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Davi e Thales em 2016Thales poderá chegar às eleições de 2020 com quase cem por cento de apoio político

Em 2016, Thales Gabriel venceu com extrema facilidade a disputa pela Prefeitura de Cruzeiro num feito memorável. Além dos mais de 17 mil votos (43%), emplacou feito inédito na história política do município com a eleição dos 10 vereadores de seu palanque.

No terceiro ano de mandato, Thales mantém o controle da bancada de vereadores e trabalha na ampliação da base de apoio para as eleições municipais de outubro de 2020. Enquanto governa, o prefeito projeta estratégias para assegurar a reeleição. À frente ou pelo retrovisor, a caravana de Thales visualiza a oposição cada vez mais enfraquecida.

Além dos 10 vereadores, a estratégia implica na atração de nomes de outros palanques, os considerados bons de votos. Manter a base de apoio e buscar adesão de novos são tarefas difíceis. Todavia, Thales consegue seguir no caminho da reeleição com poucos obstáculos.

Estão praticamente definidas as adesões dos ex-vereadores Marco Aurélio Rocha, Igmar e Carlinhos Stockar, três dos mais bem votados em 2016. A professora Patrícia Baptistella também compõe o elenco. Candidato a prefeito em 2016, Juarez Juvêncio está sob o cerco dos interlocutores do prefeito.

De acordo com as avaliações políticas, Thales Gabriel terá mais dores de cabeça na composição com o vice do que com a oposição. O atual vice, o médico Davi Mota Costa, parece indisposto a abrir mão da manutenção da “dobradinha”, mas outros dois nomes seguem em seu calcanhar, os secretários Rodolfo Scamilla e José Kléber.

Dentro do grupo de apoiadores, corrente liderada pelo ex-prefeito Paulo Scamilla e pelos empresários Carlos Roberto da Silva, o Carlão da CPI, e João Serapião demonstram clareza na preferência por Rodolfo. Por preferência pessoal, Thales indicaria José Kléber. Os dois são amigos desde a adolescência.

Apesar das preferências próprias ou de apoiadores, Thales não deverá abrir mão de Davi Mota. Sabe o prefeito que, ocorrendo o rompimento, Davi Mota poderia se lançar candidato a prefeito e representar grandes riscos à reeleição.

A vice-prefeitura parece ser o cargo mais disputado na base de Thales. Há fortes evidências indicando que, mesmo reeleito, Thales deixaria a Prefeitura em 2022 para candidatar-se a deputado estadual ou federal. A tendência explica a acirrada disputa para vice-prefeito.

Enquanto Thales mexe peças no tabuleiro das eleições 2020, a oposição ainda segue dormente, tornando-se praticamente inexistente. Da relação de candidatos em 2016, Sérgio Antônio dos Santos, Célio Crneiro e Fernando Moreira estão na fase de hibernação. Rafic Simão não demonstra interesse em retornar à política. Juarez Juvêncio, por sua vez, é o que mais comenta sobre eventual candidatura ao mesmo tempo em que estaria mais próximo do grupo de Thales.

Caso consiga evitar acidentes de percurso no campo político ou na esfera da administração, Thales Gabriel poderá assegurar em 2020 outro feito inédito, o apoio de quase cem por cento da classe política.

A confiança dos apoiadores é grande. Fala-se até no lançamento de um nome do próprio grupo para candidato a prefeito, como figurante, para evitar a candidatura única de Thales Gabriel.


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