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09 0 2019 policia exame dnaUm exame de DNA revelou que um dos homens presos pelo roubo de ouro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, já tinha participado de um ataque violento a dois carros-forte no Vale do Paraíba em dezembro de 2017. Marcelo Ferraz, conhecido como Capim, foi indiciado por dupla tentativa de latrocínio.

Ele foi preso na sexta-feira (02/08) por envolvimento no roubo de 760 quilos de ouro no terminal de cargas do Aeroporto de Cumbica. O valor da carga roubada é de R$ 110 milhões. Seis acusados já foram presos.

A polícia chegou até Ferraz cruzando informações das quadrilhas de roubo a banco e caixa eletrônico com este perfil de ação que ocorreu em Cumbica. Quando policiais levantaram a identidade dele e confirmaram com testemunhas do assalto ao aeroporto.

O ataque a dois carros-fortes na rodovia dos Tamoios, na cidade de Jambeiro, no Vale do Paraíba, deixou dois policiais militares feridos.

Investigação

A primeira fase da investigação policial concluiu que os ouro roubado no terminal de cargas do aeroporto de Guarulhos do dia 25 de julho seriam repartidos entre os participantes do crime após terem sido colocados em uma ambulância, que tomou rumo ainda ignorado pela polícia. A prisão preventiva dos seis acusados foi decretada e o ouro ainda não foi recuperado.

A Polícia Civil investiga se o ouro está sendo contrabandeado em pequenas partes para a China, onde o metal vale mais do que os R$ 110 milhões no Brasil.

Além de roubar as barras de ouro, a quadrilha levou uma carga de esmeraldas e de relógios de luxo, de acordo com o chefe da delegacia de roubos a bancos Pedro Ivo Corrêa dos Santos em entrevista coletiva nesta terça-feira (05/08).

No total, foram 15 quilos de esmeralda que iam para a Índia, 18 relógios de luxo que iam para a Suíça e mais 51 quilos de ouro que iam para Dubai.

Seis presos

Dos seis criminosos identificados pela polícia, quatro estão presos. O caso começou a ser desvendado com confissão de Peterson Patrício - o supervisor de segurança do aeroporto de Cumbica.

Na confissão, ele disse que "esta empreitada já havia sido orquestrada desde o começo do ano e realizada sem sucesso em outras duas ocasiões". Disse ainda que "os valores auferidos com o crime seriam distribuídos em partes iguais para todos os integrantes da quadrilha".

De acordo com o inquérito, Peterson Patrício disse que foi Peterson Brasil, um amigo de infância dele, quem juntou os outros integrantes do bando. Patrício revelou ainda onde o grupo costumava se reunir.

Em um desses locais, a polícia encontrou imagens e conseguiu identificar outros criminosos. O mentor do assalto, segundo a investigação, é Francisco Teotônio da Silva Pasqualini, conhecido como Velho. Ele é cunhado de Peterson Brasil e desapareceu depois do assalto em Cumbica.

De acordo com o delegado, Pasqualini já tem várias passagens pela polícia.

“Foi preso primeira vez em 1982, já participou de roubo a carro-forte da própria Brinks em 1983, é um indivíduo bastante conhecido da polícia, um criminoso reincidente, então, foi identificado esse líder", afirmou.

Marcelo Ferraz da Silva, o Capim, preso no sábado (3), é apontado como o chefe operacional do bando. Segundo as investigações, Joselito de Souza providenciou as viaturas clonadas da Polícia Federal usadas na ação.

O advogado de defesa de Peterson Patrício contesta a versão da polícia e diz que o cliente dele é inocente. Os advogados de defesa dos outros citados não foram localizados.


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