02 04 2019 regiao taubate combustivelA Câmara de Taubaté abriu uma nova licitação para a compra de combustível para a frota oficial. O edital prevê a aquisição de 72 mil litros durante 12 meses, sendo 36 mil litros de gasolina e 36 mil litros de etanol.

O montante representa uma redução de 60% em relação ao volume de combustível previsto no contrato atual, firmado em 2014 e que não pode mais ser prorrogado.

O contrato firmado há cinco anos previa a compra de 180 mil litros a cada 12 meses, sendo 100 mil de etanol e 80 mil de gasolina.

O pregão para definir a empresa que fornecerá o combustível à Câmara será realizado na quinta-feira. O valor máximo para o litro da gasolina será de R$ 4,219. De etanol, R$ 3,085. Vencerá a concorrência quem oferecer o menor preço.

Ecos da farra

A redução no novo contrato de combustível entra para a lista de medidas adotadas pelo vereador Boanerge dos Santos (PTB), que assumiu a presidência da Câmara em janeiro, em resposta ao escândalo da 'Farra das Viagens', revelado pelo jornal em julho de 2018, quando a Casa era comandada por Diego Fonseca (PSDB).

O caso, que é investigado pelo Ministério Público nas esferas cível e criminal, envolve 14 parlamentares, sendo 13 vereadores e um suplente. No fim do ano passado, após recomendação da Promotoria do Patrimônio Público, eles já devolveram mais de R$ 14 mil que haviam recebido em 70 viagens com irregularidades.

Assim que assumiu a Câmara, Boanerge enviou 12 dos 20 veículos e 13 dos 21 motoristas do Legislativo para a prefeitura.

A Casa também rescindiu o contrato de aluguel de um imóvel que era utilizado como garagem. O custo era de cerca de R$ 60 mil por ano.

Outras medidas adotadas foram os cortes de 50% nos contratos de fornecimento de combustível (que custaria R$ 391 mil em 12 meses) e de serviços como alinhamento, balanceamento e cambagem (que custaria R$ 7,5 mil em 12 meses), e também na cota mensal de combustível de cada gabinete (passou de 600 litros para 300 litros).

Com esse conjunto de medidas, a Câmara espera economizar mais de R$ 1 milhão por ano.

Contra-ataque

Após o corte de veículos e também de motoristas, Boanerge, que não está envolvido na 'Farra das Viagens', passou a ser criticado publicamente por outros vereadores, citados no escândalo. Eles alegavam que a medida dificultaria a atuação dos parlamentares.

O petebista também foi alvo de ações judiciais movidas pelos motoristas da Câmara e por advogados que representam esses servidores.


an paulo bento

an luiz octavio