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28 09 2019 regiao sjc nome viadutoA Câmara de São José dos Campos aprovou na noite de quinta-feira (26/09), em votação por unanimidade, o projeto que homenageia o ex-senador Romeu Tuma, que morreu em 2010, com o nome do viaduto da Via Cambuí, que passa sobre a Via Dutra.

Tuma foi diretor-geral do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), entre os anos de 1977 e 1982, na Ditadura Militar. O órgão era um dos principais braços da repressão a opositores políticos do regime.

Em São Paulo, a aprovação de uma lei em 2017, para dar o nome do ex-senador à antiga Ponte das Bandeiras, gerou polêmica. O então prefeito João Doria (PSDB) se recusou a sancionar o texto e o Ministério Público chegou a ajuizar uma ação para tentar barrar a mudança de nome, mas o Tribunal de Justiça negou.

Autor do projeto em São José, o vereador Juvenil Silvério (PSDB), que apresentou a proposta em agosto de 2018, disse não ter acompanhado a polêmica na capital e minimizou o caso. "Eu só tenho na minha memória o Romeu Tuma senador. A história dele antes, como delegado de polícia, eu não conheço".

O ex-vereador João Bosco da Silva, que foi perseguido durante a ditadura, criticou a aprovação do projeto. "É importante a sociedade saber o que significou a Ditadura Militar. Foi um período de falta de liberdade, perseguição política, sequestro e assassinato de opositores. Não faz sentido ter, numa via de São José, o nome de alguém que tenha vínculo com o aparelho repressivo", argumentou Silva, que é autor da lei de 1984 que mudou o nome da então Avenida Presidente Médici, em referência ao presidente militar de 1969 a 1974, para Avenida Senador Teotônio Vilela.


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