09 09 2019 policia sjc acusado empresariaPreso pelo assassinato de uma empresária de 43 anos, o acusado pelo crime, Lucas Duarte Muniz, foi submetido no último dia 27 a um exame de sanidade mental. O processo está suspenso até definição sobre a imputabilidade do crime ao réu, que está preso desde o homicídio, em julho de 2018.

O pedido do exame de sanidade mental é um recurso apresentado pela defesa, que tem como objetivo sustentar que o réu não é responsável pelas suas ações. Não há prazo para conclusão do laudo, nem para julgamento do processo.

A vítima, Edimara Siliana Andriollo, tinha 43 anos, e foi morta a golpes de canivete por um homem que fingiu ser cliente. Ela e o agressor não se conheciam.

Preso em flagrante, Muniz disse em depoimento à polícia que cometeu o crime influenciado por filmes de terror e que ouviu vozes. Ele contou também que comprou luvas antes de escolher a vítima aleatoriamente. Edimara deixou o marido e dois filhos.

A perícia vai atestar se o réu está em plena faculdade mental, se tem sintomas de desiquilíbrio ou comportamento social inadequado, e se a conclusão destas perguntas pode inferir para que o acusado não responda pelos atos praticados.

O juiz Milton de Oliveira Sampaio, que autorizou o exame de sanidade, afirmou em sua decisão que é relevante à Justiça a verificação de estado mental do preso para repercussão na esfera da imputabilidade - na prática, essa informação é importante para o prosseguimento da ação.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que o réu, preso no CDP III de Pinheiros, deixou a unidade no dia 27 de agosto e foi apresentado no Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) para a realização de exame.

O advogado do réu, José Roberto Venturini, não foi localizado pelo G1 para comentar o assunto. A reportagem também tentou contato com o viúvo da vítima, André Andreollo, e não obteve retorno.