21 02 2019 cacambaA reunião entre empresários do setor de coleta de entulho com a secretária municipal de Meio Ambiente, Olívia Costa, na tarde de quarta-feira (20), frustrou expectativa de disponibilização de área para o descarte. Reflexo da paralisação determinada pela Polícia Ambiental, Cruzeiro começa a sentir o caos na limpeza pública. Em várias regiões da cidade, os detritos de limpeza de quintais e restos de obras começam a ocupar cada vez mais espaços nas calçadas e em lotes abertos.

Depois de ouvir da secretária Olívia Costa que a Prefeitura não dispõe de área para o descarte, os empresários foram ao encontro de vereadores durante a sessão ordinária de quarta-feira. Nova reunião está prevista para esta sexta-feira (22) no gabinete do prefeito Thales Gabriel.

Os “caçambeiros”, como são chamados os empresários do setor, utilizavam dois terrenos no Itagaçaba, sem licenciamento ambiental. Segundo as informações, a Polícia Ambiental está agindo por determinação do Ministério Público.

De acordo com as leis de proteção ambiental, os descartes de lixo residencial, industrial, hospitalar, de equipamentos eletrônicos e de construção civil somente podem ocorrer em áreas licenciadas por órgãos oficiais, dentre eles a CETESB.

A ação da Polícia Ambiental não afeta a coleta de lixo domiciliar e hospitalar porque a Prefeitura mantém contrato com empresas especializadas.

ÁREA APROPRIADA

Segundo pesquisas, por conta do revelo de Cruzeiro, torna-se difícil locar área sem riscos ao meio ambiente. O licenciamento impede o descarte em terrenos com minas ou cursos d’água, vegetação natural e inclinação acentuada.

COMODISMO

Os empresários do setor não podem negar que um dia a “bomba iria estourar”.

Der acordo com legislação, cada empresa deve possuir área própria ou, no sentido colegiado, área para uso comum. No entanto, desde que o serviço foi implantado, em 1995, o setor ficou atrelado à Prefeitura. Com a interdição do “lixão” no Itagaçaba, em 2009, os “caçambeiros” passaram a utilizar áreas irregulares até o embarco determinado há uma semana pela Polícia Ambiental.

PROVIDÊNCIA

O empresário Léo Carneiro, da Guenka Terraplanagem, comentou que projeta legalizar área própria para o descarte. No ramo de coleta há cerca de um ano, Léo também prevê a instalação de usina de trituração para a reutilização do entulho de construção. O empresário prevê os investimentos até o final de 2019.

REFLEXOS

O embargo está afetando o setor de construção civil. Ao menos dez projetos de demolição de antigas residências para edificação de novas estão suspensos.

Nas indústrias que utilizavam os serviços das empresas locais de coleta também já ocorre acúmulo nos pátios. Para remoção de pequenas quantidades, carroceiros mantêm o hábito de descarte em lotes abertos.


15 08 2020 regiao crz numero corona

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