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01 10 2019 regiao aparecida ponto alto basilicaCom mais de 100 metros de altura, a "torre do relógio" do Santuário Nacional é o ponto mais alto do maior templo católico do país e guarda curiosidades. Uma delas é que a construção foi um presente do então presidente Juscelino Kubitscheck, que em 1958 esteve na basílica para comemorar o próprio aniversário, e doou a pedido de um arcebispo a estrutura metálica do prédio à igreja.

A inauguração foi janeiro de 1961.

Hoje, a imponente torre abriga os setores administrativos da igreja, um museu, e no 18º andar um mirante que é um dos principais atrativos do templo. O último é o local predileto quem quer fotografar ou ter uma vista aérea da região. A vista do alto é de 360º.

Segundo a historiadora Tereza Pasin, a estrutura ganhou o nome de 'torre Brasília' em homenagem ao presidente.

"O que sabemos é que Juscelino, que era nascido em Diamantina, Minas Gerais, tinha uma relação próxima com o cardeal Dom Carmelo, também mineiro, de Bom Jesus da Lapa. Numa das visitas do presidente a Aparecida, o cardeal pediu a ele uma colaboração para as obras do santuário e foi atendido", disse.

Segundo a administração do santuário, a torre pesa 1,5 milhão de quilos e, para a construção foram usadas 12 mil sacas de cimento. Na época, o custo foi de R$ 40 milhões de cruzeiros - menos de R$ 15 mil na conversão atual para reais. A construção teve a orientação de engenheiros americanos. O relógio, feito em Madri, só foi instalado na estrutura em 2007.

No topo da torre estão uma cruz e uma relíquia - um pedaço de madeira da cruz em que, segundo a Igreja, Jesus foi crucificado. Também estão no local uma medalha de Nossa Senhora Aparecida e o Agnus Dei, que é uma pequena medalha feita de cera de círio pascal e abençoada pelo Papa.

Obra de arte

No hall da torre, uma obra de arte, feita por um dos maiores artistas sacros brasileiros, Claudio Pastro, é carregado de simbologia. Ele fez o chamado 'painel dos peregrinos'.

Segundo a historiadora, o destaque é a pintura de uma mulher que carrega galinhas em uma cesta. "O Claudio Pastro trabalhava no painel quando uma senhora pobre se aproximou e entregou dinheiro a ele, por entender que ele era um funcionário da basílica. Ela contou que vendia ovos e galinhas e aquele era o dinheiro que ela juntou de dois anos de trabalho. Essa história sensibilizou o artista, que a desenhou no painel", disse Tereza Pasin.

Serviço

O mirante e o museu de Aparecida funcionam de segunda a sexta-feira das 9h às 16h30; sábados das 7h às 18h; domingo das 7h às 15h30 e feriados das 8h às 16h30. A entrada custa R$ 8. Os visitantes que quiserem incluir uma subida à cupula do templo vão pagar R$ 15.

Pessoas acima dos 60 anos, estudante com carteirinha e crianças de seis a 12 anos, pagam meia entrada. Crianças abaixo de cinco anos não pagam. O ingresso é comprado na hora nas bilheterias da torre ou da cúpula.


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