bn luiz octavio mega feirao nov 2019   bn pref crz 24 09 2019   an pao quente 01

03 12 2019 regiao sjc felicio mantem previsaoO prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), voltou a afirmar que a previsão de entrega do Arco da Inovação e da Via Cambuí está mantida para o fim de dezembro. "Continuamos trabalhando com esse prazo, pois temos compromisso com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento, que financia as duas obras), as próprias construtoras têm compromisso conosco.

Estamos trabalhando com esse prazo nas duas obras", disse o tucano, em entrevista na última quinta-feira.

Pela primeira vez, no entanto, o prefeito admitiu a possibilidade de as obras, que estão com o cronograma atrasado, não serem entregues no prazo.

"Estamos trabalhando com esse prazo [do fim de dezembro]. Essa é nossa meta, esse é nosso foco, esse é nosso objetivo. Eventualmente, em meados de dezembro, se a gente tiver uma posição diferente dessa, nós vamos procurar a imprensa e relatar".

Dessas duas obras, a mais atrasada é a do Arco da Inovação. Iniciada em 2 de julho de 2018, a construção deveria ter sido concluída em 2 de setembro de 2019. Até a última medição oficial divulgada, de 2 de outubro, apenas 51,77% do serviço havia sido executado. Inicialmente orçada em R$ 48,5 milhões, a construção da ponte estaiada irá custar ao menos R$ 50,356 milhões.

Já o atraso da obra da Via Cambuí é menor. Iniciado em 2 de fevereiro de 2018, o serviço deveria ter sido concluído até 2 de outubro de 2019. Segundo a última medição oficial, de 30 de setembro, o índice de execução era de 83,86% (a obra deveria ter atingido 100% dois dias depois, de acordo com o contrato).

O custo dessa obra, que inicialmente seria de R$ 90,39 milhões, será de ao menos R$ 101,63 milhões.

Com 8,6 quilômetros de extensão, a Via Cambuí deverá tornar mais rápida a ligação entre as regiões sudeste, leste e central. Segundo estimativa da prefeitura, um trajeto que leva até 40 minutos hoje, em horário de pico, passará a ser feito em oito minutos.

Fatores como chuvas, imprevistos e até paralisação judicial atrasaram obras

No caso da ponte estaiada, o governo Felicio credita o atraso no cronograma ao período de chuvas e a interferências das redes subterrâneas, que não estavam previstas inicialmente. A gestão tucana também cita a paralisação judicial dos serviços, que embora tenha durado apenas 11 dias, teria gerado a desmobilização de profissionais, máquinas e equipamentos. Já no caso da Via Cambuí, são citados itens que não estavam previstos no projeto inicial, como a rotatória da Avenida Madre Tereza de Calcutá, no acesso do Santa Cecília; a alça de acesso na Avenida Glaudiston de Oliveira, no Putim; e rotatória e duplicação no acesso à Igreja da Cidade.


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