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01 10 2019 regiao jacarei cpi investigaO prazo para conclusão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga administrativamente o sumiço de R$ 317 mil da conta bancária da Câmara de Jacareí foi prorrogado. A partir desta terça-feira (1° de outubro) o procedimento passa a ter mais 60 dias para ser concluído.

Toda a apuração do legislativo corre em segredo. O caso completou um ano na última sexta-feira (27/09) sem restituição dos valores ou conclusão sobre responsabilidades pelo desvio.

Além da apuração interna da casa, o estelionato é alvo de um inquérito da Polícia Civil, que apontou que o destino do dinheiro foram seis contas nos estados do Pará, Goiás e no Distrito Federal.

A CPI, que teve início em março com prazo de 180 dias para conclusão, foi prorrogada a partir de um pedido do presidente da investigação, o vereador Paulinho dos Condutores (PL). "Como é uma questão muito polêmica, queremos fazer a apuração sem pressa. O processo de inquérito está caminhando e a CPI é mais uma questão interna para esclarecermos", disse.

Em novembro de 2018 a Câmara apresentou um relatório de procedimentos adotados no caso, como o registro de um boletim de ocorrência e manifestação por escrito dos servidores que tiveram contato com a ocorrência.

Inicialmente o caso era investigado como um possível ataque hacker, mas a apuração da polícia identificou que o desvio do dinheiro foi feito por uma ação de estelionato. Ninguém foi punido até o momento.

Inquérito

A Polícia Civil informou que aguarda os retornos das cartas precatórias enviadas às polícias locais para que os suspeitos, donos das contas bancárias que receberam os R$ 317 mil fracionados, sejam ouvidos.

O sigilo das contas foi quebrado. Uma delas é de Belém (PA), duas são de Brasília (DF) e outras duas são de Formosa (GO). O maior depósito foi de R$ 49 mil e as contas são de diferentes bancos. Caso seja comprovado que os titulares participaram da ação, eles podem responder por estelionato.

Investigação

Segundo a investigação criminal apurou, todas as transferências foram feitas pela internet usando o token, que é o sistema de segurança fornecido pelo banco aos clientes. Esse sistema obriga a validação das transações - o banco defende que essa manobra de segurança foi feita regularmente e não por meio de fraude ou violação do sistema.

A apuração concluiu que a pessoa que fez as movimentações bancárias tinha acesso aos dados da conta, já que solicitou com as transferências o valor total que havia na conta.


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