola chegou provavelmente nos vagões ferroviários que transportavam diariamente centenas de pessoas de todas as partes do País e que faziam baldeação na Estação Central.

Mesmo com parcos recursos técnicos e com quase nenhuma ajuda do governo estadual, a Prefeitura contratou um médico paulistano e ainda contou com os da cidade no atendimento gratuito aos enfermos. As campanhas de prevenção alertavam sobre os riscos de aglomerações e que os doentes permanecessem em casa.

O espanto causado pela gripe afetou o centro comercial, esvaziou as igrejas, os cinemas, os bares e freou o frenético movimento noturno na Zona do Meretrício.

No auge da epidemia, em novembro de 1918, segundo números divulgados em 8 de dezembro pelo Cartório de Registro Civil, a Gripe Espanhola matou 37 em Cruzeiro. O saldo de vítimas fatais foi considerado alto no universo de 52 mortes registradas no município no mesmo período.


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