an luiz octavio        an pref crz jan 2020

 

26 03 2020 regiao criar mais leitos internacaoO Vale do Paraíba e a região bragantina têm mais de 3 milhões de moradores e 5 mil leitos de internação. Esse número é menor do que o recomendado pelo Ministério da Saúde. Por isso, as prefeituras estão se mobilizando para criar mais leitos de internação e antecipar a abertura de Unidades de Saúde.

Um levantamento com base nos dados do Governo Federal sobre os leitos hospitalares disponíveis na região. Em média, a região tem menos de dois leitos para cada mil habitantes. O índice é menor do que o recomendado pelo Ministério da Saúde e é preocupante diante do cenário de pandemia:

Leitos na região: 1,7 leitos a cada 1 mil habitantes.

Número ideal, segundo o Ministério da Saúde: 2,5 leitos a cada 1 mil habitantes

De acordo com Ana Paula Oliveira, enfermeira especialista em Saúde Pública, se não houver prevenção, não será possível atender todos os doentes de uma só vez.

“Isso seria insuficiente. Até porque a gente tem uma perspectiva de ter números de pacientes extremamente graves que necessitem de internação hospitalar. Não podemos nos esquecer que não estamos tratando de uma única doença. Não podemos esquecer as outras doenças. Doenças como dengue, doenças respiratórias, doenças cardiovasculares, enfim, não é somente o coronavírus”, explica a enfermeira.

Situação em Pinda

Em Pindamonhangaba, o hospital que vai abrigar leitos de isolamento para pacientes com Covid-19 fica no bairro Cidade Nova. A Unidade de Pronto Atendimento começou a ser construída em 2014, ficou parada por quase dois anos e agora a prefeitura corre para tentar recuperar o tempo perdido.

“Temos ali, aproximadamente, uma previsão de 30 leitos, podendo chegar a 50, 60 leitos, dentro da UPA do Cidade Nova. São os leitos eletivos e estamos ampliando os leitos de terapia intensiva. Hoje nós temos disponíveis leitos de UTI adulto. São 10 na Santa Casa. E estamos assinando convênio para aumentar para 21 leitos de terapia intensiva”, explicou Valéria Santos, secretária de saúde de Pinda.

A secretaria de saúde espera entregar tudo até o dia 15 de abril. O município precisou desembolsar R$ 2 milhões para ampliação dos leitos na cidade. Mesmo assim, ainda há entraves na compra de equipamentos necessários em casos de emergência.

“O Ministério da Saúde fez a requisição de todos os respiradores que a fábrica vai produzir. Respiradores que têm em estoque e que vão produzir nos próximos 180 dias. Já estamos acionando o Ministério Público. Vamos entrar com pedido de liminar para que pelo menos esses respiradores que já estão comprados, sejam entregues”, acrescentou Valéria.

Taubaté

Taubaté tem 509 leitos de internação e uma população de cerca de 300 mil habitantes. Um prédio da cidade, que estava desativado desde 2017, com a mudança do Hemonúcleo, vai abrigar 40 novos leitos. Eles vão complementar os 178 já existentes no Hospital Universitário.

“Vai ter antecipação da inauguração da ala nova. E também a reestruturação para que se liberem novas alas. Embora sabemos que 5% da população poderá apresentar casos graves, a medida de evitar circulação é exatamente por isso. Porque os números referentes à população de qualquer cidade nos 5%, traduz uma necessidade de leitos muito superior a qualquer capacidade. Isso não é para Taubaté ou Vale do Paraíba. É para o mundo”, afirmou Rosa Celano, presidente do Comitê de Combate à Covid-19 de Taubaté.

A cidade declarou situação de emergência e montou um comitê de enfrentamento à doença para evitar que o atendimento de saúde entre em colapso. Até quarta (25/03) Taubaté tinha dois casos confirmados.

São José dos Campos

Com nove casos confirmados até a noite de quarta (25/03), São José vai fazer mudanças com a intenção de separar os tipos de atendimentos e abrir mais vagas.

“Estamos ampliando outro setor. Arrendando uma parte de um hospital privado de São José. Para levar a pediatria do Hospital Municipal para esse setor do privado. Para que toda essa área de pediatria se torne um Centro de Assistência ao Covid-19. A gente deve chegar a uns 200 leitos a mais aí. Não só no Hospital Municipal. Mas Antoninho da Rocha Marmo, Hospital de Clínicas Sul e o Hospital Regional, devemos chegar perto de 200 leitos com esses hospitais”, explicou Danilo Stanzani Júnior, secretário de saúde de São José dos Campos.

Em cidades como Paraibuna, Jambeiro e Lagoinha, não existe nem mesmo um leito de internação e, nestes casos, os pacientes acabam sendo encaminhados para São José


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