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30 09 2019 regiao vale silicioAo lado do Parque Tecnológico, que já é referência nacional, o ‘Startup São José’ surge como um novo espaço para abrigar empresas de base tecnológica interessadas em desenvolver produtos inovadores. Trata-se de iniciativa da Prefeitura de São José que transformará a antiga Casa do Café, no Parque da Cidade, na zona norte, em um espaço moderno e capaz de abrigar startups iniciantes.

A inauguração está marcada para 16 de outubro.

Inicialmente, o espaço deve abrigar entre seis e 10 startups, número que pode crescer rapidamente. Há um edital aberto para empresas interessadas e parceiros que participarão das atividades de aceleração e mentoria.

O investimento foi de R$ 400 mil e o espaço comporta até 140 pessoas. “Faz todo sentido do mundo investir em startups ou mesmo em pessoas que estejam, ainda que embrionariamente, desenvolvendo alguma ideia criativa de potencial de mercado”, disse Alberto Alves Marques Filho, secretário de Inovação e Desenvolvimento Econômico de São José.

A ideia é ser uma usina de criatividade complementar ao Parque Tecnológico, apostando em empresas menores e com projetos relevantes para o município.

“No mundo de hoje, as relações estão diferentes, os empregos formais são cada vez mais escassos e pessoas estão empreendendo muito mais. É assim em todo mundo e algumas cidades estão se destacando nessa capacidade de gerar novos negócios, e assim novos postos de trabalho e geração de riqueza”, disse o secretário.

Parque

Coordenador do Nexus, hub de inovação do Parque Tecnológico, Alexandre Barros conta que 50% das startups da região com mais de 15 funcionários e faturamento acima de R$ 5 milhões foram formadas no parque.

“Apoiamos a comunidade, fortalecemos o ecossistema de São José para ganhar novos espaços no cenário nacional, trazendo investimentos, novas startups e empresas grandes que querem inovar.”

Segundo Barros, as startups e a economia criativa se caracterizam pela agilidade em mudar de rumo e adotar novas dinâmicas, exigência de um mercado em mutação. “São empresas novas, dinâmicas e ágeis na tomada de decisão e planejamento, com foco no problema e no cliente. Isso puxa a inovação”.

Criada em São José, startup Guichê Virtual chega a 1 milhão de bilhetes

Plataforma com tecnologia de computação em nuvem que permite vender passagens rodoviárias online, o Guichê Pass atingiu um milhão de bilhetes eletrônicos emitidos pelo ‘Guichê Estrada’. A meta é que o sistema substitua os bilhetes de papel.

A novidade é a independência dos passageiros em relação às rodoviárias. Quem compra a passagem online ou em outro ponto de venda pode embarcar direto no ônibus. “Expectativa é que diversas empresas instalem e utilizem no Guichê Estrada a bordo em suas viagens”, disse Halyson Valadão, CMO do Guichê Virtual.

A startup surgiu em 2013, em São José dos Campos, criada por ex-alunos do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) para tornar-se líder na venda online de passagens de ônibus.

Conectando alunos a instituições, a ‘Quero Educação’ vai debater o ensino

Única startup brasileira selecionada para participar da primeira edição do YC’s Growth Program, programa de aceleração da Y Combinator, uma das maiores incubadoras e aceleradoras de startups do Vale do Silício (EUA), a QueroEducação, de São José dos Campos, realizará a quarta edição do ‘Quero Captação’, evento destinado a discutir ideias para a modernização do ensino brasileiro.

O evento será em 25 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, e contará com nomes como do filósofo Luiz Felipe Pondé, do economista Ricardo Amorim e do fundador da Arco Educação, Ari de Sá Neto.

São esperadas 1.200 pessoas. “Movimentar esse mercado é garantir que o setor siga em crescimento”, disse Raphael Tavares, da Quero Educação.

Startup do Vale gerencia 99 mil perfis nas redes

O que têm em comum um pipoqueiro da Baixada Fluminense e a Nutella? E a apresentadora Ana Maria Braga e um cabeleireiro do Complexo do Alemão? Discovery Channel e manicure de comunidade?

O elo entre eles está instalado em um prédio na região oeste de São José dos Campos e responde pelo nome de mLabs --com o “m” minúsculo. A empresa criou plataforma de gestão de redes sociais para, por meio de uma única ferramenta, permitir ao cliente gerenciar todas as suas redes sociais, incluindo monitoramento de dados analíticos e dos relacionamentos.

“É possível ler e responder comentários, mensagens diretas, tudo em único lugar. Isso economiza um tempo absurdo. A plataforma entrega produtividade”, diz o publicitário Rafael Kiso, 36 anos, CMO (Chief Marketing Officer) da mLabs. “Redes sociais são o futuro”.

A ideia surgiu em 2011 para atender os pequenos negócios. Na época, a rede social mais usada, o finado Orkut, não inspirava confiança e o negócio não atraiu investidores. Em 2014, Kiso e o irmão apostaram suas próprias economias para testar a ideia. A primeira versão foi lançada em agosto de 2015, e deu errado. Foi preciso explicar melhor o conceito da mLabs.

“Mantivemos a ferramenta e mudamos o foco da comunicação. Focamos em pequenas agências e, em um ano, atingimos o ponto de equilíbrio da empresa”, diz.

O negócio decolou a tal ponto que, atualmente, os números são superlativos: 99 mil perfis ativos gerenciados pela plataforma mLabs, para mais de 30 mil clientes no Brasil e até no estrangeiro. “Entendemos que poderíamos ser uma startup de impacto social, ajudando os pequenos negócios”, afirma Kiso.

Embora os pequenos negócios sejam o alvo da mLabs, a plataforma é capaz de gerenciar as redes sociais de gigantes como a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). E todos pagam o mesmo: R$ 29,90 por mês, tudo feito online. “É democrática nesse ponto e não é impeditivo para os pequenos”, diz Kiso.

Com 43 funcionários, a empresa irá receber um investimento de R$ 4 milhões e pretende chegar a 70 empregados até o final de 2019, com a meta de atingir 100 pessoas, para 1 milhão de clientes.

Empresa em São José usa fibra ótica para segurança em condomínios

Tecnologia e inovação são palavras associadas ao desenvolvimento de aplicativos. Mas não só. Em São José, a empresa MODU usa desses conceitos para fornecer solução de segurança privada (condomínios e imóveis) com fibra óptica inteligente, com diferenciais como facilidade de implantação, precisão no monitoramento e preservação da arquitetura do perímetro.

Trata-se de pioneirismo na proteção perimetral por fibra óptica, utilizada pela primeira vez na segurança privada. “A fibra ótica é muito pequena e não carrega energia, não sofrendo com raios. Tem capacidade de detecção e de prever o que vai ocorrer”, conta Eduardo Ramalho, diretor da MODU. “É um mercado gigantesco a ser explorado”.

Vale impulsiona startups

Ele adotou o sobrenome de uma lenda da tecnologia, embora da ficção. Rafael Stark é formado no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José dos Campos, e criou o ‘Stark Bank’, startup para revolucionar o sistema financeiro no Brasil.

É uma ferramenta de ‘open banking’ que simplifica a transferência de dinheiro e a emissão de boletos bancários, serviços indispensáveis às empresas. A plataforma permite ter tudo em um único lugar e reduzir as tarifas.

“O mercado financeiro está na década de 1990, dominado por intermediários caros e ineficientes. E se as empresas pudessem fazer suas operações sem a necessidade de um banco e pagando centavos por isso? Criei uma empresa para resolver este problema”, conta Rafael Castro de Matos, conhecido no mercado como Rafael Stark.

Além de método antigo, os processos financeiros custam tempo de funcionários. Ao cresceram, as empresas têm cada vez mais gastos com pagamentos e transferências.

Segundo Stark, a startup opera num sistema automatizado que simplifica as transações. “Por meio da API (Application Programming Interface), permite-se que a empresa se conecte diretamente ao sistema, sem qualquer outro intermediário”. “Sem pessoas envolvidas no operacional, apenas com robôs, mitigando os possíveis riscos de erros humanos e fraudes nos arquivos de remessa e retorno”, completa o CEO da empresa.

Segundo ele, os custos podem cair tremendamente para as médias e grandes empresas. “A redução de custos faz muita diferença quanto maior for a movimentação financeira”, explica Stark.

Drones

Com pouco mais de um ano de incubação no Parque Tecnológico de São José dos Campos, o engenheiro cartógrafo Elton Neves Brandão transformou a Smart Drones numa empresa rentável, a ponto de deixar o antigo emprego e apostar no negócio inovador.

A empresa nasceu em maio de 2018 e finalizou o contrato com o PqTec em agosto deste ano. A fase agora é de encontrar uma nova sede para manter a produção de soluções para drones atuarem na área de energia e mapeamento.

Brandão conta que a empresa cria softwares e sistemas para registro de dados captados pelo drones, utilizados em áreas como inspeção de linhas de transmissão, hidrelétricas e reservatórios e mapeamentos.

“A inspeção é feita pelo drone e criamos a plataforma onde os dados podem ser recebidos e organizados”, explica o engenheiro. “São José tem ambiente ideal para empresas de tecnologia, mas o país é que não está num bom momento, está atrasado.”


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