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O Impacto História – Paulo Antônio de Carvalho

Na década de 1940, a economia de Cruzeiro, além das indústrias e do comércio, também contava com a Zona de Prostituição como um de seus pilares. O intenso fluxo de homens e de “mulheres de vida fácil” – como chamadas na época as prostitutas – movimentava bares, lanchonetes, hospedarias, charreteiros, lojas de roupas, de móveis e salões de beleza.

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Carlos RossettiA arquitetura de Carlos Rossetti

No grande contingente de italianos dispostos a fazer a vida no “novo mundo” a partir do final do século XIX, Carlos Rossetti desembarcou no Porto de Santos aos 19 anos, em 1895, rumo à capital do Estado. Ainda no mesmo ano, desembarcou na Estação Central de Cruzeiro para trabalhar nas Oficinas da The Minas And Rio, no setor de projetos. Em 1900, casou-se com Ana de Souza, com quem teve cinco filhas.

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Irma Alvin na Santa CasaUm dos grandes feitos históricos ocorreu no início da década de 1910, marcado pela grande mobilização popular voltada para a construção do primeiro prédio da Santa Casa de Misericórdia.

Durante o processo de doação do terreno à Diocese de Lorena, em 1914, o primeiro registro de constituição do hospital ocorreu no dia 5 de abril. No mesmo mês, dia 16, o casal Rosalina Novaes e Antônio Celestino oficializou a escritura de doação.

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gripe espanholaNa segunda metade de 1918, o planeta foi assolado pela chamada Gripe Espanhola, provocada pelo vírus influenza A, do subtipo H1N1. A pandemia mais letal da história da humanidade provocou a morte de cerca de 50 a 100 milhões de pessoas na Europa, África, América do Norte e América do Sul. No Brasil, segundo dados do Instituto Butantan, morreram mais de 35 mil pessoas.

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joao bastosAs eleições municipais de 1968 entraram para a história de Cruzeiro como uma das mais vibrantes. Com o slogan “É positivo, é pra frente, é diferente”, o candidato Hamilton Vieira Mendes, da Arena, pôs fim ao período de vinte anos do império de Avelino Júnior, A vitória de Hamilton Mendes fez surgir novo ciclo político e administrativo.

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Conheça o martírio da escrava Rita, na Fazenda Boa Vista

historia fazenda boa vistaA ação de liberdade da escrava Rita foi um dos momentos mais marcantes da história dos escravos da Fazenda Boa Vista, em Cruzeiro. De um lado, o pardo Elíseo Telles de Castro, filho de Rita; do outro, o Major Manoel de Freitas Novaes e sua esposa Fortunata Joaquina, donos da Boa Vista.

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Por Paulo Antônio de Carvalho

Ex-prostituta em Cruzeiro conta como a paixão mudou sua vida

Dezembro de 1962, primeiro sábado do mês. O apito da Maria Fumaça anuncia a parada do trem noturno com os vagões de passageiros lotados. Na Estação Central, o desembarque é frenético, gente para todo lado vinda de São Paulo, do Rio e de Minas. Poucos seguem em direção aos hotéis, na Rua 2. A maioria toma direção oposta. As passadas largas são de homens apressados rumo ao Bairro do Norte. Lá, eles vão passar a noite bebendo, jogando e desfrutando de atraentes mulheres da Zona do Meretrício, a maior da região.

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gui 01Entrevista

Naquele tempo, pra ser gay, tinha que ser muito macho

Guilherme Cândido Correa, o Guigui, aos 65 anos, está de bem com a vida. “Vivo só, mas nunca isolado, tenho muitos amigos e amigas e o prazer de ser bem recebido em todos os ambientes”, afi rma. A satisfação de Guigui está na aceitação popular. O jeito simpático, sorridente e o estilo irreverente definem a personalidade de uma das pessoas mais populares e queridas da cidade. “Para ser feliz, a pessoa tem que ser do jeito que é, sem querer forçar estilo apenas para agradar a si ou aos outros”, observa.

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Uma história sem imagem e marcada pelo desrespeito

(Paulo Antônio de Carvalho)

A exclusão do nome de Fortunata nos relatos da história de Cruzeiro perdurou durante décadas. Escrever sobre ela seria remexer na verdadeira história da Fazenda Boa Vista, fato que não agradava a interesses familiares. Melhor, então, seria manter Fortunata apagada na história. No entanto, graças às pesquisas dos historiadores Carlos Borromeu e Vicente Vale, os holofotes do passado resgataram a importância da grande mulher.

Nascida no Embaú em 11 de maio de 1800, Fortunata Joaquina do Nascimento, aos 15 anos, casou com o Capitão Joaquim Ferreira da Silva, de cerca de 40 anos, dono da Fazenda Boa Vista e um dos mais ricos fazendeiros de café da região.

O casamento de Fortunata e Joaquim perdurou até a morte dele em 1837, assassinado a facadas por um escravo vindo de Campanha (MG), crime apontado como encomendado por algum rival do fazendeiro. Com a morte do marido, Fotunata herdou a imensa Boa Vista, de quase 900 hectares, e nomeou como seu inventariante o Capitão Antônio Dias Telles de Castro, outro rico fazendeiro.

Foi com o Capitão Telles que Fortunata casou pela segunda vez. O fato gerou rumores do suposto envolvimento do casal na morte do Coronel Joaquim Ferreira da Silva. Por que um homem sairia de tão longe (de Campanha (MG) para cometer um assassinato na Fazenda Boa Vista?

O pesquisador Vicente Vale chegou a pesquisar o caso, sem conclusão porque a maior parte do processo teria desaparecido. No final, apesar da suspeição, nada ficou provado contra o casal.

O segundo casamento de Fotunata terminou com a morte natural de Antônio Telles de Castro em 1853. Doze anos depois, já contando 65 anos de idade e com sérios problemas de saúde, Fortunata casou pela terceira vez com o jovem Manoel de Freitas Novaes, de 36 anos. A diferença de idade entre os dois - de 29 anos - gerou comentários do tipo “golpe do baú”.

Além de Manoel Novaes, havia outros interessados na rica fazendeira. Fortunata não possuía filhos, motivo do grande assédio. Prevaleceu a amizade que Fortunata nutria com Dona Clara Novaes, mãe do jovem Manoel Novaes.

Para ele, um casamento lucrativo. Manoel já havia herdado do pai extensa propriedade que avançava desde as proximidades de Pinheiros até o Rio do Lopes (atual Vila João Batista), fazendo divisa com a Fazenda Boa Vista. O casamento também representaria a junção das duas fazendas. Nove anos após o enlace, em 1974, faleceu Fortunata e coube ao marido herdar todo o patrimônio da Boa Vista.

A MÃE ADOTIVA – Sem Filhos, Fortunata tratava os das escravas como se dela fossem. O salão térreo da casa sede (hoje, museu) mais parecia creche. As crianças também podiam rezar todos os domingos no oratório interno do casarão. Fortunata não aceitava que os escravos fossem torturados. Mesmo assim, as surras ocorriam longe de seus olhos.

Caso histórico o do pardo Elíseo Telles de Castro e de sua mãe, a escrava Rita, a predileta de Fortunata. Há indícios de que Elíseo era filho bastardo do Capitão Antônio, o segundo marido de Fortunata. Além do sobrenome, Elíseo não figurava na lista de escravos da Boa Vista. Tratado com os privilégios de Fortunata, ao completar 18 anos, Elíseo pode deixar a fazenda para estudar e trabalhar em Lorena. Boa parte do que ganhou, economizou para pagar a liberdade da mãe Rita.

Duramente, o Major Novaes se opôs. O processo de alforria de Rita durou menos de um mês, em agosto de 1873. Apesar da decisão judicial, Novaes recusava libertar a negra, alegando ser ela de sua propriedade. Foi necessária a invasão da Boa Vista por tropa de soldados de Lorena e de Cachoeira Paulista, comanda pelo Capitão Raimundo Ferreira. No momento em que a tropa chegou, Rita estava amarrada numa árvore havia três dias por ordem do major.

Contrária ao posicionamento do marido, Fortunata assistiu da janela de seu quarto o momento em que Rita foi levada por Elíseo. Acamada, Fortunata acenou para Rita numa melancólica despedida, mas satisfeita por saber que mãe e filho estariam juntos e livres.

O DESCASO – Não há nos arquivos da Boa Vista nenhum registro fotográfico, objetos ou manuscritos que lembrem a vida de Fortunata. Tudo teria sido destruído a mando de Eva Maria, com quem Novaes casou após a morte de Fortunata.

Falecida em 5 de junho de 1874, Fortunata  foi sepultada na própria Boa Vista. Sobre sua sepultura, o Major Novaes mandou construir a Capela de Santa Fortunata. A capela foi destruída por um incêndio em setembro de 1974. Ainda hoje os restos mortais de Fortunata Joaquina estão sob os escombros da capela. Flagrante desrespeito.

Irma Alvin

* Paulo Antonio de Carvalho

 

Repercussão de Irmã Alvin foi parar no Vaticano.

Mineira de Santos Dumont (MG), a Irmã Alvin, também conhecida como Irmã Genoveva, nascida em 1909, permaneceria por tempo limitado em Cruzeiro, seguindo o regime na época da Ordem Vicentina. Procedente de Assis (SP), a irmã cumpriria metas em Cruzeiro antes de seguir para outra cidade.

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Dona TitaMarço, mês das mulheres. O IMPACTO buscou no passado o perfil de mulheres que exerceram papéis destacados na história de Cruzeiro desde antes da fundação do município. No ciclo da evolução social em que o papel das mulheres não ultrapassava os limites do lar, houve quem se colocasse bem adiante de seu tempo, superando a chamada imposição do machismo e dos preconceitos.

Seja na área social, na política, nas artes ou na assistência médica, Cruzeiro não pode colocar à margem da história nomes que marcaram em suas áreas de atuação. Das várias mulheres merecedoras, O IMPACTO escolheu três; Celestina Novaes (Tita), Dona Fortunata e a Irmã Alvin. No primeiro capítulo, a marcante trajetória de Dona Tita.

Em nome delas, retratando suas brilhantes trajetórias, a homenagem a todas aquelas capazes de quebrar tabus e de se colocarem no topo dos ciclos de evolução de Cruzeiro.

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Coronel Ferreira 10Nesta quarta-feira, não há desfiles cívicos, bandas ou foguetório. O 6 de março passa mais uma vez despercebido em Cruzeiro como a verdadeira data de fundação do município. Foi nesse dia, no ano de 1871, que o governo da Província de São Paulo desmembrou de Lorena o território do Embaú para nele fundar o município de Nossa Senhora da Conceição do Cruzeiro.

O nome teve influência da tradição religiosa portuguesa e a referência a uma cruz instalada na divisa com Minas Gerais. A escolha foi dos próprios moradores do Embaú, liderados pelo Coronel José Joaquim Ferreira, engenheiro civil e líder político dos republicanos na região.

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