an luiz octavio        an pref crz jan 2020

14 02 2020 regiao primeiro emprego salarioJonas Maurício, 18 anos, foi contratado pela primeira vez na vida em outubro do ano passado. Ele trabalha em uma empresa que presta serviço para escritórios na região. O salário é o menor da firma.

"Faz parte para quem está entrando no mercado", resigna-se o contratado.

Levantamento de OVALE com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, mostra que o rendimento do jovem trabalhador não é exceção, mas regra.

O salário do 1º Emprego no Vale fechou 2019 com média de R$ 1.400, o que representa 21% a menos do que ganhou, em média, um trabalhador com experiência --R$ 1.766.

Mas a diferença pode ser ainda maior. No Vale, ela chegou a 75% no ano passado, caso da carreira de desenhista técnico. O salário médio para quem entrou no mercado pela primeira vez foi de R$ 855, ao passo que um profissional experiente ganhou, em média, R$ 3.394.

Ao todo, 64 carreiras tiveram salário médio 50% acima do valor pago no 1º Emprego. Outras 173 funções ganharam entre 49% e 20% acima do salário do trabalhador inexperiente.

O 1º Emprego conseguiu equiparidade em outras 136 profissões, a maior parte delas com baixa exigência de qualificação, como faxineiro, chapeiro e embalador.

Mas há situações em que a qualificação de quem entra e de quem já está no mercado não é tão distante, o que reduz o fosso entre os salários.

Na região, foi o caso de advogado, orientador educacional e educador social, todos com diferença abaixo de 20% entre o salário médio do 1º Emprego e o do trabalhador com experiência.

"Quanto maior a qualificação, mais a chance de conseguir emprego com um bom salário. É uma maneira de o jovem se diferenciar no mercado", disse Savana Pinheiro, coordenadora de agência de emprego.

De acordo com o economista Edson Trajano, do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté), o setor de atuação do empregador influencia no salário para o jovem trabalhador. "Indústria normalmente paga melhor do que comércio e serviços".

Em 2019, entrada de jovens no mercado sofre queda no Vale, aponta ministério

A modalidade do 1º Emprego caiu 1% em 2019 na comparação com o ano anterior, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia. Foi a 10ª retração consecutiva do ano passado, sempre considerando o saldo acumulado.

A boa notícia é que foi o menor percentual de retração. Entre janeiro e abril, a queda havia sido de 13%, a maior do ano.

Segundo o Caged, o 1º Emprego registrou 21,1 mil contratações em 2019 contra 21,3 mil em 2018 --206 admissões a menos. No mesmo período, o reemprego (desempregado que é contratado) subiu 6,36% no Vale, de 155,1 mil para 165 mil.


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