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08 08 2019 policia sjc quatro atropeladosO jovem Mateus de Jesus Sousa, réu pelo atropelamento e morte de quatro pessoas em 2017 na rodovia Geraldo Scavone (SP-66), em São José dos Campos (SP), vai a júri popular. A decisão é de terça-feira (06/08). A data do julgamento não foi definida. Cabe recurso da defesa do atropelador.

No documento, o juiz Eduardo de Franca Helene considerou que houve crime com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), já que que as circunstâncias dos fatos indicam que, ao conduzir o veículo embriagado, e com velocidade acima do permitido, o réu assumiu o risco de matar. Ele negou as acusações no processo.

"Mateus estaria bastante embriagado, na direção de veículo automotor, realizando diversas manobras imprudentes, sendo certo que ainda não possuía destreza para tanto, haja vista possuir somente permissão para dirigir (recém-habilitado), assumindo o risco conscientemente de produzir resultado danoso, qual seja, o evento morte, agindo com dolo eventual", disse o magistrado em trecho da decisão.

Ao juiz, na fase de instrução do processo, Mateus admitiu ter bebido três ou quatro chopps antes do acidente. Um vídeo obtido pela polícia flagrou o réu em um bar.

A Justiça sustentou na decisão pelo júri, tendo como base o depoimento de testemunhas e em provas materiais, como documentos médicos, conversas em que o réu assume a autoria dos fatos, laudos periciais da cena do crime e a gravação das imagens do atropelamento, por exemplo.

Mateus está preso em São Paulo desde fevereiro, após ficar um ano foragido. O juiz determina que ele permaneça preso até o julgamento. Procurada na quarta-feira (07/08), a defesa do atropelador informou que não iria comentar o assunto porque ainda não foi intimada oficialmente da decisão.

Duas testemunhas devem ser acionadas, conforme orientação da Justiça, por meio de inquérito policial por crime de falso testemunho. Eles supostamente mentiram nos depoimentos para tentar proteger Mateus. A divergência é sobre a quantidade de álcool ingerida pelo réu.

O que diz a defesa da família das vítimas

O advogado Cristiano Joukhdar, que representa a família das vítimas, considera que ao definir o julgamento por juri popular, a Justiça reconheceu que o réu agiu com dolo eventual.

"A sentença corresponde às expectativas dos familiares que aguardará a designação de julgamento perante o júri popular, ocasião em que trabalharemos pela condenação do acusado por homicídio doloso", disse a defesa das famílias em nota.


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