30 07 2020 regiao guara alessandra masterchef“Participar do MasterChef Brasil é surreal”. Essa foi a frase repetida várias vezes por Alessandra, após se tornar a terceira campeã da temporada 2020, no episódio que foi ao ar nesta terça, 28, na Band.

Consagrada por sua massa, a cozinheira amadora – que garante não ter treinado para o programa – nasceu em Lambari, no interior de Minas Gerais, e explica o porquê da vitória ter um sabor tão especial: “Cresci em uma cidadezinha com 2.500 habitantes. Lembrar da minha infância e, agora, estar aqui é incrível”.

Há 27 anos morando em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, foi nesta cidade que a secretária escolar se casou e criou os filhos, Lucas e André, e onde recebeu o incentivo para participar do MasterChef. A família e os amigos sempre notaram a alegria de Alessandra na cozinha, preparando mil e uma receitas e, como ela mesma diz, “inventando moda”. “Quando não estou trabalhando, estou na cozinha. Às vezes, acordo 5h da manhã para fazer pão, torta, quiche e bolo.” As receitas (e experiências) da entusiasta a chef são divididas entre os amigos de trabalho, fazendo a alegria da escola. “Adoram quando chego com uma bandeja cheia de quitutes para experimentarem.”

Apesar de em casa já ter certa familiaridade com massas – graças a sua experiência em fazer lasanha, o prato favorito do marido e do filho – foi no programa que Alessandra cozinhou capeletti pela primeira vez. O bom resultado, segundo ela, foi reflexo do cotidiano, já que garante não ter treinado para a competição. “O meu treino é o dia a dia. Como tenho muitos afazeres, uso a minha rotina para treinar formas de me superar sempre e foi isso que mostrei no programa. Tento evoluir a todo momento e o meu prato mostrou quem eu sou.”

E se é possível sonhar acordada? Alessandra garante que sim. “Estar no programa é a realização de um sonho. Quando o programa começou no Brasil, eu dava palpite, dizia que se estivesse nele faria isso ou aquilo. Assisti à cada temporada com os olhos brilhando e imaginando ter um prato experimentado pelos chefs. Chegar aqui e escutar do Fogaça que, desde a primeira prova, ele viu em mim uma cozinheira, não tem preço. A satisfação é muito grande”, diz.

Embora leve o troféu para casa, a campeã afirma que se inscreveu no programa pela oportunidade de viver algo novo. “Quero ser feliz. Vim aqui despretensiosamente para me divertir e cozinhar, que é o que eu amo fazer. Nunca tinha entrado em uma cozinha industrial antes. Gosto da minha profissão, mas a culinária veio como uma forma de me encontrar, é uma terapia. Quando estou na cozinha, meus pensamentos ficam relaxados, eu divago, falo comigo mesma, fico muito tranquila. É um prazer, quase um SPA”, analisa.

Vitória garantida, a cozinheira espera abrir um restaurante quando se aposentar. “É o meu plano A. Pretendo servir comida reconfortante, de mãe, lá em Guaratinguetá. Quero algo aconchegante e pequeno. Ainda não idealizei os detalhes, mas será comida de casa com qualidade MasterChef”, celebra.

A curto prazo, no entanto, o objetivo é esperar a pandemia passar e celebrar com quem ama: “Vou fazer o capeletti em casa com certeza. Quando as minhas amigas e colegas de trabalho souberem da vitória, vão querer experimentar a receita”. Confraternizar, dar alegria aos alimentos e ter humildade para seguir aprendendo são as três coisas que não faltarão na cozinha de Alessandra a partir de agora. “A gente aprende todo dia um pouquinho e tem que saber ouvir, evoluir e, óbvio, ser feliz”, conclui. E fomos felizes com você, Alê.


an paulo bento

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