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25 02 219 regiao patricia paulo vieira

Paulo Vieira e Patrícia Baptistella -
Qual teria sido a razão do rompimento?
Será que houve mesmo o propalado rompimento?


Mudança de comando em empresas privadas geralmente ocorre sem alardes.

Trata-se de problema interno sem a necessidade de qualquer satisfação ao público. No entanto, quando os envolvidos são figuras públicas o contexto desperta a curiosidade popular.

Enquadra-se nessa consideração a FACIC, empresa privada de ensino superior. Não fosse o organograma composto por figuras hiper conhecidas em Cruzeiro e na região, a troca de comando poderia passar despercebida.

Paulo Vieira, citado como dono da faculdade, exerce forte poder político na cidade. Patrícia Baptistella também é figura pública de expressão. Nessas condições, ainda não há resposta para a pergunta: “o que teria motivado o rompimento dos dois?”.

Considerada profissional dinâmica, persistente e de visão futurista, a professora Patrícia registra em sua trajetória profunda ligação com o surgimento e o repentino crescimento da FACIC. Não há como negar que Patrícia e FACIC têm a mesma cara, versão popular que traduz a ligação entre perfis. A junção é explicada pela atuação da professora desde os tempos em que percorria as ruas entregando panfletos de propaganda da faculdade até torná-la uma das referências regionais.

Por mais de dez anos, Patrícia Baptistella teve todo o comando sob suas mãos. Paulo Vieira pouco aparecia no estabelecimento, explicando a grandeza da confiança depositada em sua subordinada direta.

Publicamente, Paulo Vieira lançou o ingresso de Baptistella na esfera política, emprestando todo seu poderio na campanha para deputada estadual em outubro de 2018. De acordo com os planos, a professora passaria pela Assembléia Legislativa antes de embarcar nos palanques eleitorais em 2020 como candidata a prefeita.

Inegável o fracasso da campanha ano passado. Patrícia obteve pouco mais de quatro mil votos na cidade. Pelo tamanho da campanha, eram aguardados perto de vinte mil. A baixa aceitação nas urnas foi atribuída ao desgaste popular de Vieira.

Menos de dois meses após o pleito surgiram comentários assegurando o desligamento de Patrícia do comando da FACIC. Outros do comando também tiveram o mesmo destino. Foram muitos os comentários. Nada foi desmentido. Nenhuma nota oficial emitida. A única citação foi da própria professora. Em janeiro, numa rede social, Patrícia informou que estava disponível para o mercado de trabalho. Foi a única referência sobre sua saída da FACIC.

Nos bastidores da política circularam até há pouco tempo comentários sobre suposta sindicância na faculdade como a motivação da saída. Outras versões apontam para a insatisfação de Patrícia em relação a métodos empregados pelo ex-patrão.

Em meio a vários rumores também surge a hipótese de manobra política. Fora da direção da FACIC, Patrícia desvincularia sua imagem da de Paulo Vieira, assumiria vaga de assessora de deputado federal, trataria da liberação de verbas para investimentos na cidade e traçaria a estratégia para lançamento de sua candidatura à sucessão de Thales Gabriel.

Talvez por essa razão o surgimento de novo lance político. Thales estaria tratando de aproximação com Patrícia Baptistella, da mesma forma como vem agindo em relação a outros nomes de peso para 2020. Thales quer fortalecer ainda mais sua base política como engenharia para a reeleição. Não estranhem se Patrícia for guindada a importante cargo na esfera do governo municipal.

Paulo Vieira seria o arquiteto? A resposta virá com o tempo.


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