Este episódio aconteceu em 1953.
Nessa época, Cruzeiro era bem pequena.
No local onde foi instalado o Supermercado Santiago, havia uma rinha de briga de galos que funcionava aos domingos, pela manhã. Assisti algumas brigas. Essa rinha tinha sua entrada pela Rua Quintino de Bocaiuva. Era uma rua sem saída porque havia a ferrovia RMV que a fechava.
Em 1953, no verão, surgiu uma notícia que anunciava a aparição da Nossa Senhora na parede de uma casa branca que ficava no meio do quarteirão, perto da ferrovia.
Por essa época eu tinha um bom relacionamento com o fotógrafo Munir Jehá que era primo do Dr. Jehá, sobrinho do Seu Jorge, dono da loja “A Brasileira”. O Munir estava fazendo as fotos de formatura da Quarta Série Ginasial do Colégio Oswaldo Cruz de Cruzeiro que usaríamos para fazer um grande quadro de madeira com as fotos dos professores e dos alunos. Nós doamos esse quadro para o Colégio. Para nossa tristeza o encontramos todo mutilado no saguão de entrada da escola.
Quando nós, eu e o Munir, soubemos da aparição de Nossa Senhora, à noite, fomos até a casa indicada para fotografar. A pequena casa estava toda iluminada e cheia de curiosos. Pela janela aberta, o Munir fotografou a parede na qual diziam ver Nossa Senhora. Com toda sinceridade eu não vi nada! No dia seguinte o Munir revelou o filme e para nossa decepção não havia nenhuma imagem.
O povo continuou a visitar a casa na esperança de ver alguma coisa, mas eu nunca soube de algum testemunho positivo. Com o tempo, o fato foi esquecido porque o tempo não brinca com a verdade.

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