26 06 020 regiao cacapava sargento braco soldadoUm ex-militar do Exército, que trabalhava em Caçapava, foi condenado a nove meses de prisão pelos crimes de ofensa e lesão leve após marcar o braço de um soldado com um estilete. A decisão é do Superior Tribunal Militar (STM), foi publicada na terça-feira (23/06) e mantém a condenação em primeira instância.

O ex-sargento justificou que o subordinado precisaria se lembrar do horário de um evento em uma "brincadeira". Os ministros do STM entenderam que, embora o sargento alegasse que foi uma brincadeira, o ato era considerado crime militar e deveria ser punido de acordo com o que prevê o Código Penal Militar (CPM).

O crime aconteceu após a ausência de três soldados a uma formatura realizada em junho de 2018, na 12ª Brigada de Infantaria Leve, em Caçapava. Ao entrar no alojamento para procurar os soldados, o sargento questionou por que eles faltaram.

Em seguida o ex-militar determinou que todos "pagassem" dez flexões. E pegou um estilete para escrever o numeral 1.000 no braço de um dos soldados. A justificativa foi que o soldado não se esqueceria mais do horário da formatura (10h).

Foi aberto um Inquérito Policial Militar para apurar o caso. Julgado pelo Conselho Permanente de Justiça (CPJ), o ex-sargento foi condenado a uma pena de nove meses de detenção, sendo concedido o benefício da suspensão condicional da pena pelo prazo de dois anos e o direito de recorrer em liberdade.

A defesa informou recorreu, mas a sentença foi mantida na instância superior. Embora ele tenha afirmado que o ocorrido não passou de uma brincadeira, o ministro relator do processo, Lúcio Mário de Barros Góes, não entendeu dessa forma.

Para o magistrado, o ex-militar agiu de forma consciente ao causar lesão corporal de natureza leve.


an paulo bento

an luiz octavio