02 01 2020 regiao crise rmvale riqueza estadualA crise econômica impactou na riqueza do Vale do Paraíba, de acordo com novo estudo da Fundação Seade e da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo). Trata-se do IPRS (Índice Paulista de Responsabilidade Social), com os dados definitivos para 2014 e 2016 e estimativas para 2018.

Entre 2014 e 2018, o indicador de riqueza da RMVale caiu de 42 para 40, com as seis cidades entre as 100 com maior riqueza do estado perdendo colocações no ranking.

O IPRS é baseado nos mesmos critérios do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e reflete a situação dos municípios nas dimensões riqueza, escolaridade e longevidade, contabilizando os 645 municípios do estado.

Os indicadores têm notas em uma escala de 0 a 100.

Segundo o Seade, a combinação das três dimensões permite classificar os municípios em cinco grupos: vulneráveis, em transição, equitativos, desiguais e dinâmicos.

No ranking da riqueza, a RMVale caiu da 5ª posição em 2014 para a 6ª em 2018, sendo superado pelas regiões de São Paulo, Baixada Santista, Campinas, Ribeirão Preto e Barretos --esta última foi a que tirou a quinta colocação do Vale.

O indicador de riqueza leva em conta quatro critérios: PIB (Produto Interno Bruto) per capita da região (R$ 43.734 em 2018, quarto maior do estado), a remuneração dos empregados e aposentados (R$ 1.181), consumo residencial de energia elétrica (2,5 MWh) e consumo de energia elétrica na agricultura, comércio e serviços (14,1 MWh).

A RMVale tem seis cidades entre as 100 do estado com maior indicador de riqueza: São Sebastião (8º lugar e indicador 54), Ilhabela (13º/52), São José dos Campos (78º/43), Aparecida (80º/42), Campos do Jordão (84º/42) e Caraguatatuba (85º/42).

Há cinco anos, Taubaté ocupava a 75ª posição com indicador de 44. Em 2018, caiu para a 118ª, com 41 de nota.


an paulo bento

an luiz octavio