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02 08 2019 policia trabalho escravoO Ministério Público do Trabalho divulgou um relatório parcial a respeito da investigação sobre as condições a que eram submetidos empregados de dois restaurantes de culinária japonesa de São José dos Campos, alvo de uma operação conjunta realizada na última semana.

Segundo a parcial, foram constatadas irregularidades nos alojamentos e a forma de aliciamento dos trabalhadores estão sob suspeita, mas não foram encontradas provas suficientes para confirmar a suspeita de que os funcionários estavam em condições análogas à escravidão. As investigações continuam.

De acordo com os órgãos, as casas situadas nos bairros Jardim Esplanada e Bosque dos Eucaliptos abrigavam juntas mais de 30 funcionários.

As moradias tinham lixo nos cômodos, mofo, mau-cheiro e banheiros sem higienização.

"A fiscalização constatou inadequações nos alojamentos dos trabalhadores, e os empregadores serão notificados a comparecer no Ministério Público do Trabalho. As questões relativas à vinda de trabalhadores de outras regiões do país à cidade de São José estão sendo apuradas", diz a nota do MPT.

Após a operação, pessoas ligadas aos restaurantes negaram irregularidades.

Em maio de 2017, um restaurante de Campinas, integrante da mesma rede analisada na investigação, foi interditado por abrigar os funcionários em alojamentos em condições insalubres.

Inicialmente, a investigação suspeitava que os estabelecimentos integravam uma rede que atua em todo o estado.

Combate

Após a força-tarefa que investiga restaurantes em São José acusados de manter funcionários em condições 'degradantes e insalubres', a Secretaria estadual de Justiça e Cidadania deve criar um Núcleo Regional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo para atender a RMVale.

O núcleo regional terá sede em São José dos Campos e vai atender toda a região. A conclusão está prevista para acontecer entre os meses de setembro e outubro.


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