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13 03 2019 regiao forca tarefaUma força-tarefa para integrar os órgãos de segurança e aproximar a sociedade civil da Polícia Militar estão entre as principais estratégias do novo comandante da PM na RMVale, coronel José Eduardo Stanelis de Aquino.

O oficial, que comanda o desafio de reduzir a taxa de homicídios na região mais violenta do interior do estado de São Paulo, afirmou em entrevista a OVALE que o problema deve ser trabalhado com a participação de todas as corporações de proteção ao cidadão.

"Nossa ideia é que todos os órgãos de segurança participem desse trabalho de redução de homicídios. Ainda existe um trabalho muito grande a ser feito, e, com a participação de todos, a coisa se torna muito mais fácil", disse o comandante.

As ações devem ser trabalhadas com as Polícias Militar, Civil, Rodoviária (Estadual e Federal), Federal, com agentes das Guardas Municipais e atuações em conjunto com as prefeituras. A atuação deve ser uma alternativa enquanto a região permanece atuando com um déficit de 700 policiais militares.

"Existe o possível e o ideal: o ideal seria o completamento do efetivo, mas a gente sabe que existem questões financeiras", afirmou. "Acho que a primeira fase deveria ser a unificação dos órgãos para que todos trabalhassem juntos e começar a dar aquela melhoradona na segurança", continuou o comandante da PM.

Para o coronel, o trabalho em conjunto com as demais polícias também deve ser importante no combate ao tráfico de drogas. "Você prende muito o pequeno traficante, mas ele rapidamente é libertado (...). A gente tem que começar a atacar aonde a coisa funciona, no grande empresário, no mega empresário", explicou.

Sobre os ruídos ligados à integração entre as polícias na região, o comandante afirmou que logo na segunda-feira, seu primeiro dia no comando, foi até o Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) para dar início ao estabelecimento de relações com as outras corporações.

"A conversa e essa junção de forças é muito importante. Vamos expandir as reuniões de trabalho, almoços, para quebrar o gelo", afirmou.

Planos

Entre as prioridades do comandante, além da redução dos homicídios, está a criação de um programa de proteção à mulher. Segundo ele, o projeto consiste no treinamento de policiais mulheres com psicólogas para atender e realizar visitas frequentes às vítimas de violência.

Os planejamentos do comandante ainda incluem a intensificação do programa 'Vizinhança Solidária' e o policiamento comunitário, para que a relação da sociedade civil com a Polícia Militar possa atingir níveis de proximidade maiores.

"O policiamento comunitário tem uma característica muito especial: O policial fixado naquela região é o policial amigo da população. Todo mundo conhece o policial, ele conhece as rotinas, tem uma atividade preventiva muito grande", afirmou o coronel, que ainda deve trabalhar na ampliação do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas) e no núcleo de mediações comunitárias, dedicado à soluções de conflitos.

Sobre a criação de mais um BAEP (Batalhão de Ações Especiais da Polícia) na RMVale, promessa de governo durante a campanha eleitoral de João Doria (PSDB), o coronel afirmou que o projeto integra uma série de estudos que ainda estão sendo realizados pelo governo em vigência.


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