bn camara 05 2020

20 01 2020 brasil placas mercosulA partir do dia 31 de janeiro, o novo padrão para emplacamentos de veículos passa a ser obrigatório em todo o Brasil. O prazo foi estabelecido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em julho do ano passado, após adiamentos.

Nove unidades federativas já aderiram à nova Placa de Identificação Veicular (PIV): Amazonas, Bahia, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rondônia.

Nova placa

Ela será exigida para veículos novos, com primeiro emplacamento, para casos em que haja mudança de município ou estado e quando houver necessidade de substituição de qualquer uma das placas por causa de mudança de categoria do veículo, furto, extravio, roubo ou dano da mesma.

Caso a nova placa não caiba no espaço do veículo destinado a ela, a resolução estabelece ainda que o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) poderá autorizar a redução de até 15% no tamanho, preservando as posições onde estão estampados o QR Code e distintivo BR.

O novo padrão é composto por quatro letras e três números, o inverso do modelo antigo e que ainda é adotado em alguns estados brasileiros, com três letras e quatro números. A cor de fundo também muda e passará a ser totalmente branca. A mudança na cor ocorrerá na fonte para diferenciar o tipo de veículo, sendo preta para veículos de passeio, vermelha para veículos comerciais, azul para carros oficiais, verde para veículos em teste, dourado para os automóveis diplomáticos e prateado para os veículos de colecionadores.

Tire dúvidas

Por que criar uma nova placa?

A implantação da nova placa foi estabelecida, de forma obrigatória, pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), e visa padronizar as placas dos veículos de países que compõem o Mercosul para otimizar a segurança nas vias das fronteiras. A nova placa permite ainda que os agentes de trânsito brasileiros punam os condutores de outros países, que cometiam infrações e não sofriam as penalidades por conta da falta de registro no Brasil. Além disso, outro motivo para a necessidade da implantação do novo modelo da placa é que a combinação alfanumérica em uso anteriormente já estava no final.

Quais as vantagens da nova placa?

Um dos principais benefícios oferecidos pela nova placa é a segurança. Ela possui gravação a laser, efeitos visuais, número de série criptografado e um QR Code. Esse último item tem o objetivo de dificultar a clonagem de veículos.

Todos os carros têm que trocar suas placas?

A troca é obrigatória para os veículos de primeiro emplacamento, procedimentos de transferência de propriedade e mudança de município ou estado, alteração de categoria, troca de placas danificadas e na reposição de placas perdidas.

Se a placa atual do veículo, a cinza, for perdida na chuva, por exemplo, precisará ser trocada pela Placa Mercosul?

Sim. Não há mais fabricantes de placas cinzas credenciados ao Detran. Além disso, o Órgão não faz mais uso de lacres em suas placas. Portanto, veículos que estejam com placas danificadas, perdidas ou com lacres rompidos deverão procurar o Detran para realizar a troca da placa.

Como solicitar a nova placa?

Para realizar o serviço com a mudança da placa, o proprietário do veículo deve se dirigir à unidade do Detran e abrir um processo para a o serviço que deseja realizar. O Detran faz a auditoria da documentação e registra no sistema da Base Nacional e, paralelamente, o interessado deverá pagar as taxas referentes ao serviço do Órgão. Após o pagamento, será enviado ao interessado um SMS com o código autorizador do emplacamento.

O cidadão deverá escolher a empresa estampadora para que ela confeccione e instale a placa. Concluído o serviço, a estampadora comunica ao Detran e o interessado deverá retirar seu novo documento do veículo na unidade do órgão. Se o proprietário do veículo optar por contratar um despachante credenciado ao Detran, todos os passos serão executados por esse profissional que, ao final do processo, solicitará a afixação da placa por uma estampadora.

Como é a nova placa?

A nova placa tem o fundo branco e uma faixa azul na parte superior, onde estão dispostos o símbolo do Mercosul e a bandeira do Brasil. Além disso, possui quatro letras e três números. O veículo que já possui a placa cinza e precisa fazer a mudança para a de padrão Mercosul obedecerá ao seguinte padrão: as três primeiras letras se mantêm, o primeiro, terceiro e quarto número também, já o segundo número será trocado por uma letra entre A e J, correspondente aos números de 0 a 9, conforme disposto abaixo.

0 = A, 1 = B, 2 = C, 3 = D, 4 = E, 5 = F, 6 = G, 7 = H, 8 = I e 9 = J

Então, um veículo que tenha a placa antiga ABC-1234, no padrão Mercosul, ficará da seguinte forma ABC-1C34. O Detran|ES explica que os primeiros emplacamentos de veículos continuarão recebendo com a sequência que vinha sendo distribuída anteriormente, de QRB até QRM.

Qual o tamanho da nova placa?

A nova placa tem as mesmas dimensões da antiga: 40 cm de largura por 13 cm de altura. Ainda assim, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) autorizou uma redução de até 15% no tamanho da placa, se ela não couber no receptáculo do veículo, desde que o QR Code e a bandeira do Brasil sejam preservados.

Qual é o preço da nova placa?

O valor da placa no padrão Mercosul não é tabelado pelo Detran. O cidadão deverá buscar as empresas estampadoras de placas e fazer a consulta do valor. 

Com informações do R7

'O objetivo é confirmar o nosso potencial', diz presidente do COB

Faltando pouco mais de seis meses para os Jogos de Tóquio, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) já utiliza suas instalações que servirão para aclimatação da delegação nacional. Desde 2014 a entidade faz visitas rotineiras ao Japão e nesta entrevista exclusiva o presidente do COB, Paulo Wanderley, conta detalhes do planejamento, que contará com nove sedes espalhadas pelo Japão.

Como surgiu a ideia de ter nove sedes diferentes?

Pelas características locais, não havia disponibilidade de uma instalação única que atendesse integralmente ao nosso planejamento, como tivemos em 2008, 2012 e 2016. Existem universidades muito boas no Japão, mas algumas estavam com um custo alto ou apresentavam impedimentos de datas. Existe um grande Centro de Treinamento em Tóquio e vários outros pequenos centros específicos, por modalidade, que obviamente já estavam com a equipe japonesa. E existem vários espaços educacionais e esportivos ao redor do país, que foram indicados e apresentados ao Brasil pelo Comitê Olímpico Japonês (COJ), em conjunto com as prefeituras responsáveis. Essas são as opções que o Time Brasil está usufruindo desde 2018.

Como foi a negociação por esses espaços?

Realizamos uma negociação interessante para o Brasil para que a utilização desses espaços não gerasse custos financeiros ao COB. Existe um acordo para que, em troca da utilização desses espaços, realizemos ações sociais de promoção do esporte, dos valores olímpicos e de integração com a comunidade e as escolas locais. Essa iniciativa se mostrou muito positiva para o COB, para as equipes, para os atletas brasileiros e para as prefeituras locais.

Quanto custará a operação para os Jogos de Tóquio?

O projeto ainda está em andamento. O custo final da operação será divulgado ao final dos Jogos. Temos contato direto com Comitês Olímpicos de outros países, como Austrália, Canadá e EUA, e acompanhamos os custos relacionados às suas equipes a fim de comparar com nossas ações e estimativas. Ao longo dos últimos dois anos fizemos também uma reserva financeira para cobrir essa missão, pois alta do dólar naturalmente eleva o custo final.

Esse investimento pode se reverter na melhor campanha?

Não podemos garantir que teremos o melhor resultado da história. Podemos garantir que estamos trabalhando muito para alcançar resultados condizentes com o potencial do país no mundo olímpico, similares aos resultados que o Brasil obteve nos Mundiais realizados nesse último ciclo olímpico. Nossos objetivos são confirmar nosso potencial e termos surpresas mais positivas do que negativas.


an pref 07 05 2020

impacto 94 completo Página 8

an luiz octavio