01 07 2019 brasil balao fab 01Em média, a cada 8 horas um balão foi flagrado por pilotos de aviões ou controladores de voo no país nos primeiros 6 meses deste ano. Foram 553 balões avistados e informados ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) da FAB (Força Aérea Brasileira), o equivalente a 56% dos 971 casos registrados em 2018.

Só em São Paulo, foram 303 ocorrências neste período, sendo que 48% dos casos foram registrados na área do aeroporto internacional de Guarulhos.

A prática de soltar balões é considerada crime, pelo risco de causar incêndios e também prejudicar o tráfego aéreo, colocando em risco aviões e helicópteros.

Pela lei ambiental, a prática pode resultar em pena de um a três anos de prisão e pagamento de multa. Já por oferecer risco ao espaço aéreo, a pena pode chegar a até 12 anos de prisão.

Em 11 de julho, por exemplo, um piloto da Gol chegou a informar em relatório enviado ao Cenipa a presença de 10 balões nas proximidades do aeroporto de Congonhas, forçando-o a fazer uma manobra de desvio. Os balões teriam afetado, ainda, outras três aeronaves na mesma rota.

Além deste caso, neste último final de semana ao menos três incêndios foram registrados na cidade de São Paulo. A suspeita é de que foram provocados por balões que caíram e pegaram fogo.

Em um dos casos, um balão solto em uma das casas vizinhas chegou a destruir um galpão comercial. Um dos homens que soltaram o balão foi preso pela polícia no domingo (30/06).

Na sexta-feira (28/06), a Polícia Militar Ambiental chegou a fechar uma fábrica de balões na região da represa do Guarapiranga, na zona sul de São Paulo. Ninguém foi preso, mas o local foi periciado e dezenas de balões e materiais para fabricação foram apreendidos.

Histórico de acidentes pelo país

No ano passado, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) da Força Aérea Brasileira registrou 782 ocorrências de balões no espaço aéreo brasileiro.

Segundo especialistas, o impacto de um balão com uma aeronave pode danificar sua fuselagem, turbinas, hélices e atrapalhar o funcionamento dos equipamentos de orientação.

Em 2011, um Airbus-319 com cerca de 200 passageiros colidiu com um balão após decolar do aeroporto do Galeão, no Rio. O balão provocou o entupimento das sondas “pitots”, que medem a velocidade do ar. Sem o registro, os computadores sofreram panes e perderam leitura de velocidade e altitude, semelhantes às sofridas pelo A330 da Air France, que caiu no Atlântico em 2009. O piloto teve que fazer pouso visual no aeroporto da Pampulha (MG) com auxílio da torre de controle.


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