bn cmc 26 08 2019        an luiz octavio        bn pref crz setembro 2019

 

02 08 2019 mundo trump tarifa chinaO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na última quinta-feira, 1º de agosto, a imposição de uma tarifa de 10% sobre US$ 300 bilhões em produtos importados da China. Segundo Trump, a medida entrará em vigor em 1º de setembro e afetará mercadorias que ainda não haviam sido alvo de ação similar dos americanos.

Com a decisão, todos os produtos exportados pela China para os Estados Unidos passam a ser taxados, com tarifas que vão de 10% a 25%.

A jornalistas, Trump afirmou que essa tarifa adicional terá um curto período de duração, mas poderá ser gradualmente elevada a 25%. Ele reconheceu que a decisão protecionista vai ter impacto nos mercados acionários, mas que haverá recuperação.

Em uma rede social, Trump disse que uma comitiva americana acabou de retornar da China, onde teve "conversas construtivas" relativas a um acordo comercial futuro. "Nós pensamos que faríamos um acordo com a China há três meses, mas, infelizmente, a China decidiu renegociar o acordo antes de assiná-lo", criticou. "Mais recentemente, a China concordou em comprar produtos agrícolas dos EUA em grandes quantidades, mas não fez isso."

Trump ainda comentou o fato de que o presidente da China, Xi Jinping, teria anunciado a interrupção da venda do medicamento Fentanyl aos EUA, usado para aliviar dores, mas que causa dependência. O presidente americano criticou que isso ainda não ocorreu, enquanto "muitos americanos continuam morrendo".

As conversas sobre o comércio bilateral continuam, segundo Trump, mas enquanto isso ele decidiu pela nova tarifa. Ela não inclui os US$ 250 bilhões em produtos chineses já tarifados em 25%, explicou. "Nós estamos ansiosos para prosseguir com nosso diálogo positivo com a China sobre um acordo comercial abrangente e sinto que o futuro entre nossos dois países será brilhante", comentou Trump.

Uma nova rodada de negociações com autoridades chinesas deve ocorrer em setembro, segundo o presidente, que enfatizou que não fará concessões relacionadas à gigante tecnológica Huawei. "Não permitiremos que Huawei entre no nosso país", declarou.

A nova tarifa deve atingir uma ampla série de produtos de consumo do americano, de celulares a lenços de seda. Em decisões similares anteriores, o governo americano havia imposto tarifas voltadas a minimizar o impacto sobre os cidadãos comuns, com foco em produtos industriais.

A última vez que o governo americano anunciou medidas protecionistas contra a China foi em maio, quando as taxas de importação sobre US$ 250 bilhões em produtos passaram de 10% para 25%.

Mercado. O temor com uma nova escalada da guerra comercial fez as Bolsas americanas caírem ontem. O índice Dow Jones fechou em queda de 1,05%, aos 26,6 mil pontos, enquanto o Nasdaq recuou 0,79% para 8,1 mil pontos. O S&P 500 caiu 0,90% para 2.9 mil pontos, fechando pelo segundo dia consecutivo abaixo da marca psicológica de 3 mil pontos.

No Brasil, as declarações de Trump reduziram o otimismo do mercado, que havia começado o dia animado após o Banco Central ter anunciado, na quarta-feira, 31, o corte na taxa básica de juros. Pouco antes do anúncio do presidente americano, o Ibovespa (principal índice da Bolsa) avançava 2,2%. Após a medida protecionista ser divulgada, porém, O Ibovespa encerrou o pregão com alta de 0,31%.

O dólar também avançou e fechou em alta de 0,71%, cotado a R$ 3,84, maior valor desde 2 de julho.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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