bn pref crz 24 09 2019    bn face luiz octavio automoveis 01    an camara crz 03 10 2019

 

09 0 2019 policia taubate doleiraPrimeira presa pela Operação Lava Jato, ainda em 2014, a doleira Nelma Kodama afirma que havia pressão para que o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) fosse citado nas delações premiadas de outros presos pela Polícia Federal.

Natural de Taubaté, Nelma teve sua pena extinta recentemente, beneficiada por um indulto concedido em 2017 pelo ex-presidente Michel Temer (MDB).

"O Lula era o assunto. Eu não sou PT, não estou falando sobre política e sim sobre crime. Todo crime precisa ter prova e não houve prova. Cadê o cadáver?", disse, em entrevista para a Rádio Bandeirantes, afirmando que havia uma proposta de delação premiada para quem falasse possíveis provas contra o ex-presidente. "Havia esse tipo de conversa, claro, por parte das pessoas que queriam sair [da prisão]", disse.

Segundo ela, era comum que os detidos mentissem em depoimentos, em busca de penas mais brandas. "Quando você está preso, você faz qualquer coisa. Chega a um ponto que você fala até da sua mãe porque a pressão é muito grande, e o sofrimento é muito grande. Nessa altura do campeonato, você acaba falando, às vezes, até o que você não tem e o que você não deve. Certamente [pessoas mentiram em depoimento], senão você não sai", afirmou na entrevista.

Operação

Nelma ganhou notoriedade ao ser presa em março de 2014, tentando embarcar para a Itália com 200 mil escondidos na calcinha. Ela ganhou o apelido de 'Dama do Mercado', e foi condenada a 18 anos de prisão pelo então juiz federal Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça, por lavar mais de R$ 220 milhões da Petrobrás.

Essa semana, ela tirou sua tornozeleira eletrônica e até publicou um 'tutorial' em seu perfil no Instagram.


an pao quente 02

an byomed